A quadrilha desbaratada na operação Cristal, da Polícia Federal, administrava um colégio particular de Natal. A organização criminosa também lavava dinheiro na capital potiguar criando de empresas de ramos diversificados, como entretenimento, a
exemplo de conhecido e badalado bar e restaurante situado em Ponta
Negra -o nome da operação é uma referencia a uma boate da região, além
de construtoras, investimentos em imóveis em regiões valorizadas de
Natal e região metropolitana e, inclusive, no ramo de educação, a
exemplo da compra de prédios e administração de um colégio da capital.
O capital estimado da organização é avaliado em cerca de R$ 30 milhões.
Alex Régis
Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Ponta Negra
A Polícia Federal não informou os nomes do colégio e das outras empresas que serviriam para a quadrilha lavar dinheiro.
A Polícia Federal realizou a operação em parceria com a Polícia Espanhola (Cuerpo
Nacional de Policia - UDYCO - Barcelona 1º Grupo Sección de
Estupefacientes). A ação teve como finalidade desarticular uma organização criminosa internacional de narcotraficantes que atuava em Natal.
A organização criminosa é chefiada no Brasil por um espanhol e composta inicialmente por estrangeiros de nacionalidade italiana, espanhola e cubana, além de, brasileiros. A quadrilha teria escolhido a cidade de Natal como hospedeira de investimentos de capital proveniente do narcotráfico, contando com a participação decisiva de um "doleiro" espanhol e de um empresário de mesma nacionalidade para sua fixação em solo potiguar e atuação empresarial.
As suspeitas das atividades ilícitas foram consolidadas por informações vindas da Espanha, através de cooperação jurídica internacional. Seu conteúdo relacionava suspeitas do envolvimento do referido "chefe" espanhol com o narcotráfico internacional, em especial, no comércio de cocaína para regiões da Espanha, como Ibiza e suas estreitas ligações com grupo de narcotraficantes colombianos responsáveis pela introdução de cocaína, em grande escala, em Barcelona/Espanha.
Alex Régis
Material apreendido
Na manhã dessa quarta-feira, foram cumpridas buscas e prisões em Barcelona e 24 mandados de busca e apreensão no Brasil, além de intimações de medidas cautelares restritivas de direitos e seqüestro de bens de membros da organização em Natal, todas decretadas pela 2ª vara da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.
A operação ocorreu de forma simultânea, imediatamente após a prisão do espanhol, líder máximo da organização, na cidade de Barcelona, onde também foram cumpridas outras prisões, incluindo a esposa daquele criminoso, bem como, foram executados vários mandados de prisão.
Durante as investigações, a Polícia Federal contou com a cooperação e integração dos diversos órgãos e instituições nacionais como: Ministério Público Federal, Receita Federal do Brasil, Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Internacional - DRCI, INTERPOL, COAF, BACEN e outros.
Com o fim da etapa sigilosa da investigação, dá-se início à análise de documentação apreendida, além da colheita de depoimento dos envolvidos e a identificação de outros bens.
Alex Régis
Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Ponta Negra
*Com informações da PF.