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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 23:17

Nicolelis critica resposta da prefeitura

Publicação: 14 de Julho de 2010 às 00:00
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Isaac Lira - repórter

Após reclamar publicamente da falta de pavimentação na rua de um dos laboratórios do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), o cientista Miguel Nicolelis leu ontem na TRIBUNA DO NORTE a justificativa da Prefeitura de Natal. Chegou a uma conclusão: "É insatisfatória, não tem lógica".

Adriano AbreuCientista Nicolelis critica o fato de outros empreendimentos terem sido liberados na regiãoCientista Nicolelis critica o fato de outros empreendimentos terem sido liberados na região
A Secretaria Municipal de Obras Públicas, através do titular Demétrio Torres, apontou uma liminar na Justiça como motivo para a demora de sete anos em pavimentar a rua Francisco Luciano de Oliveira, onde fica o Laboratório de Neurociência Prof. Cesar Timo-Iaria. Como o Laboratório está no San Vale, área de preservação ambiental na qual se dá boa parte da captação d'água potável de Natal, e não há saneamento ou drenagem na região, o MP conseguiu na Justiça a proibição de novas licenças ambientais e alvarás de construção.

Até aí tudo bem. Contudo, o cientista observa que outros empreendimentos são levados adiante, sem problema algum, nas proximidades do Instituto. Bem em frente ao laboratório do IINN, um condomínio (Clube Natture) com seis torres, cada uma com 20 andares, está sendo erguido. As obras começaram há pouco mais de um ano, de acordo com pessoas que moram nas imediações.

"Como esses prédios e outros empreendimentos são liberados e não é possível fazer 200 metros de asfalto? O que vai causar mais danos, o asfalto ou centenas de habitações?", questiona Nicolelis. Para o cientista, que fez questão de ligar para a TRIBUNA DO NORTE e expressar sua discordância, o que existe é uma diferença de tratamento. "Essa questão da liminar não é justificativa. Sem dúvida estão tratando as obras de forma diferenciada", complementa.

Liminares judiciais

Após a proibição de novas licenças ambientais, empresas e pessoas foram à Justiça para conseguir permissões individuais para construir no San Vale. Algumas permissões - a Semurb não informou quantas - foram conseguidas na Justiça. Em uma das decisões, anexadas ao processo principal, a juíza Ana Cláudia Secundo, da 3a. Vara da Fazenda Pública, permite a construção de um condomínio de casas tendo em vista a instalação de uma estação de tratamento de esgoto particular, somente para o condomínio. "A solução buscada representa a única medida que contempla o mínimo de respeito ao binômio: preservação do meio ambiente e resguardo ao direito constitucional de uso da propriedade", diz a decisão interlocutória.

"Se essa permissão é possível, por que a Prefeitura não tentou na Justiça a pavimentação da rua?", volta a questionar Miguel Nicolelis. "E onde está o Ministério Público que não vê algo assim?", acrescenta. O cientista lembra ainda que a impossibilidade de construção na área é devida à própria falta de planejamento do poder público.

Desde 1995, a Zona de Proteção do San Vale é considerada, em lei, prioritária para Natal. E mesmo assim ainda não há esgotamento sanitário e plano de drenagem. "Não pode construir porque a Prefeitura não cumpriu com seu papel. Isso precisa ficar claro", disse Nicolelis.

Dessa maneira, a pavimentação de 200 metros de asfalto transforma-se num problema que desafia a razão. Não pode asfaltar porque não tem esgoto e drenagem. Ao mesmo tempo, casas, colégios e condomínios são considerados inofensivos.

Opções existem. Duas: conseguir na Justiça a pavimentação da área ou esperar até 2011, quando o Programa de Aceleração do Crescimento, fase 2, financiará o esgotamento e drenagem da área do San Vale.

Para se tornar um dos mais respeitados cientistas do mundo, o brasileiro Miguel Nicolelis precisou se aprofundar no domínio do raciocínio e da lógica. Décadas depois, respeitado em todo o mundo por suas pesquisas em neurociências, Nicolelis se depara, em Natal, com uma situação mais complexa que os meandros do cérebro.

Promotoria recorreu de permissões

Para a promotora Gilka da Mata, as permissões de construção na área do San Vale podem prejudicar a preservação dos mananciais de água da área. Segundo a promotora, o Ministério Público recorreu de todas as autorizações judiciais dadas a casas e empreendimentos na Zona de Proteção Ambiental. Gilka da Mata é a favor de limitar ao máximo a instalação de possíveis poluidores até que o esgotamento sanitário e drenagem sejam concluídos. "Não podemos correr o risco de perder aquelas reservas de água", diz Gilka, que se mostrou surpresa com a existência de prédios no local.

Por isso, a pavimentação não é vista com bons olhos pela promotora. Colocar asfalto ou impermeabilizar o solo antes de instalar o esgotamento sanitário e pôr em prática o plano de drenagem são atitudes consideradas nocivas por Gilka da Mata. "A pavimentação vem por último. Isso é consenso. É preciso fazer o esgotamento e drenar antes de colocar asfalto ou algo similar. Não dá para inverter, ou então veremos os mesmos problemas de alagamento encontrados em outros pontos da cidade", explica a promotora. E complementa: "As pessoas precisam entender a importância daquela área. É a última reserva de água limpa da cidade. Não podemos abrir exceções".

Segundo o secretário-adjunto de Meio Ambiente e Urbanismo, Raquelson Lins, não há licença para pavimentação no San Vale. As construções ativas da área ou foram permitidas individualmente pela Justiça ou são relativas a licenças anteriores a liminar, de julho de 2006. A Semurb não pôde confirmar quantas construções ativas existem na área e em qual perfil cada um se encaixa, inclusive com relação ao Condomínio Clube Natture, localizado em frente ao Laboratório do Instituto de Neurociências.

Mesmo assim, Raquelson Lins explicou que são muitas as liminares. "Hoje (ontem) mesmo chegou uma liminar para a construção de uma residência", disse. A maioria das permissões são de casas. "Quando algum pedido chega ao órgão, nós enviamos à Procuradoria para verificar a viabilidade. A decisão não especifica que tipos de licenças são proibidas", afirma. 

Secretário explica instalação de matadouro

Como havia informado o cientista Miguel Nicolelis, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE  domingo (11), será construído um matadouro nas proximidades da sede do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN), em Macaíba. Contudo, o secretário de Urbanismo e Meio Ambiente de Macaíba, Pedro Galvão, e o promotor do Meio Ambiente, Morton Medeiros, garantem que o matadouro público não será um incômodo para o Instituto, por conta do "total respeito à legislação ambiental vigente", diz o secretário Pedro Galvão. O matadouro está em construção, numa distância de 1,5 km da sede do IINN.

O matadouro público foi idealizado para minimizar os problemas com abatedouros clandestinos em Macaíba. Segundo Pedro Galvão, a cidade é tradicionalmente produtora de carne e após o fechamento do antigo matadouro, no final da década de 90 do século passado, os locais de matança clandestina de animais se proliferaram. "Os matadouros clandestinos atraíram urubus e trouxeram problemas para a aviação", diz o secretário Pedro Galvão. O promotor Morton Medeiros complementa: "Esse novo matadouro público deverá minimizar o problema, portanto é imprescindível para a cidade".

Como terá tratamento adequado para as vísceras e restos de animais, o matadouro, segundo o secretário de Meio Ambiente e o promotor de Justiça, não acarretará em problemas para o Instituto e para a população dos arredores. "Esse matadouro não é igual aos antigos matadouros, onde os abates eram feitos à céu aberto. Haverá ordenamento, partindo do princípio que a Prefeitura obedecerá aos princípios do projeto inicial", analisa o promotor Morton Medeiros.

Governo faz repasse

O Governo do Estado anunciou ontem o repasse de R$ 412,5 mil ao Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN). O dinheiro é uma contrapartida num acordo de cooperação técnica entre o CNPq e a Fapern, repassado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Interface Cérebro-Máquina, o Incemaq.

O Incemaq custou R$ 3,7 milhões e foi criado com recursos do Ministério da Ciência e Tecnologia e Fapern. A sede, em Macaiba, município da Grande Natal, tem ramificações em diversas instituições de ensino superior, como UFRN, USP, UFMG, UFPE e UNB.

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comentários

famclorofila@...14/07/2010 @ 08h02
As coisas nao vao pra frente dado a censura. Lamento que a tribuna do norte nao publique o que se envia quando se relata a realidade. Proteçao a certos politicos pensei que fosse um jornal mais serio
famclorofila@...14/07/2010 @ 07h26
Natal e o RGN so evoluiu no tempos de Aluisio Alves; Vilma e Carlos Eduardo pela capital o resto é papo furado.... Promessas em campanha nunca realisadas nem mesmo cuidar bem do que ja foi feito é o que vemos no cotidiano As eleiçoes se aproximam e deve ser bem pensado esqueçam partidos politicos e veja quem trabalha ou ja trabalhou que realmente faz avançar essa cidade este estado e nao esqueçam esse Pais vamos dar continuidade isso é como uma corrente nao deve ser cortada.So assim poderemos ter a satisfaçao do voto dado Quanto essa prefeita botem pra fora
lobovermelhorn@...14/07/2010 @ 07h14
ÁGUA É PRIORIDADE ABSOLUTA. QUE SE ARRANJE OUTRO LOCAL PARA O INSTITUTO (SE FOR O CASO) E QUE SE EMBARGUEM TODAS AS NOVAS OBRAS. O QUE O DINHEIRO NÃO FAZ COM AS PESSOAS ? COMPRA-SE ALVARÁS, PASSA-SE POR CIMA DA LEI... I
mauricyterra@...14/07/2010 @ 08h26
Esse caso do IINN é uma vergonha. Lembro que quando foi comentada a instalação do instituto em nossa cidade a prefeitura se comprometeu a fazer esse asfaltamento e até agora nada. Agora é que se diz que é um problema de drenagem. Com toda certeza nesses 3 anos houve tempo suficiente para se encontrar uma solução. Mas os compromissos da prefeitura e do estado são sempre assim. Os governantes não se preocupam com o cumprimento dos mesmos. Infelizmente no nosso país, e no RN em particular, existem leis que pegam e outras que não pegam. Uma das que não pegou a lei sobre drenagem que estabelece que cada construção tem que deixar uma area de no minimo 20% para drenagem. Aqui em Natal, ela é na grande maioria dos casos desrespeitada. Existem vários edificios que têm ZERO de area de drenagem.
r1507s@...14/07/2010 @ 10h05
O que deveria haver era concurso para: Governadozinho, prefeitinho,Vereadorzinho e deputadinho.Com conhecimento em Administração Pública,Meio Ambiente,Legislação,Direito Administrativo,Direito Constitucional,Redação,Matemática Financeira, Raciocínio lógico,etc...Com um Currículum 1/12 (avos) aproximados dos ilustríssimos,Excelentíssimos,Magníficos Sr. Dr. Nicolelis e Srª Dra. Gilka da Mata.Os papeis estão trocados, quem governa é que deveria ser governado e quem é governado é que deveria ser governo.Infelizmente.
pablocampolargo@...14/07/2010 @ 09h14
Construir um abatedouro municipal em Macaíba, a fim de ordenar a atividade e melhorar todas as condiçoes sanitárias no município, NÃO PODE. Pavimentar uma rua em área de proteção ambiental em Natal, só porque outros edificam por lá, PODE. É isso que entendi?
pablocampolargo@...14/07/2010 @ 09h05
Será que a equipe escolheu o lugar errado para construir? Por que optaram justamente pela rua Francisco L de Oliveira? Não sabiam que ela beirava uma área de proteção ambiental? Alguém se equivocou. Depois vem reclamar!!! Parem todas as obras em torno dos mananciais, ou em breve não haverá mais água limpa pra beber na região metropolitana.
fran_fabiano@...14/07/2010 @ 08h57
O Sr. Nicolelis tem toda razão, o que existe é uma "diferença de tratamento". Espero que não desista dessa luta, pois nós natalenses, somos também vítimas dessa forma de administrar nossa Natal, até parece que não é obrigação do poder público dá condições básicas para a cidade desenvolver-se.
bangle@...14/07/2010 @ 13h17
Mil elogios ao MP c/ respeito a preocupação dos manaciais, contudo, seria bom q/ tambem fosse cobrado dos governantes o tratamento correto da água c/o é feito em Sampa. Precisa-se procura u/a solução definitiva e ñ apenas paliativa c/ relação ao tratamento da água e esgoto ñ só de Natal mais de td grande Natal
nisiagalvao@...14/07/2010 @ 13h27
A promotora Gilka da Mata mostou-se supresa com as construções na área. Ela sofre de alguma deficiência visual? Pois só cego não vê aqueles espigões ao lado da BR 101, por sinal, vizinho do Instituto de Neurociências!!!
manesmann@...14/07/2010 @ 13h20
A operação Impacto explica tudo isso aí: Como se conseguir e quanto "custa" obter uma licença para construção de edificações em Natal! O lobby é grande (o da máfia dos combustíveis tb é) e a atual prefeita foi eleita com ajuda do dinheiro desse povo....
fabmelo@...14/07/2010 @ 11h24
Por que tem que ser asfaltado? Por que não apenas se pavimenta com paralelepípedos. É por isso que esta cidade com qualquer chuvinha fica alagada. Vamos acabar com isso. O calçamento atende às justas demanda do IINN. Não se pode comparar o IINN com os grandes condomínios, estes sim geradores de esgotos. Mais uma vez os órgãos públicos criam dificuldades para esta e outras obras de importância para a cidade. Enquanto isso às margens do Pitimbu está sendo loteada e é a nova menina dos olhos das imobiliárias de Natal.
elicarlostst@...14/07/2010 @ 11h14
Em relação a insatisfação do nobre cientista Sr. Nicolelis, sou plenamente de acordo com as suas posições, sem dúvida há sim uma diferenciação de tratamento entre os empreendimentos instalados no San Vale e o Instituto de Neurociências de Natal. O nobre cientista escolheu nossa cidade, poderia ter escolhido grandes centros como o Rio de Janeiro e São Paulo, ele está projetando nossa cidade para patamares internacionais no mundo da ciência, mas pelo que vejo, o poder público está pouco se importando pra isso. Uma cidade que quer sediar uma copa do mundo, não consegue dar sustentabilidade a um bairro, isso é lamentável.
deuto_lima@...14/07/2010 @ 10h30
O cidadão ter um terreno e não poder construir, parece história de ficção cientifíca mesmo, por promessas de saneamento que se arrasta desde 1996 ! ? ! ? Tenho um terreno e não posso construir nada no local, pois existe a incompetência da prefeitura, pois até hoje não fez o saneamento básico no bairro, ora ...teremos que esperar até quando ??? Se existe algum advogado disposto e lendo este artigo com disposição para lutar junto a justiça por indenização, que entre em contato, pois acredito que no minimo mereço ser indenizado, como todos os outro proprietários, principalmente por lucros cessantes, pois já deixei de alugar esse terreno no ano de 2008 para um Viveiro de Plantas e fui impedido pela SEMURB. Devido a um processo da Dra. Gilka da Mata. E saliento que no primeiro ano de Governo da Vilma, ela colocou uma placa informando que todo bairro de Candelária seria saneado e até hoje não foi. Contato 3642 6512 / 32064189 / 99223417
carloseufrasio305@...14/07/2010 @ 10h21
Creio, que seja constrangedor para, um dos mais respeitados cientistas da atualidade no mundo, ter que se expôr, para justificar ele, que cabe, por parte dos gestores públicos, a atenção devida, no que diz respeito à uma reivindicação que não é de hoje, e sim, de anos, e anos. Ele, que poderia perfeitamente, ter todo o tempo necessário às pesquisas que desenvolve aquí em nosso estado, quando atuando, no interior do INSTITO INTERNACIONAL DE NEUROCIÊNCIAS DE NATAL, está tão somente, reivindicando uma atenção pública. Como disse, o nobre cientista, não era, em momento algum, para estar se expondo, reivindicando tal atenção, se os nossos gestores públicos, além de pessoas sensatas, humanas, fossem sim, responsáveis, quando no cumprimento de suas atribuições, ou melhor, quando das prioridades, entre estas, o calçamento, e, posteriormente, o asfaltamento de uma pequena área. Tenho, consciência plena, em admitir que a água, é, sem sombras de dúvidas, o mais precioso líquido, esta, para atender à todos, sem distinção, e com total qualidade. Mas, não deixa de ser estranho, a quantidade de edificações já erguidas, e outras tantas em fase de execução, em uma área onde se diz, ser de preservação ambiental. Se de fato, é, toda aquela área, de preservação ambiental, como se admite, que residências, algumas mansões, entre outras tantas, escolas, condomínios, e até centro de eventos, alí instalados? Convém salientar, que, se verdadeiro que toda a área do SAN VALE, não poderia alí, ser erguida, qualquer edificação, digo, casas e apartamentos, como estas, as que já se encontram erguidas e habitadas, sem que para tanto, não ocorrera, polêmica tamanha, como agora? Quero crê, que nesse caso, esteja havendo distição no tratamento. Ou seja, à uns, é dado o consentimento, a autorização para que as construções se dêem, e, para outros, não. Onde estavam as autoridades ambientais, no momento em que as tais construções ocorreram, ao ponto de evitar que polêmicas, ações tantas, naquele ambiente, viessem à surgir? Onde estava o IDEMA, o MPE, o CREA, entre outras tantas instituições, que têem entre tantas atribuições, defender zelar, proteger, o tal ambiente? Vale salientar também, que na dita área em questão, o SAN VALE, há, como citei, e todos sabem, da existência de residências, inclusive, a da senhora Prefeita de Natal, com ruas, e estas, pavimentadas, asfaltas. Então, o que está faltando, é, na verdade, interesse por parte destes, ou melhor, do órgão municipal, em particular. Quero dizer, que não tenho procuração particular, para defender o nobre cientista. No entanto, por entender, que a reivindicação do mesmo, é justa, ou melhor, é de interesse da sociedade, entendí por bem, ser solidário à tal. O que é de interesse público, é, porconseguinte, interesse de todos. CARLOS EUFRÁSIO - Natal/RN, Servidor Técnico da UFRN; Graduado em Gestão Pública, pela UFRN; Artista-Plástico; Poeta; Fotógrafo Documentarista; ex-Dirigente Sindical, Ativista e Militante Político.
aderildodf@...15/07/2010 @ 00h44
Lamentável este caso que estamos tendo conhecimento agora. Lamentável também ver estes comentários priorizando a água. Sou doutor em geologia e posso afirmar categoricamente que tratar água, mesmo que contaminada, é muito mais fácil, mais rápido e mais barato do que educar melhor um povo, prover conhecimento ou procurar a cura de doenças. Estes argumentos não procedem e estão deviando do verdadeiro foco, que é a falta de visão da classe dominante do RN, não só dos políticos, mas como vemos agora, também do MP.
steniofernandes01@...15/07/2010 @ 05h57
Senhores, poucos sabem da importância desse Instituto Internacional para o nosso pobre(???) Estado, para o Nordeste, para o Brasil e para toda Humanidade. Não tiro uma vírgula da entrevista do Cientista Nicolelis, às páginas da Tribuna do Norte, de domingo. Senhores essa é a pura realidade dos nossoso medíocres políticos. No tempo da Ditadura, a culpa era dos Militares. E agora??? quem escolhe esses medíocres é o Povo. Basta ter um programa de televisão, ou ser bonito, tome voto. E o Povo amigo? O Povão é massa falida. Parabéns Nicolelis, pela sua ousadia, coragem e visão de futuro. A Humanidade precisa de você, seja no RN ou em qualquer parte do mundo. Você, acima de tudo é 100% brasileiro.
cearasantiago@...14/07/2010 @ 17h37
essa prefeita é pior do que eu esperava,inadiplente,imcompetente....,que sirva de lição para escolhermos melhor nossos governantes se é que posso chamar essa prefeita ' nota zero',é lamentavel,imaginem natal na copa vai ser um desastre
ilanavon@...14/07/2010 @ 16h57
Quando será resolvido esse problema de San vale? já espero há mais de 10 anos....qdo comprei um terreno e decidi contruir. Agora preciso apenas ampliar e não consigo...portanto, não posso morar lá.
olivedi100@...14/07/2010 @ 19h01
Por mais alta que seja a patente do Sr. Cientista, não se pode abrir mão do último manacial de água limpa de Natal, em nome de um pretenso tratamento diferenciado. Busquemos não permitir as construções; permitir obras porque outras foram permitidas, é uma fraca disposição para se respeitar o meio ambiente. Essa lógica do Sr. Cientista é imperdoável, assim como a lógica que fez a bomba atomica, ainda que que se conviva com elas (a lógica e a bomba atômica).
msgvieira14@...14/07/2010 @ 20h45
Concordo plenamente com as colocações enviadas pelo e-mail fanclorofila@.... eu também pensei que tivessémos LIBERDADE PARA EXPRESSAR nossos argumentos, e comentários. Mas que contradição! A imprensa clama por liberdade de expressão, mas acha que é um privilégio exclusivo dela mesma!
moreiralimag@...14/07/2010 @ 18h25
Dr., pegue sua cachorrinha e volte para o Sul. Lá talvez o Sr. encontre uma mentalidade mais afinada com ciência do que aqui na aldeia de Poti. A grande preocupação na nossa oca é saber qual das oligarquias vai assumir o poder político nas proximas eleições. Depois disso, a prioridade é fazer obra para a copa de 2014.
neta@...15/07/2010 @ 08h28
Acho que tudo está muito errado, quando foi escolhido o local para a construção o poder publico deveria saber que não poderia, e alertar. Será que o fez? Acho que não. Quanto a área de proteção, tem lugar que deveria ser mais protegido do que nosso "RIO PITIMBU" ?...E como está? Pelo que vejo condomínios imensos sendo contruídos em seu leito; desde a Cidade Satélite até Nova Parnamirim, que é a região que conheço e posso falar com toda a certeza. Porque o poder público não interferiu? Porque a população que hoje critica não se revolucionaram contra? Porque se opõem justamente contra algo que só vai agregar para a melhora da saúde, Eu senti e sinto na pele a falta de pesquisa no setor de neurologia, passei dois anos esperando para alguém me dar um diagnóstico para minha filha, um diagnóstico que até eu como leiga sabia desde o princípio, mas tive de sair da cidade para alguém examinar e concordar comigo. Ou seja nós precisamos de pesquisas, e temos oportunidade de ser aquí pertinho, e por simples detalhes estão fazendo oposição. È vergonhoso. Ps.: Espero que o Dr. Nicolelis não desanime.
dibanogueira@...15/07/2010 @ 13h10
infelizmente mais uma materia que nos deixa indignado, onde estam os nossos politicos? depois reclamam que tiram tudo do RGN, na verdade não tiram; despresamos, estamos em ano de politica vamos analisar quem realmente mereçe um voto seu, vamos pensar em nosso estado.
eduardo.gurgel@...16/07/2010 @ 17h00
Como natalense que mora em Salvador fico muito triste em ver o tratamento que as autoridades políticas e empresarias do Rio Grande do Norte vêm dispensando ao Dr. Nicolelis. Sou um engenheiro agrônomo aposentado que gosta muito de ciencias de um modo geral. Já fui professor de química na Faculdade de Agronomia do Médio São Francisco em Juazeiro na Bahia. Gostaria muito de ajudar o Dr. Nicolelis na parte de ensino. Só posso ajudá-lo com trabalho. O meu telefone residencial é: (71)3011-4862. Celular:(71)8847-0140. Ficaria muito grato se essa mensagem chegasse ao conhecimento do Dr.Miguel Nicolelis.
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