O barato da cidade
Publicação: 05 de Novembro de 2011 às 16:24
Nome: Claudio Fernando Ramos
E-mail: cacaualbatroz@yahoo.com.br
Por: Claudio Fernando Ramos ( Cacau) Natal-RN, 30/10/2011 Brazil
Há nesta bela cidade uma série de espaços festivos, lugar comum em várias cidades, principalmente às de caráter turístico. O samba, minha grande e singular paixão, tem sua sucursal em várias partes desse enorme e bonito país, não poderia ser diferente com nossa cidade. Nascido na Bahia, radicalizado na cidade maravilhosa (Rio de Janeiro), o samba, sem se fazer de rogado, subiu o morro. Negro por natureza, boêmio por formação, liberal na essência... Altaneiro, poético e cheio de gingado, desceu para o asfalto, das pistas, avenidas e sambódromos, ganhou o mundo; a exemplo de seus outros três irmãos, também negros: o Blues, o Jazz e o Reggae.
O Seis em Ponto , o Tom Maior, o Estação Ribeira e Taverna Pub, são lugares onde o samba tem voz e vez nessa cidade, mas, sinto que carecem de popularidade, o que já não ocorre com o Buraco da Catita, Terreirão do Samba, Espetinho do samba e a Toca do Rato (quanto aos outros espaços, prefiro não citá-los, não dão ao samba o respeito merecido). Porém, quer sofisticados, quer populares, nada se assemelha ao que vem ocorrendo, a algum tempo, no bairro de Petrópolis (zona sul da cidade).
Com entrada franca, cerveja gelada e sem cobrança de couvert artístico, todos os sábados (das 15: 00hs. às 19:00hs.), a alegria está garantida no Mercado de Petrópolis. Com espaço reduzido para dançar, as pessoas precisam encostar, com frequência, uma nas outras; o calor é constante e a música um tanto quanto descompassada. Mas, se deduzirem a partir dessas informações que no local não tem nada de interessante, enganam-se. Mesmo com tanta gente se tocando, não há, ao contrário de outros lugares, necessidade de segurança ostensiva, por um motivo bem simples: não há violência. Mesmo com uma banda de amadores ( percebe-se que os instrumentistas o fazem muito mais pelo prazer de tocar), toca-se samba (alguns, que a si mesmo se intitulam músicos profissionais, já abandonaram, infelizmente, essa boa prática). E quanto ao calor, sente-se o melhor de todos, o calor humano.
Na condição de carioca ( Rio de Janeiro) radicalizado em terras potiguares ( Natal), indico o Mercado de Petrópolis como espaço de lazer e cultura para os que vivem e visitam essa linda e generosa cidade. O "pior" que pode acontecer é sair de lá "vitimizado" pela alegria.