Os craques morrem cedo
Uma boa parte dos leitores/torcedores que se informaram do que saiu publicado nesta coluna, no dia seguinte à morte inesperada de Wallace Costa, estranhou a observação feita, de que a quase totalidade do elenco campeão pelo ABC em 1962, já é falecida. É verdade que, este 2013 está 51 anos distante daquela conquista. Dando-se o desconto na faixa etária dos campeões, a média de idade da equipe ficava entre 25 e 27 anos, sendo os mais antigos do elenco, Jorginho (o vovô do grupo), Sansão, Gaspar e o próprio Wallace, na época com 29 anos. O time foi este: Sansão, Mauro, Gaspar, Cadinha e Danilo, Cileno e Wallace, Mano, Cocó, Jorginho e Rômulo Dias. A afinidade com as bebidas alcoólicas também concorreu para o encurtamento da vida de muitos jogadores de futebol. Cadinha, ainda lúcido e com boa saúde, é uma espécie de último dos Moicanos.
Os craques (2)
Para avivar a memória do torcedor/leitor, se todos estivessem vivos, estariam numa faixa etária entre 74 e 80 anos. Vê-se que é uma previsão absolutamente possível, já que o próprio IBGE sempre noticia que a expectativa de vida do brasileiro (homem) vem sendo ampliada nos últimos anos. No caso do time do ABC campeão 1962, ter todos os laureados já falecidos, foge das estatísticas. A Seleção Brasileira de 1958 tem, ainda vivos (e bem lúcidos) alguns integrantes. Em melhor forma, Pelé é a exceção, mas considere-se que ele tinha 17 anos, na época. Voltando ainda ao ABC campeão de 62, é preciso esclarecer que uma boa parte do elenco da época teve sérios problemas com a hepatite tipo “B”, mal que até hoje atormenta jogadores daquela década.
Mea culpa
Vejam que coisa rara no futebol, que é o árbitro reconhecer que errou, e voltar atrás. Um dos destaques da seleção de Burkina Faso na Copa Africana, o atacante Jonathan Pitroipa poderá participar normalmente da final da competição. O cartão vermelho que recebeu na semifinal contra Gana erá anulado após o árbitro que o expulsou, admitir que errou. Tinha ficado claro que o árbitro havia errado, mas faltava o próprio árbitro reconhecer.
Mea culpa (2)
E isso o árbitro fez, admitindo o erro. A Confederação Africana vai comunicar à Comissão disciplinar, que corrigirá o lapso do árbitro. Assim, Jonathan ganhará condição de jogo após a atitude de sua senhoria, Slim Jidin, suspenso pela CAF. Confesso que não lembro se já aconteceu algum fato semelhante no futebol brasileiro. A regra é a mesma, no mundo todo, a Copa da África é a mais importante competição do continente africano.
Histórias do futebol
O Canal Brasil vai exibir, agora em fevereiro, três filmes com temática de futebol: dia 17, sob título “O Gringo”, documentário focalizando o ex-jogador Petkovic. O outro, “Manyas”, sobre o Peñarol, clube mais popular do Uruguai, e ainda um terceiro filme, sobre a atuação tumultuada de João Saldanha, este, dia 25. É evidente que o filme sobre Saldanha é o que desperta mais atenção, principalmente para os que conheceram a trajetória dele, polêmico, destemperado, talentoso e, sobretudo, corajoso.
Histórias (2)
Saldanha foi um irrequieto torcedor botafoguense, amor que começou quando ele se transferiu do RS para o Rio de Janeiro, fazendo grandes amizades nos bares de Copacabana. Das amizades que fez no Botafogo, terminou aceitando dirigir o próprio time alvinegro, chegando até à Seleção Brasileira, treinada por ele até que, pelo seu temperamento explosivo, acabou desistindo de treinar a “Canarinho”, por não aceitar os constantes pedidos do presidente Médici, entre 1969 e 74. Petkovick teve um boa ligação com o Nordeste, defendeu o Vitória/BA, tendo, jogado no Machadão contra o América/RN na decisão da Copa do Nordeste.
Tiririca
“Não pretendo ser reeleito deputado federal. A Câmara dos Deputados é muito monótona, a gente não tem o que fazer. Prefiro muito mais trabalhar com a garotada, e assim que terminar meu mandato, vou sumir daqui, pra nunca mais voltar.... Retornarei à vidinha da televisão.” (Do palhaço e deputado federal, “Tiririca”)
Leandro, de novo
Parece que o ABC está mesmo fadado a conviver de vez em quando com seu ex-treinador, Leandro Campos. Depois que ele largou o Alvinegro, teve de enfrentá-lo pela série “B”, duas vezes. Eis que, lá vem Campos para Alagoas, e mais dois confrontos valendo a Copa do Nordeste. Faz lembrar o saudoso Chico Anísio, quando repetia na televisão o refrão “isso é amor antigo...”
“Desempregados da bola”
E prossegue o entra e sai de treinadores que atuam no Estadual. Nas últimas 72 horas, mais duas cabeças rolaram. Consequentemente, duas novas chegaram. Entraram para o bloco carnavalesco “Os desempregados da Bola”. O ex-ala Soares, que roda por todo Nordeste dificilmente ficando parado, assumiu o Potyguar seridoense, cuja sorte depende agora do returno, porque o time, no 1º turno, vai mal. Outro que também assumiu foi Netinho Mathias, ocupando o lugar que era de Mirandinha.
Olho na "B"
Por enquanto, Alex Padang ainda vai continuar enxugando a “folha” mas, quando maio se aproximar – e com ele a série “B”, a conversa é outra. Tem que tirar leite de pedra, buscar grana seja onde ela estiver. É como gostava de repetir o polêmico Lauro Neto: o buraco é mais embaixo...
Rei Momo
Por enquanto, não se fala em dispensas, nem contratações. Quando chega o carnaval, para tudo quanto a musa canta...
Uma boa parte dos leitores/torcedores que se informaram do que saiu publicado nesta coluna, no dia seguinte à morte inesperada de Wallace Costa, estranhou a observação feita, de que a quase totalidade do elenco campeão pelo ABC em 1962, já é falecida. É verdade que, este 2013 está 51 anos distante daquela conquista. Dando-se o desconto na faixa etária dos campeões, a média de idade da equipe ficava entre 25 e 27 anos, sendo os mais antigos do elenco, Jorginho (o vovô do grupo), Sansão, Gaspar e o próprio Wallace, na época com 29 anos. O time foi este: Sansão, Mauro, Gaspar, Cadinha e Danilo, Cileno e Wallace, Mano, Cocó, Jorginho e Rômulo Dias. A afinidade com as bebidas alcoólicas também concorreu para o encurtamento da vida de muitos jogadores de futebol. Cadinha, ainda lúcido e com boa saúde, é uma espécie de último dos Moicanos.
Os craques (2)
Para avivar a memória do torcedor/leitor, se todos estivessem vivos, estariam numa faixa etária entre 74 e 80 anos. Vê-se que é uma previsão absolutamente possível, já que o próprio IBGE sempre noticia que a expectativa de vida do brasileiro (homem) vem sendo ampliada nos últimos anos. No caso do time do ABC campeão 1962, ter todos os laureados já falecidos, foge das estatísticas. A Seleção Brasileira de 1958 tem, ainda vivos (e bem lúcidos) alguns integrantes. Em melhor forma, Pelé é a exceção, mas considere-se que ele tinha 17 anos, na época. Voltando ainda ao ABC campeão de 62, é preciso esclarecer que uma boa parte do elenco da época teve sérios problemas com a hepatite tipo “B”, mal que até hoje atormenta jogadores daquela década.
Mea culpa
Vejam que coisa rara no futebol, que é o árbitro reconhecer que errou, e voltar atrás. Um dos destaques da seleção de Burkina Faso na Copa Africana, o atacante Jonathan Pitroipa poderá participar normalmente da final da competição. O cartão vermelho que recebeu na semifinal contra Gana erá anulado após o árbitro que o expulsou, admitir que errou. Tinha ficado claro que o árbitro havia errado, mas faltava o próprio árbitro reconhecer.
Mea culpa (2)
E isso o árbitro fez, admitindo o erro. A Confederação Africana vai comunicar à Comissão disciplinar, que corrigirá o lapso do árbitro. Assim, Jonathan ganhará condição de jogo após a atitude de sua senhoria, Slim Jidin, suspenso pela CAF. Confesso que não lembro se já aconteceu algum fato semelhante no futebol brasileiro. A regra é a mesma, no mundo todo, a Copa da África é a mais importante competição do continente africano.
Histórias do futebol
O Canal Brasil vai exibir, agora em fevereiro, três filmes com temática de futebol: dia 17, sob título “O Gringo”, documentário focalizando o ex-jogador Petkovic. O outro, “Manyas”, sobre o Peñarol, clube mais popular do Uruguai, e ainda um terceiro filme, sobre a atuação tumultuada de João Saldanha, este, dia 25. É evidente que o filme sobre Saldanha é o que desperta mais atenção, principalmente para os que conheceram a trajetória dele, polêmico, destemperado, talentoso e, sobretudo, corajoso.
Histórias (2)
Saldanha foi um irrequieto torcedor botafoguense, amor que começou quando ele se transferiu do RS para o Rio de Janeiro, fazendo grandes amizades nos bares de Copacabana. Das amizades que fez no Botafogo, terminou aceitando dirigir o próprio time alvinegro, chegando até à Seleção Brasileira, treinada por ele até que, pelo seu temperamento explosivo, acabou desistindo de treinar a “Canarinho”, por não aceitar os constantes pedidos do presidente Médici, entre 1969 e 74. Petkovick teve um boa ligação com o Nordeste, defendeu o Vitória/BA, tendo, jogado no Machadão contra o América/RN na decisão da Copa do Nordeste.
Tiririca
“Não pretendo ser reeleito deputado federal. A Câmara dos Deputados é muito monótona, a gente não tem o que fazer. Prefiro muito mais trabalhar com a garotada, e assim que terminar meu mandato, vou sumir daqui, pra nunca mais voltar.... Retornarei à vidinha da televisão.” (Do palhaço e deputado federal, “Tiririca”)
Leandro, de novo
Parece que o ABC está mesmo fadado a conviver de vez em quando com seu ex-treinador, Leandro Campos. Depois que ele largou o Alvinegro, teve de enfrentá-lo pela série “B”, duas vezes. Eis que, lá vem Campos para Alagoas, e mais dois confrontos valendo a Copa do Nordeste. Faz lembrar o saudoso Chico Anísio, quando repetia na televisão o refrão “isso é amor antigo...”
“Desempregados da bola”
E prossegue o entra e sai de treinadores que atuam no Estadual. Nas últimas 72 horas, mais duas cabeças rolaram. Consequentemente, duas novas chegaram. Entraram para o bloco carnavalesco “Os desempregados da Bola”. O ex-ala Soares, que roda por todo Nordeste dificilmente ficando parado, assumiu o Potyguar seridoense, cuja sorte depende agora do returno, porque o time, no 1º turno, vai mal. Outro que também assumiu foi Netinho Mathias, ocupando o lugar que era de Mirandinha.
Olho na "B"
Por enquanto, Alex Padang ainda vai continuar enxugando a “folha” mas, quando maio se aproximar – e com ele a série “B”, a conversa é outra. Tem que tirar leite de pedra, buscar grana seja onde ela estiver. É como gostava de repetir o polêmico Lauro Neto: o buraco é mais embaixo...
Rei Momo
Por enquanto, não se fala em dispensas, nem contratações. Quando chega o carnaval, para tudo quanto a musa canta...