Os craques estão ficando raros

Publicação: 29 de Julho de 2012 às 00:00

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Os craques estão ficando raros   

Dez vez em quando, amigos entram em contato com a coluna lamentando a escassez de craques feitos aqui mesmo no futebol potiguar. Sempre respondo que a observação procede: os craques por aqui estão cada dia mais raros. Outros leitores chegam a sugerir que a coluna faça uma retrospectiva e dê a sua opinião. Se for para recuar no tempo, dá pra formar um bom time. Com um pouco de benevolência, dois times, o que já é suficiente diante da pequenez territorial do RN. Somente o que a atual geração potiguar viu jogar, e uns poucos com base no que nossos antepassados viram e disseram. A grande vantagem do torcedor de hoje é que ele não precisa, necessariamente, ir ao estádio. A tecnologia leva as imagens até o torcedor, com a vantagem de estar livre dos riscos, diante da violência cada vez maior. Hoje, está tão cômodo ver futebol, tão fácil, que o torcedor pode até se deliciar com um simples celular, com direito a ver os gols em câmara lenta. Se não quiser ficar de frente para a tevê, assiste no seu computador, e se preferir, deitado na varanda, tem o laptop, cada dia mais portáteis. E bem menores. 

Os craques (2)

O torcedor que vem da velhíssima guarda, saudosista ou não, sempre aponta como maiores craques do passado o meia Demóstenes César (surgiu nos anos 40, em Natal), chegou a defender o Botafogo do Rio, inclusive jogando ao lado do badaladíssimo Heleno de Freitas, este o maior ídolo na história do “Fogão” carioca. Ele era rico, bonitão, cobiçado pelas mulheres do seu tempo, foi Seleção  Brasileira, ídolo também no Boca Juniors. Viciado em morfina, cedo  chegou à loucura, teve seus últimos dias num sanatório, em Barbacena/MG. Heleno era filho de família rica, viveu o mundanismo carioca. Demóstenes, ao deixar o Botafogo do Rio, foi jogar na Colômbia, integrou a famosa equipe  Milionários, de Bogotá, novamente atuando ao lado de Heleno de Freitas, nesse mesmo clube.  

Os craques (3)

Outros ídolos dos natalenses  nas décadas de 40 a 60 foram Neném, Veiga (anos depois, aplaudido pelo torcedor do Alecrim FC) chegou a major do Exército, Albano, Dequinha, Xixico (maior goleador do deca-campeonato do ABC), Everardo Vasconcelos, Nezinho, Hemetério. Zé Leão, Gageiro e Acioly. Da geração  50/60, os ídolos incontestes foram Jorginho, Lula (do Ferroviário, depois Fluminense, campeão gaúcho de 76 pelo Inter, no Botafogo/RJ) Saquinho, Dequinha (tricampeão no Flamengo), Alberi, Marinho Chagas, Souza, Nonato (jogou no Cruzeiro/MG), Evaldo, Véscio, Vasconcelos (do Alecrim FC) e, já da atual geração, Sandro (campeão no Cruzeiro/MG) e Reinaldo (jogou no Santos e Flamengo).

 Wallyson, a incógnita

O último jogador saído do RN, com grande chance de ganhar projeção nacional é Wallyson. O que tem atrapalhado sua ascensão é a tendência para contusões graves, apesar de ser ainda bastante jovem. Assim mesmo, para quem chegou ao Cruzeiro/MG em 2007, Wallyson já está há cinco anos no clube estrelado das Alterosas, sem ter despertado a cobiça dos clubes grandes. Pior é que, com a mudança do novo treinador – saiu Mancini e chegou Celso Roth, a chance de ser escalado diminuiu.

Um tempão

Considerando-se que o ciclo de fulgor de um atleta é de 10 anos, o atestado liberatório de Wallyson, hoje, é uma autêntica colcha de retalhos, tantos são os que têm um quinhão no valor do seu passe. O ABC e o ex-vice-presidente Flávio Anselmo  têm suas partes em caso de negociação do jogador. Depois que chegou Celso Roth, Wallyson está sem chance de jogar. Wagner Mancini ainda dava alguma oportunidade, mas com Roth o ex-abecedista às vezes não é nem relacionado. Será que esse “gelo” vai continuar? É bom lembrar que o time reagiu com Roth.

Como é que fica?

Por ter sido um jogo distante dos olhares da imprensa e de clubes grandes, ficou mais difícil arrancar uma punição para o árbitro que apitou Campinense x Baraúnas, domingo. A acusação contra ele é de não haver punido o adversário agressor, com o cartão vermelho e, consequentemente, deixado de assinalar penalidade máxima. Os dirigentes do Baraúnas estudam uma forma de cientificar à Conaf o erro crasso do árbitro Elicarlos Franco, da Bahia.

Djalma Maranhão

Num 30 de julho como  o desta segunda-feira, mas de 1971, morria em Montevidéu, onde residia desde quando foi cassado e passou a viver como exilado na capital uruguaia, o ex-prefeito Djalma Maranhão. Na época, Djalma era prefeito, quando foi deposto pela Revolução de 64, tachado de comunista e reconhecidamente simpatizante da ditadura de Fidel Castro. Foi deposto e preso, dia 02/04/64. Djalma um grande prefeito, amado pelo povo humilde de Natal.

Números do E.T.

O blog do ET não “tira os olhos” de cima do camisa nove Washington. Escreve ele que, se realmente o W-9 for indenizado pelo ABC com todos os valores a que tem direito (contrato até final de 2013), cada gol que ele assinalou com a camisa do ABC, irá custar ao clube alvinegro nada menos de R$ 180 mil, cada gol. Nas últimas 72h não houve nenhum fato novo envolvendo W-9 e o ABC FC.

SUPER NA GLOBO

Afastado definitivamente do rádio esportivo, após sofrer um princípio de AVC, Hélio Câmara retorna à emissora que o projetou – agora como convidado a participar do programa Esportes em Debate, comandado por Santos Neto. Se, no passado, houve divergências entre o super Hélio e Ferdinando Teixeira, este no auge de sua carreira, hoje apararam arestas e têm convivência natural. Será nesta manhã, de 7 às 8h.    



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