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Política

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 00:39

PMDB indica Garibaldi para o Ministério da Previdência

Publicação: 08 de Dezembro de 2010 às 00:00
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O PMDB fechou hoje com a presidenta eleita Dilma Rousseff (PT) o espaço que terá no futuro governo. Entre os nomes apresentados pelo vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), está o do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB), indicado para comandar o Ministério da Previdência. O partido reconhecerá a paternidade de outras quatro pastas: Minas e Energia, Turismo, Agricultura e Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). A Defesa, entregue ao peemedebista Nelson Jobim, não entra na contabilidade do partido. "Ninguém me ligou para me convidar. Mas se me ligarem, eu aceito", disse Garibaldi à Agência Estado. Procurado pela  TRIBUNA DO NORTE o peemedebista disse que ainda não se sente a vontade para falar sobre o assunto uma vez que a indicação é partidária e ainda não dispõe da confirmação da presidenta Dilma Rousseff. Ele reconheceu apenas que autorizou que seu nome fosse sugerido pelos correligionários.

ed ferreira/aeGaribaldi Filho afirma que se for convidado, aceita o cargoGaribaldi Filho afirma que se for convidado, aceita o cargo
O PMDB apresentou o nome de Garibaldi após o ex-governador do Amazonas e senador eleito, Eduardo Braga (PMDB), haver declinado do convite. A sondagem para ir para o ministério foi feita no início da tarde ontem pelo líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL). "É um desafio muito grande e a gente tem que aceitar os desafios", observou o senador. Ele entende que a Previdência é "um ministério que tem suas dificuldades crônicas, históricas". A seu ver, a situação vem sendo "amenizada" pelos últimos gestores, "mas há muito trabalho pela frente". Também ontem, o líder do PMDB na Câmara Federal, Henrique Alves, declarava via twitter: "Garibaldi será o nome do PMDB para o ministério da Previdência. Eu, ele e Renan acabamos de acertar a indicação".

O senador potiguar já havia declarado disposição de lançar seu nome como alternativa do partido para comandar o Congresso. Garibaldi lembra que já esteve "dos dois lados do balcão", no Executivo e no Legislativo. Além dos três mandatos no Senado, foi prefeito e governador. A Previdência pode ser sua estreia na Esplanada dos Ministérios, uma vez que nunca exerceu o cargo de ministro de Estado.

No xadrez da reforma, o PMDB perdeu a Saúde, Comunicações e Integração Nacional, para pleitear Turismo, SAE e Previdência, pastas sem o mesmo prestígio político e orçamentário. "Com certeza a indicação do meu nome tem a influência do senador Sarney e da governadora Roseana Sarney", admitiu hoje o deputado Pedro Novais (PMDB-MA). Seu nome é dado como certo para assumir o Ministério do Turismo, pasta que nos últimos dias passou a ser alvo de cobiça de partidos aliados, como o PSB.

Além Novais, o grupo de Sarney já havia conseguido o retorno do senador Edison Lobão (PMDB-MA) para as Minas e Energia. No segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Lobão substituiu a então ministra Dilma Rousseff na pasta.

Na cota ministerial de Temer estão Wagner Rossi, que será mantido na Agricultura, e o ex-governador do Rio Moreira Franco, que ficará na SAE. Moreira Franco relutou em aceitar a secretaria porque reivindicava um ministério mais robusto. Sem sucesso na empreitada, os peemedebistas passaram então a defender que a SAE fosse "turbinada" com a absorção de novas tarefas. Mais uma vez não foram bem sucedidos. Obtiveram apenas a promessa de que o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como "conselhão", ficará subordinado à SAE. Também conseguiram garantir a permanência do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada) continuasse vinculado à secretaria.

PSB reivindica dois ministérios

O PSB deve acertar hoje, com a presidenta eleita Dilma Rousseff, sua participação no futuro governo. A cúpula do partido quer fechar a cota de poder dos socialistas com dois ministérios - o da Integração, para o ex-deputado Fernando Bezerra Coelho, e o das Micro e Pequenas Empresas, para o senador Antonio Carlos Valadares - além de manter sob seu comando a Secretaria de Portos.

Para evitar brigas na aliança governista e assim atender ao apelo de paz feito pela presidente Dilma, o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já se entendeu com os colegas petistas e socialistas que administram Estados nordestinos. Juntos, os seis Estados (PE), PI, PB, CE, BA e SE) governados pelas duas legendas gostariam de comandar também os ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além de cinco estatais e autarquias.

A partilha dos órgãos regionais só será definida depois de fechada a composição do Ministério. O objetivo é usar os postos de direção das estatais e autarquias para compensar eventuais perdas de um ou outro partido aliado na negociação dos ministérios. Estão em jogo, presidências e diretorias da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) , do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), e do Banco Nacional do Nordeste (BNB).

Um parlamentar do PSB que acompanha as negociações relatou que o partido estava disposto a entregar a Secretaria de Portos em troca de outra Pasta, mas deve ficar com ela a pedido da própria Dilma. A presidente eleita não quer abrir disputa na Secretaria para evitar ter que negá-la ao PMDB. Ainda assim, o atual ministro Pedro Brito não deve continuar no posto porque a presidente eleita também avisou que gostaria de trocá-lo.

Porteira fechada

Nem PSB nem PT defendem o regime de "porteira fechada" nos órgãos regionais que administram políticas para o Nordeste. Pelo entendimento fechado entre os governadores, o que se pretende é uma "administração compartilhada" entre os aliados O importante neste caso é o respeito às ligações estaduais.

Por este raciocínio, não deixar o BNB com um cearense será uma ofensa ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), independentemente de a administração do banco ficar com seu PSB ou com um petista. Certo é que o cargo não ficará com o deputado Ciro Gomes, irmão do governador.

A cúpula socialista entende que o posto é menor que Ciro. Avalia que, depois de governar o Ceará, comandar o ministério da Integração e, sobretudo, abrir mão da candidatura presidencial para facilitar a vida da candidata Dilma, a dimensão administrativa e política de Ciro é bem maior. A expectativa é de que ele pudesse ficar com a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), em uma composição em que o atual presidente do Banco, Luciano Coutinho, seria transferido para a Fazenda. Como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não abriu este espaço, Ciro deve ficar fora do novo governo.

Bancada do PT reclama da falta de interlocução

Brasília (AE) - Foi uma sessão de reclamação. A bancada dos deputados atuais e os eleitos do PT se reuniu com o presidente do partido e um dos negociadores do governo de transição, José Eduardo Dutra, para manifestar a insatisfação com a falta de interlocução com a presidente eleita, Dilma Rousseff. A bancada ainda não se sente representada no ministério anunciado até agora, embora haja uma série de petistas confirmados. Os nomes indicados, no entanto, não passaram pela bancada.

A reclamação crescente está na falta de contato de Dilma com a bancada. Petistas ressentem com o fato de Dilma não ter chamado, até agora, os deputados para uma conversa nem mostrou interesse em ouvir os planos da bancada para o próximo ano ou o que os deputados pensam sobre os trabalhos no Legislativo. A reunião da bancada também serviu para debater a sucessão da presidência da Câmara. Ficou acertado que, até a próxima semana, será definido o nome a ser indicado pelo partido.

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