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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 00:39

Patrimônio histórico sem projeto de recuperação

Publicação: 23 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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A caixa d'água das Rocas, localizada atrás do prédio da antiga estação ferroviária, é exemplo de descaso com o patrimônio histórico da cidade. Desativada desde 1980, a caixa d'água erguida há mais de um século, permanece com vários problemas na estrutura e sem previsão de projetos para restauração e conservação, apesar do tombamento. Enquanto o poder público não intervém, o espaço é usado por moradores como depósito para resto de materiais de construção. À noite, usuários de droga também aproveitam o local.  No entorno, lixo doméstico, entulho de construção e o mato crescido se acumulam, contrastando com a beleza da edificação.
Aldair DantasÁrea nunca recebeu projeto de preservação e está abandonadaÁrea nunca recebeu projeto de preservação e está abandonada

A edificação ostenta pedras originais quebradas, pintura gasta e a estrutura em ferro do reservatório de água - que funciona como uma cúpula - está corroída pela ferrugem. Na parte interna, telhas, esquadrias, tijolos, ripas, carro de mão e até um depósito de isopor se valem do espaço abandonado.

A estrutura foi tombada em agosto de 2007,  pelo Patrimônio Histórico Estadual, devido à sua importância histórica  - a caixa d'água abastecia a antiga estação e a vila dos ferroviários - e pela  construção, com características art nouveau, em alvenaria com partes de ferro. Quase cinco anos depois, nenhuma melhoria foi feita.

À época do tombamento, a TRIBUNA DO NORTE já trazia matéria mostrando não existir projeto para a restauração e  que a inclusão da caixa d'água no livro de tombos históricos do Estado era a forma de garantir que o monumento não fosse demolido ou modificado.

 Há cerca de um mês e meio, um embate com uma construtora, que adquiriu parte do terreno da antiga estação e começou a erguer um muro precisou da intervenção do Patrimônio da União para que a área fosse preservada. A Construtora pretendia murar inclusive o terreno da edificação tombada e chegou a derrubar árvores. "Ainda estamos vendo com a União a questão da posse, o terrenos era da  REFESA", disse José Domingos Sobrinho, que mora na vila dos ferroviários há 20 anos.

Os moradores esperavam à época o tombamento que melhorias fossem feitas para aumentar o fluxo de turistas que procuram o local. "Isso poderia inclusive valorizar a área, os imóveis", acrescenta José Domingo. No entanto, lamenta o ferroviário  Devaldo Freitas de Souza, 45 anos, o espaço é ponto de vagabundos durante a noite que se reúnem para fumar maconha". Morador da vila, desde que nasceu, Devaldo Freitas lembra que tomava banho na bica da caixa d'água. "Esperávamos a construção de uma praça. Se falou em projeto, mas nunca nada foi feito".

A dona de casa Francisca Teixeira, 73 anos, conta que a família tem as chaves do cadeado. "Mantemos o local dentro limpo e aproveitamos para guardar alguns pertences dos moradores, como material de construção", admite a moradora, que desconhece se tratar de um patrimônio histórico.

A TRIBUNA DO NORTE tentou, sem sucesso, contato com a Fundação José Augusto, responsável por promover a conservação do prédio. Devido o feriado de carnaval, o expediente retornará apenas nesta quinta-feira, segundo informou o vigia do local.


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comentários

jullycapi@...23/02/2012 @ 12h43
Pensemos sempre, uma cidade sem memória é igual a uma cidade sem história, concordam? Então poder público, acordaaaaa!!!!
osirisaraujornn@...23/02/2012 @ 14h42
Prezados... Não temos administração pública capaz de evidenciar nossas memórias culturais as escolas não abordam nossa identidade passada infelizmente nossos filhos não poderão apresentar nossa cultura em forma de memória por simples desconhecimento ou incentivo cultural. PARABENS AOS PARAIBANOS, PERNABUCANOS E ETC... Que resgatam e valorizam suas raízes... Nós potiguares somos lembrados apenas por termos belezas naturais mascaradas sob infra-estruturas sucateadas.(A NATUREZA TEVE PENA DE NÓS). QUEM É CAMARA CASCUDO, DJALMA MARANHÃO ETC.
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