Marco Carvalho - repórter
A operação Sinal Fechado, deflagrada ontem pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, alcançou repercussão em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O MP/RN aponta envolvimento do procurador-geral do município paulista, Luiz Antônio Tavolaro. Ele teria prestado consultoria jurídica e auxiliado na elaboração de projeto de lei e edital de licitação que beneficiaram uma "organização criminosa" no Estado nordestino.
A investigação estampa o principal jornal da cidade, o Diário da Região. A manchete diz: "Braço-direito de Valdomiro é acusado de integrar quadrilha". Valdomiro Lopes (PSB) é o prefeito de São José.
A petição do MP confirma haver provas de que Tavolaro participou ativamente da fraude à concorrência para concessão do serviço de inspeção veicular ambiental, "colaborando na elaboração do projeto de lei que resultou na lei estadual 9.270/09, na elaboração do edital do certame e seus anexos, e, enfim, na minuta final das respostas às impugnações das empresas concorrentes na referida licitação."
Durante a tarde desta quinta-feira, 24, a reportagem da TRIBUNA DO NORTE falou por telefone com Tavolaro. O procurador-geral disse desconhecer o teor das denúncias. "Não sei quem é George Olímpio e não costumo frequentar o Rio Grande do Norte", declarou.
Ao jornal Diário da Região, Tavolaro disse estar tranquilo. "Faz mais de um ano que meu escritório em São Paulo deu consultoria para esse pessoal. Pediram um estudo e mandei esse estudo. Estou surpreso. São termos pesados", disse ao meio de comunicação da cidade.
O contato com o Diário da Região ocorreu através da iniciativa da TRIBUNA, para apurar a repercussão na cidade. Confira a matéria na
íntegra no portal de notícias do jornal.