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Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 08:07

Parlamento vota plano hoje

Publicação: 10 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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Bruxelas (AE) - Ministros de Finanças da zona do euro se reuniram ontem em Bruxelas para revisar um novo acordo político da Grécia sobre um pacote de austeridade, além dos detalhes de uma reestruturação da dívida que tem como objetivo de reduzir os encargos da dívida do país com credores privados em 100 bilhões de euros (US$ 132,6 bilhões). Os detalhes dos acordos devem ser votados, a partir de hoje, pelo Parlamento grego. Também está marcada para ter início hoje uma greve geral de 48 horas convocada pelas principais centrais sindicais do país em protesto contra as medidas de austeridade.

Os novos cortes apoiados pelos líderes políticos gregos deixaram os sindicatos em pé de guerra. As centrais sindicais dos setores público e privado convocaram uma greve geral de 48 horas para protestar contra as medidas, após as manifestações que reuniram milhares de pessoas no início da semana.

Ilias Iliopoulos, um alto funcionário da central sindical ADEDY, que representa o setor público, disse que as manifestações serão realizadas nas proximidades do Parlamento, no centro de Atenas, na sexta-feira, sábado e também no domingo. Isso deverá colocar uma pressão considerável sobre os parlamentares, que justamente nesses dias deverão analisar e votar as novas medidas de austeridade. Iliopoulos disse nesta quinta-feira que a decisão foi tomada em conjunto com a GSEE, central sindical que representa o setor privado. "Nós realizaremos uma greve geral na sexta-feira e no sábado junto com os funcionários públicos", confirmou uma porta-voz da GSEE.

Após uma noite inteira de negociações, o primeiro-ministro grego Lucas Papademos anunciou um acordo nesta quinta-feira com os principais partidos políticos para cortar mais de 3 bilhões de euros em gastos do governo, reduzir o salário mínimo em 22% e cortar benefícios previdenciários. O acordo é o preço a ser pago por um novo pacote de resgate para a Grécia e um acordo para a dívida, cujo objetivo é reduzir a dívida do país para 120% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, índice ainda alto, mas que segundo autoridades o governo grego deve ser capaz de suportar.

Os ministros e o Fundo Monetário Internacional devem confirmar as informações antes de aprovar o segundo pacote de resgate para a Grécia, no valor de 130 bilhões de euros. Isso significa que a decisão final sobre o segundo programa de empréstimo não deve sair na reunião desta quinta-feira em Bruxelas, disseram os ministros.

"Nós queremos ver uma implementação real das medidas necessárias pelo governo grego e também o completo compromisso de todos os líderes da Grécia para medidas futuras", disse o ministro de Finanças da Holanda, Jan Kees de Jager.

O plano inclui uma troca de títulos entre o governo e seus credores privados que precisa ser colocado em prática em breve. Em 20 de março a Grécia deve fazer um pagamento de 14,5 bilhões de euros em títulos e, sem o dinheiro do pacote de resgate em mãos, o país vai dar o calote da dívida, com efeitos catastróficos no mercado de títulos da zona do euro.


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