Rio (AE) - A Petrobras teve lucro líquido de R$ 28,982 bilhões em 2009, com queda de 12% em relação ao ano anterior. O desempenho, que teve forte impacto da valorização do real no ano, foi melhor do que o anunciado pelas suas concorrentes internacionais. Durante entrevista para anunciar o resultado, a companhia anunciou que vai investir de US$ 200 bilhões a US$ 220 bilhões entre 2010 e 2014. O plano para 2009/2013 previa US$ 174,4 bilhões.
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Investimento entre 2010 e 2014 será de US$ 200 bilhões
"Esse foi o valor aprovado hoje (ontem) pelo conselho de administração e vamos trabalhar agora para definir os projetos", disse o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa. Ao final do período, a empresa espera ter atingido uma produção total de 3,655 milhões de barris de petróleo e gás por dia - 90% no Brasil.
Em sua última reunião como presidente do conselho, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, aprovou a revisão do orçamento de 2010 para R$ 88,5 bilhões, próximo aos R$ 85 bilhões que tinha divulgado na última semana. O conselho da empresa aprovou ainda a oferta de R$ 264,8 bilhões em projetos para o PAC 2, em elaboração no governo. O executivo não detalhou quais projetos serão incluídos no programa, que terá destaque para a área de exploração e produção, responsável por R$ 163,5 bilhões do total proposto.
Em 2009, a companhia investiu R$ 70,8 bilhões, com crescimento de 33% em relação a 2008. O balanço do ano passado confirma expectativas do mercado, que apostava em pouco impacto da queda do preço do petróleo nas finanças da estatal. Isso porque os preços dos combustíveis passaram o ano acima das cotações internacionais. O petróleo usado para produzir os combustíveis, porém, esteve mais barato do que no ano anterior, garantindo uma maior margem.
"Isso demonstra a consistência de nossa política de preços, que não transfere ao mercado doméstico a volatilidade do mercado externo e ao mesmo tempo mantém o caixa da empresa mais estável, compatível com a realidade de investimentos", comentou Barbassa
A manutenção dos preços, aliada à alta da produção, garantiria à companhia um resultado melhor do que em 2008. A "diferença básica", porém, foi o câmbio. Em 2008, por causa da queda de 30% do real ante o dólar, os ativos da estatal no exterior perderam valor em reais, com impacto negativo nas finanças. Em 2009, a valorização de 25% do real causou efeito contrário. "Os dois anos foram bem diferentes no que diz respeito ao câmbio."
A Petrobras fechou 2009 com dívida de R$ 100,3 bilhões, após um recorde de captação de R$ 74,3 bilhões no ano. Barbassa garantiu, porém, que o valor é administrável, uma vez que o prazo para pagamento foi alongado de uma média de 4,2 anos para 7,5 anos. "Há mais tempo para aumentarmos a geração de caixa e fazermos as amortizações."
Política de preços garantiu lucro melhor no ano passadoRio (AE) - A política da Petrobras de não repassar a oscilação dos preços internacionais do barril de petróleo para o mercado interno garantiu à companhia um lucro melhor em 2009 do que as demais petroleiras internacionais, que amargaram até 50% de queda em seu resultados no ano que passou. "Mais uma vez comprovamos que nossa política está certa", disse o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa.
Ainda assim, o diretor lembrou que, na média, o preço do barril no País ficou em linha com o do mercado internacional. Na média de 2009, o preço da Petrobras ficou em R$ 157,77, enquanto nos Estados Unidos esteve em R$ 130,06. No ano anterior, o preço médio da estatal havia ficado em R$ 176,41 ante R$ 194,71 nos Estados Unidos. "Há uma convergência de preços no longo prazo", comentou Barbassa.