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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

O noticiário político e policial

Publicação: 21 de Janeiro de 2010 às 00:00
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Espaço Livre [ Agnelo Alves ]

Estou um tanto quanto na dúvida. Quando acordei ontem, pela manhã, me deparei com notícias e fotografias publicadas nos jornais. No Hospital Central, Walfredo Gurgel - o maior do Estado - doentes e familiares amontoados em macas, à espera de atendimento médico.

As fotos e a reportagem eram do Haiti, sacudido tragicamente por um terremoto? Não. Eram de Natal mesmo.

Passei a mão pelo rosto, buscando me situar com o que estava vendo e lendo. Era Natal, sim. Noutra página, a tentativa de esclarecimento sobre o preço de um "show" do padre Fábio, não sei das quantas, no valor de 221 mil reais, o maior "cachê" já pago a um artista brasileiro, para cantoria de uma hora, se tanto, nas festividades natalinas.

Ué, o recinto do "show" não era de uma Igreja. A empresa envolvida é de Belo Horizonte. Não é de Natal. O "show" foi pago pela Prefeitura de Natal, já com fama de caloteira. Finalmente, chegaram os esclarecimentos. A prefeitura "apenas paga" em nome dos  natalenses. Cocei a cabeça. Algo errado? Os esclarecimentos devem ser públicos, porque o popular público é público mesmo. O padre Fábio não portara o distintivo indispensável com os dizeres: "seu IPTU está aqui"? Ou não estava?

Transpirou que foi feito o pagamento de um "jatinho" especial e passagens aéreas para o padre Fábio (de jatinho especial ou passagens aéreas?) porque, segundo a máxima do inesquecível "Chacrinha", não é para esclarecer. É para confundir. Realmente, muita confusão, trapalhada. Tudo por conta do IPTU mais caro.

A estas alturas da leitura dos jornais, resolvo ordenar as coisas. Vou aos hábitos de higiene. Busco a água fria do chuveiro para ficar bem acordado e volto decidido a pular o noticiário policial para o noticiário político. Meu Deus do céu! Da intenção inicial, passei à prática. Pedi socorro. Tanto faz ler as páginas do noticiário policial, como as páginas dedicadas ao noticiário político. Tudo muito igual.

"Operação Impacto", com os políticos natalenses que meteram a mão em troca de voto na Câmara Municipal. Um deputado acusa a governadora pela demissão dos correligionários dele. Aguarda-se o pronunciamento de Ministério Público sobre o "caso" da Prefeitura de Natal que meteu a mão no dinheiro que descontou dos funcionários e não recolheu ao INSS, caracterizando "apropriação indébita" que na iniciativa privada da prisão inafiançável. Ainda na área da prefeitura, uma funcionária defende a prefeita em face do reajuste de empresas terceirizadas e do IPTU, dizendo que não existe ilegalidade. Nem imoralidade? Não disse.

Desisto da leitura. "Quero paz de crianças dormindo".

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comentários

jorgehnatal@...21/01/2010 @ 20h59
Caro Jornalista, o mais imoral de tudo isso é a falta de moral!, do Padre. O "padre cantor" fez elogios à prefeita do natal duas semanas antes do show, no programa domingão do faustão.Será que ele o "padre" já sabia do valor do caché?.
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