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Economia

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Operações de crédito crescem 2,6%

Publicação: 27 de Agosto de 2009 às 00:00
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Brasília (AE) - Um empréstimo de R$ 25 bilhões concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à Petrobras contribuiu para a alta de 2,6% nas operações de crédito do sistema financeiro nacional entre junho e julho. Sem essa operação, a expansão teria sido bem menor, de 0,7%. O estoque de operações de crédito atingiu R$ 1,311 trilhão ao final do mês passado e, em 12 meses, acumula expansão de 20,8%.

Com a expansão no mês passado, a participação do crédito no Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 45% em julho, de 43,9% em junho. Por isso, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, elevou a previsão para o nível da participação do crédito total no PIB no fim do ano de 45% para 47%. Mas sem o empréstimo à Petrobras, o indicador teria fechado o mês passado em cerca de 44,2%.

De acordo com o BC, a carteira com recursos direcionados teve expansão de 7,8%, para R$ 407,787 bilhões. Em 12 meses, essa carteira cresceu 32,6%. Nesta modalidade, o grande destaque ficou com o BNDES, cujas operações tiveram expansão de 12,2% no mês e 41% no acumulado de 12 meses.

No segmento de crédito livre, houve expansão de 0,4% na mesma base de comparação mensal, para R$ 903,585 bilhões. Em 12 meses, a expansão é de 16,1%. Apesar da expansão na margem, o ritmo foi menor do que o registrado entre maio e junho, quando houve um crescimento de 1,09%.

Juros

A taxa média de juros do crédito livre caiu pela oitava vez seguida em julho. A taxa média caiu de 36,6% em junho para 36% no mês passado. Essa retração aconteceu nas operações destinadas às pessoas físicas e jurídicas.

Na média, a taxa paga pelas famílias caiu de 45,6% para 44,9%. Nas operações para empresas, o juro cedeu de 27,4% para 26,7%. BC mostra que parte da redução dos juros foi gerada pela diminuição do spread bancário cobrado nessas operações. Na média, o spread das operações de crédito livre caiu de 27,2 pontos porcentuais em junho para 26,8 pp em julho.

A margem cobrada nas operações para as pessoas físicas caiu de 35,8 pp para 25,2 pp nas operações para empresas, a queda foi de 18,2 pp para 17,9 pp.

Inadimplência no crédito atinge recorde histórico

A inadimplência média no crédito livre subiu pelo oitavo mês consecutivo em julho. Segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC), a parcela dos empréstimos com atrasos superiores a 90 dias cresceu de 5,7% em junho para 5,9% em julho, no maior nível da série histórica iniciada em 2000.

O aumento foi observado apenas nas operações para empresas, cuja inadimplência cresceu de 3,4% para 3,8%, na mesma base de comparação. Nas operações para as pessoas físicas, a inadimplência seguiu em 8,6% pelo terceiro mês seguido.

Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o nível recorde de calotes é explicado como um resultado de movimentos pontuais, principalmente em alguns empréstimos para empresas.

Segundo ele, têm pesado o aumento dos atrasos nos descontos de duplicatas e conta garantida, duas das mais comuns operações de crédito entre as pessoas jurídicas, sobretudo entre as de menor porte.

De acordo com dados do BC, a inadimplência no desconto de duplicatas cresceu de 7,7% em junho para 8,5% em julho. Essa é a maior taxa de atraso entre todas as operações para as empresas e mais que o dobro da média do segmento pessoa jurídica, cuja inadimplência terminou o mês passado em 3,8%.

Outra linha que chama a atenção é a conta garantida, uma espécie de cheque especial das empresas. Nessa operação, o atraso superior a 90 dias cresceu de 4,5% para 4,7%.

Apesar dos números ruins, Lopes repetiu avaliação feita no mês passado de que a inadimplência nas empresas deve cair nos próximos meses.

Segundo ele, essa avaliação é respaldada pela perspectiva de queda dos atrasos inferiores a 90 dias. Segundo o BC, 2,3% dos empréstimos para empresas estavam em julho com atraso de até três meses, mesmo patamar de junho e abaixo de maio, quando a parcela era de 2,7%.


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