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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 00:39

Obras de Fé Córdula chegam a Pinacoteca

Publicação: 16 de Agosto de 2011 às 00:00
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Parte do acervo do artista potiguar radicado em Goiás, Fé Córdula, vai poder ser apreciada pela primeira vez em sua cidade natal. A exposição está aberta a partir de hoje, às 18h, no Palácio Potengi, dentro da programação do Agosto da Alegria. São 23 telas distribuídas em temas: "A Fé"; "O Fantástico"; "O Reino" e "O Povo". "Fique encantada não só com a obra do artista, mas também com sua personalidade marcante, forte e envolvente. Lamentamos ele não poder vir, por conta das limitações físicas, mas será muito bem representado pela filha Maria Alice Córdula", disse a secretária de cultura Isaura Rosado, que  foi pessoalmente ao sítio de Córdula, em Goiânia (GO), no final de julho, para fazer o contato e a seleção das obras.
gustavo porpinoSertão e religiosidade são temáticas na obra do artista Fé CórdulaSertão e religiosidade são temáticas na obra do artista Fé Córdula

Radicado há 37 anos no interior de Goiás, Francisco de Assis Córdula, chamado pelos amigos de infância como "Chico do Padre" - ou como assina seus quadros, Fé Córdula, nasceu em São Rafael, cidade hoje inundada pelas águas da Barragem do Açu, e mudou-se ainda jovem para Acari onde viveu boa parte de sua vida. O "Fé" do nome artístico é uma homenagem à companheira Maria das Dores Feitosa.

Nas palavras do amigo Paulo Bezerra (Balá, médico e pesquisador), Córdula era um "menino inquieto, travesso, impulsivo, valente e recebia como corretivo furar com alfinete as letras "O" da edição do jornal católico "A Ordem". Antes de abraçar o ofício de pintor "ingênuo", Córdula serviu na Marinha, trabalhou em escritórios, na construção do açude Gargalheiras na função de desenhista e depois "danou-se" no mundo na boléia de um caminhão, "em busca de si mesmo", revela Balá.

O jornalista Woden Madruga não o conhece pessoalmente, mas é um dos grandes admiradores de sua arte. "Tenho um quadro de Fé Córdula, de São Francisco de Assis, de quem sou devoto, que eu consegui comprando da nora dele, esposa de Ambrósio Córdula, que também é um grande artista. Acho que Natal estava precisando de uma exposição individual desse artista", disse ele.

Os visitantes poderão conhecer a riqueza de cores na obra do artista, com desenhos que mostram a religiosidade tradicional ou que  transcendem os conceitos, no caso do quadro que tem a Santa Ceia formado todos por mulheres.

Em entrevista publicada no VIVER dia 21 de julho e assinada pelo jornalista Gustavo Porpino, que o visitou em seu sítio em Abadia de Goiás, Córdula contou que antes de adotar o primitivismo fazia artesanato em couro, esculturas em madeira e até em metais. As portas de metal da Embaixada da Síria, em Brasília, são obra dele. "Achava que o Primitivo era sem cultura, sem significância. No entanto, é a raiz, a base de tudo", disse ele.

Apaixonado pelas cores, encontrou no estilo a abundância de harmonizações. "Estudei cromoterapia. Conheço bem as cores e a bíblia", ressalta. A religiosidade aparece em suas telas nas paisagens bucólicas do interior goiano ou potiguar, com seus cruzeiros, capelinhas, festas religiosas e a fé da gente simples.

São Francisco de Assis, o santo que o pintor carrega no nome, é tema recorrente. "Ele me sustenta", diz, para explicar que as telas com o santo são as mais valorizadas. 

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comentários

tmcordula@...17/08/2011 @ 22h31
Olá.. com certeza irei prestigiar essa bela exposição de meu parente. Não o conheço pessoalmente , acompanho seus trabalhos em matérias. Gostaria muito de conhecê-lo.
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