Perdas aparecem no longo prazo
Publicação: 05 de Fevereiro de 2012 às 00:00
Wellton Máximo
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A intensificação das medidas protecionistas, como a exigência de licença de importação para mercadorias entrarem na Argentina e a elevação de impostos sobre veículos de fora do Mercosul no Brasil, resulta em perdas para os países envolvidos no médio e longo prazo. Para especialistas ouvidos pela Agência Brasil, as decisões que visam a proteger o mercado interno podem trazer ganhos imediatos, mas essa vantagem se perde na deterioração da competitividade da economia e na redução de trocas comerciais.
Na avaliação do professor Carlos Pereira, da Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV), medidas como a criação de cotas de importações ou a exigência de aprovação do governo para a entrada de mercadorias externas, como ocorreu na Argentina, têm reflexos nos países vizinhos e põe em xeque o funcionamento do Mercosul.
"Toda a engenharia institucional do Mercosul está em risco. Medidas como essas sinalizam que o arcabouço institucional não tem sido mais capaz de resolver os conflitos comerciais. É normal que esses atritos aconteçam, mas sempre houve mecanismos dentro do próprio Mercosul para resolvê-los".