O vinho perfeito
Publicação: 19 de Maro de 2010 às 00:00
Mas afinal, existe o vinho perfeito? O vinho cujos valores são inquestionáveis? Óbvio que não. Admitir essa possibilidade seria o mesmo que admitir que existe a pessoa perfeita. Seria supor categoricamente que um gosto específico e inquestionável se sobreporia em acuidade aos demais. Os valores de um vinho dito "perfeito" pela crítica especializada supõem apenas que sua cor, brilho e viscosidade estão adequados ao seu tipo, tipicidade e idade. Que os seus aromas revelam boa estrutura, complexidade e sofisticação, e que seus sabores encontram-se plenos, equilibrados e persistentes no retro-gosto. Mas tudo isso não passa de percepções e toda percepção é uma interpretação pessoal das sensações captadas pelos sentidos de cada indivíduo. Portanto não se importe quanto aos 100 pontos que o Parker deu ao Romanée Conti 85. O vinho é sensacional, mas nele valor e preço são dispares. Só vale para quem queira pagar pela grife. Crie você mesmo seus critérios de avaliação. O melhor será descobrir suas preferências e seu estilo navegando com sua nau por esse imenso mar de vinhos sem bandeiras. Os bons críticos não são os que dizem se o vinho é sensacional, bom ou apenas honesto. Os bons críticos são aqueles que traduzem para o consumidor, de forma clara, qual a real proposta do vinho. Estes sim, lhe ajudarão, de fato, a fazer suas próprias escolhas.
Aniversário da Carménère no Chile
Faz 15 anos que o enólogo Jean Michel Bousiquot identificou no Chile uma variedade estranha de Merlot. Exames mais detalhados da planta constataram que não se tratava da Merlot, mas da Carménère, uma variedade há muito extinta, que desaparecera da Europa por volta de 1900 quando a filoxera devastou os vinhedos daquele continente. Nos últimos 15 anos, os produtores chilenos através de um grande trabalho, vêem revelando o potencial da Carménère chilena, tornando-a variedade símbolo do país com venda crescente nos Estados Unidos. No biênio 2008/2009, as exportações aumentaram 69%.
Malbec Chileno
Não, você não leu errado. São Malbecs chilenos mesmo. É que poucas pessoas sabem que a uva embaixatriz do vinho argentino, também faz no Chile vinhos muitíssimo interessantes. Na última quinta feira 11/03, em reunião da Confraria SAV, provamos 04 exemplares chilenos desta casta. Os únicos disponíveis no mercado local. Na minha avaliação existem melhores na terra do Neruda que não repousam em nossas prateleiras, mas agradaram muitíssimo o Alto Vuelo Malbec 2005 da Viña Willian Cole (pronto para beber), o Secreto Malbec 2007 (um Malbec a toda prova) e o excelente custo/benefício da prova: Casillero Del Diablo Malbec 2007 com preço muito aquém da qualidade.
Cresce a venda de espumantes
A comercialização de vinhos espumantes elaborados no Rio Grande do Sul cresceu 18,25% em 2009, na comparação com 2008. Foram colocados no mercado 11,2 milhões de litros de espumantes de janeiro a dezembro, ante 9,5 milhões de litros em 2008. Os espumantes moscatéis tiveram um incremento nas vendas ainda mais expressivo, de 31%. Os vinhos frisantes cresceram 127%. Os dados são da IBRAVIN.
Decodificando o vinho
Altos Las Hormigas Reserva Malbec 2007. Vinho concentrado, suculento, denso. Perfeito para acompanhar carnes vermelhas nobres mal passadas (hidratadas e suculentas). Adequado aos apreciadores que buscam a força varietal da Malbec. Cor intensa, aromas especiados e de frutas compotadas e boca impactante, marcante, equilibrada e persistente.