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Economia

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 08:07

Percentual de cheques sem fundos cai para 1,93 por cento

Publicação: 09 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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São Paulo (AE) - A Serasa Experian informou ontem que 1,93% dos cheques de todo o País foram devolvidos em janeiro deste ano, resultado maior que o verificado no mesmo mês de 2011, quando 1,70% dos documentos não tinham fundos, mas menor que o de dezembro (1,99%). No Rio Grande do Norte, houve crescimento. O percentual de devolvidos no primeiro mês de 2012 alcançou 4,59% no estado, ficando acima da média nacional e também do total registrado no mesmo período do ano passado, quando atingiu 4,23%. 
Júnior SantosNo Brasil, em janeiro, foram devolvidos 1.530.103 cheques. A região Norte ficou com a maior fatiaNo Brasil, em janeiro, foram devolvidos 1.530.103 cheques. A região Norte ficou com a maior fatia

Nacionalmente, em janeiro foram, devolvidos 1.530.103 cheques, contra 1.667.420 em dezembro e 1.446.285 em janeiro de 2011. A Região Norte foi a que registrou a maior parcela de cheques sem fundo (4,11%), seguida pelo Nordeste (3,17%), Centro-Oeste (2,64%), Sul (1,83%) e Sudeste (1,57%). Entre os Estados, o maior porcentual ficou com Roraima (14,61%) e o menor, com São Paulo (1,45%).

Os dados da Serasa Experian mostram que, em relação a dezembro, o índice de cheques fundos no país sofreu uma leve redução. A queda é justificada, segundo a empresa, pela redução dos juros e da inflação e em decorrência do 13.º salário pago em dezembro aos trabalhadores. Ainda de acordo com a Serasa Experian, janeiro também foi um mês de redução no consumo em razão das compras parceladas de Natal, de pagamento de tributos e gastos com material escolar.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE em novembro do ano passado, o assessor em Economia da Serasa Experian, Carlos Almeida, observou que, apesar de ser considerado o vilão da inadimplência - motivo pelo qual se fastou do comércio e das carteiras dos usuários - o cheque traz riscos comuns a outras formas de pagamento. "O pré-datado não é um mau instrumento. A inadimplência ocorre porque parte do varejo não entende o pré-datado como um financiamento e não toma medidas de segurança semelhantes", explicou, à época. Além de dados pessoais e bancários, é preciso consulta de negativos e pedir pessoas de referência na hora de aceitar, orientou ele. "Muitos estabelecimentos pedem apenas nome completo, telefone e RG", disse e acrescentou: "No Rio Grande do Norte, a falta de entendimento somada a queda na renda de alguns setores, como o turismo, contribuíram para a inadimplência mais alta".  Na época da entrevista, o índice de cheques devolvidos no Estado girava em torno de 4,93%. O número era mais de duas vezes superior à média nacional, 1,92%.


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