Polícia não tem pistas de quem são os assassinos de jovens mortos nas Rocas

Publicação: 15 de Janeiro de 2013 às 10:07

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O caso vai ser apurado no âmbito da 2ª Delegacia de Polícia, em Brasília Teimosa, mas até agora a Polícia Civil não tem nenhuma pista de quem são os quatro assassinos de Arthur César Soares de Araújo, 22 anos, conhecido como "Bauru", morto com tiros de escopeta no rosto e de pistola 380 e .40 na cabeça e nas costas, na noite de ontem (14), nas Rocas.

A priori,  o delegado de Plantão da Zona Sul, Pedro Paulo Falcão, disse que os autores dos disparos chegaram num carro preto, provavelmente um Gol, mas não apareceu nenhuma testemunha para informar, por exemplo, sobre a placa do veículo.
Blog Patrulha RocasBauru, à esquerda, e Arnaldo, ambos mortos ontem em Brasília Teimosa e nas Rocas, respectivamenteBauru, à esquerda, e Arnaldo, ambos mortos ontem em Brasília Teimosa e nas Rocas, respectivamente

Mas, a Polícia já pode ter uma linha de investigação, porque, em 15 de janeiro do ano passado, a vítima foi presa em companhia de um adolescente por receptação de roubo, crime pelo qual já tinha data para pronunciamento de sentença na 4ª Vara Criminal de Natal: 21 de agosto deste ano.

Bauru também era uma das oito testemunhas no caso do homicídio praticado pelo réu que se encontra preso, Wildson Alves de Araújo o "Binho do Paço", crime ocorrido em 28 de novembro de 2009, próximo ao posto de gasolina das Rocas, do qual foi vítima Samuel Carlos de Vasconcelos Tomaz.

No dia do crime, Binho do Paço pilotava a moto para Bruno Pierre de Araújo Falcão Silva, autor dos disparos contra a vítima, morta por causa de uma rixa entre gangues. Em entrevista a uma emissora de rádio local, a mãe de Samuel Carlos, chorando, chegou a dizer que "foi embora um homem" e o filho só foi assassinado porque "não lhe enfrentaram na mão".

Testemunhas que estavam no local onde morreu Bauru, afirmavam que quatro homens encapuzados desceram armados, mandando que ele e mais duas pessoas que estavam ao lado se afastassem, enquanto encostavam a vítima na parede do Bar do Naná.

O delegado Pedro Paulo Falcão disse que não dava para dizer se o assassinato de Arthur César de Araújo (Bauru) tinha alguma relação com a morte, também a tiros no fim da tarde da segunda, de Arnaldo Soares da Silva, morto próximo à barraca do Pernambuco, na praça do Canto do Mangue, nas Rocas. A vítima vinha respondendo a processo criminal desde 2008 na 7ª Vara da Comarca de Natal.

Outro crime ocorrido na tarde de ontem, vitimou Pedro Hiago Coelho de Oliveira, morto a tiros na rua Manoel Andrade, nas Quintas, e caiu ao lado de sua motocicleta. Os assassinos atiram de dentro de um carro.


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Comentários

  • NETO1976

    BOM, PELO "NYPE" DE AMBOS, VÊ-SE QUE NÃO SE PERDEU GRANDE COISA....

  • santos_bezerra

    O índice de criminalidade em nossa cidade esta crescendo. Pedir as autoridades uma atitudejá não adianta mais, a coisa chegou a um patamar insustentável, onde cada um se cuide e etc..., quem morreu, é quem perdeu a vida. Dentro da própria casa hoje não temos mais segurança, os assaltos são constantes e de formas mais variadas possíveis. Vamos dizer assim "os meliantes" andam armados, enquanto a população se caracteriza alvo certo e fácil, é um beco sem saída. Qual a solução para tudo isso ? quem ira responder ? como fica a posição da Lei mediante essa cruel realidade. Natal "era considerada" uma cidade tranquila, tudo bem, não tem comparação com o Rio de Janeiro, São Paulo, mas em termos de violência, infelizmente estamos caminhando nessa direção, não é nada agradável admitir, mais é a cruel realidade. O que está sendo feito para deter esse avanço ? a população por si só não tem como agir, a não ser a de vítima, em coletivos, no próprio carro, na volta para casa a noite ou mesmo durante o dia. A quem iremos recorrer nessa hora ? como também o que fazer (se não perder a vida), com a palavra, quem a for de direito :