Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 27°Natal - 27°

Brasil

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 08:47

Polícia prende envolvidos no ataque a brasileiros

Publicação: 29 de Dezembro de 2009 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

Brasília (AE) - A polícia do Suriname prendeu 35 pessoas envolvidas no ataque a brasileiros, ocorrido na véspera de Natal, na cidade de Albina, a 150 quilômetros da capital Paramaribo. Pelo menos 16 pessoas teriam ficado gravemente feridas, entre elas 4 brasileiros. Segundo informação do serviço surinamês da Rádio Nederlands, da Holanda, os presos são acusados de incêndio criminoso, roubo e estupro de mulheres brasileiras. A ministra das Relações Exteriores do Suriname, Lygia Kraag-Keteldijk, garantiu ontem ao secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota, que a situação está "plenamente sob controle". Não houve brasileiros mortos no conflito, de acordo com o Itamaraty.

Na véspera de Natal, em represália pela morte de um morador de Albina supostamente por um brasileiro, cerca de 300 surinameses atacaram mais de cem brasileiros. Na conversa com Patriota, a chanceler afirmou que o governo do Suriname foi surpreendido com o ataque porque os brasileiros são bem aceitos no país. Um grupo de diplomatas da embaixada no Suriname percorreu ontem hotéis e hospitais em Paramaribo para onde foram levados os brasileiros, depois do conflito. Cinco brasileiros vítimas do ataque no Suriname voltaram no domingo ao Brasil em avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo Ana Gracindo, oficial de chancelaria da embaixada brasileira no Suriname, está sendo feito um levantamento para saber quem quer voltar para o Brasil.

Em entrevista à Radio Nederlands, o chefe do setor de Justiça da polícia surinamesa, Krishna Mathoera, informou que alguns dos 35 presos já teriam sido reconhecidos pelas vítimas de estupros. "Este é um crime que precisa ser punido e já iniciamos uma investigação", disse. Segundo a emissora de rádio, a polícia e as Forças Armadas surinamesas retiraram 130 pessoas que se esconderam na selva durante os confrontos. Entre elas estão cerca de 80 brasileiros e 20 chineses, levados para Paramaribo. Mathoera reconheceu que Albina vive um clima de "tensão".

"É uma área de fronteira, com grande mobilidade de pessoas e mercadorias. Mas a polícia nunca tinha imaginado que o conflito iria escalar tanto", afirmou o chefe do setor de Justiça da polícia do Suriname. Pela manhã, o Itamaraty informou ao presidente Lula que não havia registro de garimpeiros brasileiros mortos no Suriname Em rápida conversa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Patriota disse ao presidente que há um "grande diálogo" de diplomatas com o governo do Suriname, para esclarecer e avaliar o que ocorreu na noite de quinta-feira, quando moradores de Albina atacaram a pauladas e pedradas brasileiros que atuam nos garimpos.


Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres
Publicidade
Tribuna do Norte