Washington (AE) - O presidente Barack Obama adiou a viagem à Ásia de forma que possa estar em Washington no domingo, quando pode ser votado o projeto sobre a reforma do sistema de saúde. O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse ontem que o presidente está despontado e lamenta ter de adiar sua visita à Indonésia e à Austrália, mas que disse aos líderes desses países que o sistema de saúde é sua principal prioridade. "O presidente acredita no momento que o lugar para ele ficar é Washington acompanhando o caso", disse Gibbs. Obama já havia adiado a viagem para a Indonésia e Austrália, postergando sua partida, que deveria ter acontecido ontem, para que pudesse ajudar os democratas a conquistar votos para o projeto.
Charles Dharapak/AE
Obama seria homenageado na Indonésia, onde viveu na infância
Os democratas da Câmara acreditam que devem votar no domingo o projeto de lei de US$ 940 bilhões que vai expandir a cobertura para milhões de norte-americanos. Se o projeto for aprovado, o Senado começará a analisar e apontar mudanças no projeto na próxima semana.
Legisladores democratas em ambas as Casas do Congresso receberam bem a decisão do presidente de permanecer na cidade. A presidente da Câmara, a democrata Nancy Pelosi, disse que "ele quer estar aqui para participar da história. "
"Ele pode ter de dobrar alguns braços", disse o presidente do Comitê de Finanças do Senado, o democrata Max Baucus. "Ele pode ter de conversar com algumas pessoas. Sua presença pessoal ajuda".
Originalmente, a viagem do presidente havia sido programada para coincidir com as férias escolares de primavera de suas filhas. Depois do primeiro adiamento, a Casa Branca anunciou que a família do presidente não mais iria acompanhá-lo ao exterior e que a viagem do presidente seria reduzida em um dia já que seus auxiliares buscavam evitar críticas de que ele estava tirando férias familiares enquanto o debate sobre o sistema de saúde atingia seus estágios finais e cruciais.
A viagem para a Indonésia deveria ser um retorno para casa já que Obama, na infância, passou quatro anos no maior país muçulmano do mundo. Uma estátua com 10 anos de idade foi erguida na escola onde ele estudou.