Ponte não traz frutos esperados

Publicação: 28 de Fevereiro de 2010 às 00:00 | Comentários: 20
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Valdir Julião - Repórter

Já se passaram dois anos e três meses da inauguração da Ponte Newton Navarro, que ligou  os dois lados do rio Potengi entre as Zonas Norte e Leste da cidade, mas a obra tida como a redenção econômica do litoral ao Norte de Natal não trouxe, ainda, os frutos esperados para o desenvolvimento turístico, por exemplo, para os nove municípios daquela região, inclusos entre os 16 que compõem o Pólo Costa das Dunas, dos quais sete estão ao sul da capital.
Joana LimaRepresentantes de vários setores acreditam que a zona Norte precisa mais do que uma ponteRepresentantes de vários setores acreditam que a zona Norte precisa mais do que uma ponte

Às vésperas de inaugurar a ponte Forte-Redinha, o que ocorreu em 20 de novembro de 2007, a governadora Wilma de Faria chegou a dizer que os novos empreendimentos de lazer e entretenimento deveriam gerar “cerca de 90 mil empregos nos próximos quatro anos”.

Na época, a governadora enfatizava: “Esta não é a obra mais cara realizada pelo nosso governo, mas certamente é a mais emblemática”.  Tanto otimismo também contagiava o secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, que estimava em 100 o número de  novos projetos de empreendimentos imobiliários e turísticos a serem construídos no Litoral Norte.

O secretário de Turismo ainda falava na ampliação do número de leitos da rede de hospedagem do Rio Grande do Norte em 120 mil, triplicando a capacidade atual de 45 mil e a geração de 400 a 500 mil empregos com a construção e dos empreendimentos, que, depois de comercializados gerariam negócios em torno de dois bilhões de euros.

Agora, o secretário Fernando Fernandes ressalva: “Naquele momento era a estimativa que nós tínhamos, os empresários do setor estavam todos interessados, infelizmente, logo depois veio a crise imobiliária na Espanha e a crise econômica mundial”.

Fernandes afirmou que, em decorrência disso, todos os grandes projetos que estavam previstos “nenhum saiu do papel”. Segundo ele, estão na gaveta, por exemplo, projetos de empresários espanhóis, noruegueses e irlandeses nas praias de Caraúbas, Jacumã, Pitangui, Rio do Fogo, São Miguel do Gostoso e Zumbi. “Naquela época a realidade econômica era outra, havia um boom imobiliário”, reafirmou Fernandes, citando o fato de que no Instituto Estadual de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Idema-RN), havia até 20 cartas consultas de campos de golfe: “A ponte era uma condicionante, depois veio a crise econômica e ninguém tem o dom de controlar a economia mundial”.

Como Natal foi escolhida uma das cidades sedes para a realização de jogos da Copa do Mundo de 2014, o secretário acredita que isso possa contribuir para a retomada desses projetos: “Pelo menos dois já disseram que começariam as obras até o meio do ano”. Fernandes declarou que “confia nessas informações”, oriundas do Grupo Sanchez, espanhol, que está se associando a parceiros holandeses para a construção do Elegance Natal Golf. Outro grupo espanhol também está fazendo parceria com o Hotel Meliá para iniciar a construção do segundo empreendimento até junho deste ano.

Segundo Fernandes, agora se tem uma “expectativa muito boa” da divulgação de Natal como destino turístico, a partir da campanha mundial que o governo brasileiro fará no próximo dia 11 de julho para o Campeonato Mundial de Futebol no Brasil.

Região precisa de estrutura viária

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RN), Waldemir Bezerra de Figueiredo, disse que a ponte Forte-Redinha “foi um sonho acalentado de muitos anos”, mas, ele disse que não é só a ponte, “obviamente”, que vai cumprir o papel de desenvolver o litoral Norte.

Para ele, é importante a construção dos anéis viários de São Gonçalo do Amarante e de Extremoz, que também estão dentro do projeto de construção do novo aeroporto comercial da Grande Natal, que vai substituir o aeroporto Augusto Severo, em Parnamirim.

Assim mesmo, Waldemir Bezerra considera que já houve um ganho com a ponte, porque até sua inauguração “havia uma dificuldade terrível de se sair de um lado para outro da cidade”.

Segundo Bezerra, superado este aspecto, surgiu a crise econômica mundial “que afetou todos os projetos em andamento”, os quais “vão demandar mais tempo para serem concluídos”.

Com relação à Zona Norte de Natal, mais especificamente, Bezerra acredita que só haverá um crescimento mais explícito daquela área urbana, se a revisão do Plano Diretor de Natal (PDN) vier com mudanças no gabarito para construções de empreendimentos na região.

Já a respeito da Redinha, Redinha Nova e Santa Rita, como se tratam, praticamente, de praias urbanas, ele acredita que é mais difícil o surgimento de grandes empreendimentos turísticos e imobiliários, por conta do pouco espaço existente e a divisão de suas áreas em pequenos lotes.

Afora isso, ele crê que a fragilidade de infraestrutura naquela área também contribui para inibir o crescimento imobiliário, como a falta de drenagem e saneamento da Redinha Nova, onde o terreno é baixo e ocorrem inundações em períodos de inverno.

Ainda assim, o presidente do Creci-RN acha que a Zona  Norte de Natal “começa a ter vida própria”, em função da instalação de uma rede bancária, restaurantes e shoppings, e outros equipamentos que ali estão chegando, como a construção do complexo River Side pela construtora Metro Quadrado.

Secretário lembra a questão do meio ambiente

Para os setores turístico e imobiliário, o governo estadual já cumpriu o seu papel com a construção da Ponte Forte-Redinha, que encurtou em 11 quilômetros, por dentro de Natal, o  trajeto de veículos entre os litoral Sul e Norte de Natal. A opinião deles é que outras ações precisam ser implementadas na área de infraestrutura para a indução do desenvolvimento turístico do litoral Norte, inclusive relacionadas a questões ambientais que são objeto de discussão judicial, como a Área de Proteção Ambiental (APA) de Jenipabu, no município de Extremoz.

“A ponte foi importante como ferramenta para disparar o negócio do  turismo, mas todos os projetos em Extremoz estão travados na Justiça”, disse o secretário municipal de Turismo, Fernando Bezerril, apesar da APA de Jenipabu já ter sido criada por lei estadual: “Agora são necessárias obras menores, que a gente está vendo que serão trabalhadas”.

Bezerril lamenta que há 120 dias o município aguarda uma decisão da Justiça para que saia a regulamentação da APA de Jenipabu. “É preciso separar o joio do  trigo, porque Extremoz é a bola da vez”, disse ele, dando o exemplo de um projeto que se encontra emperrado por causa disso, do grupo Valero Brasil, representando um investimento de R$ 40 milhões.

O secretário estadual de Turismo, Fernando Fernandes, afirmou que todos os investimentos relacionados ao Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur I) foram feitos. Quanto ao Prodetur II, todas as obras e ações foram iniciadas, inclusive em dezembro de 2009 foi fechado um acordo com o Ministério Público Estadual (MPE) a respeito da ação judicial que tinha embargado as obras de saneamento em Cotovelo, Pirangi e Pium, que também fazem parte do Pólo Costa das Dunas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio Grande do Norte (ABIH-RN), Enrico Fermi Torquato Fontes, informa que atualmente “não existe nenhum empreendimento em vista para ser inaugurado” no Estado.

Enrico Fontes disse que o turismo do Rio Grande do Norte cresceu em cima do turista estrangeiro, mas com a perda de turistas de 2006 para cá, o problema atingiu os mercados dos litorais Norte e Sul de Natal, que terminou se voltando para o mercado  interno:. “Natal tinha de ser vendido para os dois destinos”.

Na opinião de Fontes, a construção da ponte foi um pleito atendido, mas também é preciso se voltar para a construção das vias de acesso e a solução de questões ambientais nas praias da  Redinha Nova e Santa Rita. “A ponte fortaleceu o corredor turístico, tirou parte do tráfego de veículos da ponte de Igapó, esse objetivo foi cumprindo,  mas havia uma indefinição sobre política ambiental e faltam também drenagem e saneamento básico em algumas regiões”, disse Fontes.

Um exemplo, citou Fontes, foi a Via Costeira, que só ganhou saneamento básico no governo Garibaldi Filho (1995/1998 e 1999/2002) e depois disso recebeu   dois hotéis cinco estrelas dos grupos Pestana e Serhs.

Comerciantes lamentam a perda dos consumidores

Ao longo do corredor turístico urbano de Natal de 17 quilômetros entre Ponta Negra e a Redinha, que se abriu com a construção da ponte Newton Navarro, uma cena comum: a placa de venda de imóveis, sobretudo terrenos, como na avenida Café Filho, Praia do Meio, ou casas de veranistas e pousadas na avenida Litorânea, Redinha Nova.

Na avenida Litorânea o comércio se resume, praticamente, aos pequenos mercadinhos e poucas pousadas, os dois únicos hotéis três estrelas da área estão fechados: o Redinha Hotel e o Atlântico Norte.

Quanto a restaurantes, uma grife criada em Natal ainda resiste, uma filial da “Peixada da Comadre”, que é tocado por Gilson José de Morais, filho: “Nós esperamos muito tempo por essa ponte”.

A ponte foi inaugurada, mas Gilson Morais disse que o movimento no restaurante já havia caído bastante com o fechamento dos dois hotéis. “Pode ser que na Copa as coisas melhorem”, otimiza ele, que na época das “vagas gordas”, a partir das 17 horas, diariamente, não tinha como atender tanto turista que chegava ao restaurante.

Morais afirma que abriu o restaurante - “para ter voo próprio” - há 11 anos, mas muita gente que conhece a matriz da  “Peixada da Comadre”, na Ponta do Morcego, na Praia do Meio, ou a outra que existe em Ponta Negra gerenciada por outro irmão,  ainda aparece na sua peixada.

Na Praia do Meio, alguns hotéis e restaurantes e o Centro de Artesanato ainda funcionam, mas já depois da rótula da Ladeira do Sol, cinco terrenos têm placas de venda. Num delas, a imobiliária informa que uma das áreas, de 802 metros quadrados já possui um projeto aprovado para a construção de um edifício com 26 flats.

Afora isso, continua fechado o antigo Hotel dos Reis Magos, a primeira unidade hoteleira construída no governo Aluízio Alves (1961/1965) em Natal para receber turistas e visitantes de fora. Hoje pertencente a um grupo pernambucano, obteve esta semana a liberação da licença ambiental para a sua reforma. 

Caseiro do Atlântico Norte há mais de cinco anos, Ambrósio Rodrigues da Silva, disse que na avenida Litorânea ainda existe algum movimento por causa  do “Aquárius”.

Ele acha que depois da ponte “melhorou alguma coisa por aqui”, mas disse que ouviu os patrões falarem que o hotel vai ser reconstruído para a Copa do Mundo de 2014.


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Comentários

  • ed340ms

    Retornemos ao Estudo de Impacto Ambiental ? EIA, ao Estudo de Viabilidade Econômico-Financeira do projeto da ponte (parte intrínseca do EIA), a audiência pública do EIA/RIMA, a ata da audiência pública e a licença ambiental da ponte. Assim, saberemos sobre as responsabilidades das pessoas físicas e jurídicas do empreendimento. Já ouvimos o ?eu acho? de pessoas sem habilitação legal para diagnosticar os caminhos da ponte. Agora, necessitamos encontrar alguém que informe sobre a existência dos documentos citados. È claro que neles não deveriam conter laudos de cartomancia prevendo a crise falada pelo secretário de turismo.

  • anita.dias

    Sem falar que a Ponte Newton Navarro é uma solução paliativa. E o pior, é que os engarrafamentos na Ponte de Igapó estão, aos poucos, ficando novamente constantes. As principais linhas de ônibus da Zona Norte continuam passando pela Ponte de Igapó, e as linhas de ônibus que passam pela ponte nova são poucas, não abragem toda a Zona Norte e o único destino delas são os bairros da Ribeira e Cidade Alta. Deixo uma sugestão a prefeita, uma linha de ônibus que fosse para a Zona Sul de Natal passando pela nova ponte e indo pela Via Costeira, pois é muito mais rapido do que ir pela ponte de Igapó. E claro, que houvessem novas linhas de ônibus com novos destinos passando pela ponte, afinal, não é possível que uma ponte daquela magnitude só tenha duas linhas de ônibus e só sirva pra turista passear.

  • fmbnunes

    Desçam à terra, quando o credito abundava na europa e o real estava quase a 1 Euro para 4 Reais era tudo facil para o europeu comprar e executar qualquer projecto aì.A especulaçaõ imobiliaria é brutal fora de bom senso e só faz com as coisas parem.Só quem não conhece a realidade é que acredita na retomada dos investimentos imobiliarios por estrangeiros.Trabalhem o mercado imobiliario de forma honesta para o Potiguar poder adquirir o seu imovel sem ser explorado e verão que em Natal as coisas voltam a funcionar. Atenciosamente Filipe Nunes

  • rana_psantos

    O problema não é da ponte, e sim da Prefeitura que entravou o desenvolvimento da Zona Norte/Litoral Norte de Natal com a não-regulamentação das ZPAs, de maneira que nimguem é doido de investir em qualquer coisa na área sem regulamentação/Lei alguma, para depois o Ministério Público, em seu afã de \"proteger\" Natal invalidar o licenciamento desejado! A culpa não é da ponte, todas as imobiliárias e construtoras aki de Natal sabe: É DA PREFEITURA!

  • olivrn

    ponte burra de alto custo e com poucas utilidades reais para o povo da ZN. Em outro local do Rio potengi teria sido mais eficiente e menos gastos de dinheiro público.

  • br.eduardo

    Quanta conversa mole dessas lideranças politicas, parem de contar com o ovo caindo do c da galinha seus incompetentes, será que só os gringos têm dinheiro para investir aqui? A ponte nova só esta servindo para quem mora na zona norte da zona norte e ainda assim o acesso e a saida são ridículas trilhas de ratos. Como é que se espera atração de investimentos para uma merd... dessa? Na Redinha nova e Santa Rita tem uma placa de venda em quase todos os imóveis e ninguem quer comprar, esse é fruto da incopetencia dos que planejam os investimentos publicos em Natal. A ponte de Igapó continua sendo cenário de congestionamentos infernais diários. O asfalto da Av parece uma colcha de retalhos de tantos remendos, lá ainda tem remendos dos anos 60. Como é que se espera investimentos num inferno desses. Eu ainda não acredito que Natal consiga ser de fato sede da copa de 2014, os atrasos nos cronogramas já são realidade e a FIFA não ficar aguardando a incompentencia alheia não.

  • miss_angel100

    Vejamos o labo bom das coisas. A ponte é linda e necessária. facilitou e muito a vida da população que trabalha ou que simplesmente precisa se deslocar de um lado para o outro. Mas isso não é suficiente, não é? Temos que pensar nos investimentos estrangeiros!! O Brasil é um país rico, mas para fazer qualquer coisa, tem que antes pensar se é bom para os estrangeiros. Por que não investimos na capacidade do povo brasileiro de se desenvolver, desenvolvendo seu empreendedorismo, ao invés de ficarmos tão dependentes do capital estrangeiro? É verdade que os investimentos estrangeiros geram empregos e renda, mas a que custo? destruindo a natureza e expulsando a população local? Com investimento nosso, também poderíamos construir hoteis, pousadas, restaurantes, enfim, gerar empregos e renda para o nosso povo. Capacidade e vontade o povo tem. Seria muito melhor do que ter que vermos um bando de estrangeiros ditando as regras de um jogo que é nosso! Estrangeiros aqui deveria ser somente como turista, e olhe lá. E isso nada tem a ver com xenofobia, e sim com patriostimo!

  • jean_ufrn

    Acredito que a crise financeira que se abateu sobre a economia global em 2008 realmente tenha inibido o processo de construção dos empreendimentos, até mesmo porque grande parte desses empreendimentos tinha como fonte de recursos dinheiro vindo de países como Espanha, Holanda, Dinamarca que forma muito atingidos pela crise imobliaria. Quanto a zona norte de Natal não entendi até hoje poque tanta proteção aquela área, o impedimente de construções mais altas como desculpa da falta de estrutura.... aquela região nunca terá um desenvolvimento significativo se não houver um primeiro passo em direção a criação de infraestrutura públcia que viabilize a construção de grandes empreendimentos como os que algumas construturas propõem para a região.

  • andaugusto

    Achar que só a ponte resolveria tudo é burrice..

  • eniofla

    Quem mora na Zona Norte sabe a importância que a Ponte Nova representa. Entretanto, a falta do viaduto do lado da Zona Norte já começa a causar engarrafamentos. Aí eu fico me perguntando: não conseguiram desapropriar algumas propriedades para construir o viaduto, como é que irão conseguir desapropriar vários imóveis ao longo das avenidas Moemia Tinôco e das Fronteiras para duplicá-las e melhorar o acesso à 101 e ao novo aeroporto? Por sua vez, o boom imobiliário da zn (q possivelmente ocorrerá) vai esbarrar na quase total falta de saneamento da região.

  • cesar.arrais

    Falta uma forcinha dos governos Estadual e Municipal (Natal e Extremoz). A Praia da Redinha tem uma vista linda do \\\"Skyline\\\" de Natal. A Praia é boa para o banho. O que falta então? Investimento Pesado. Propostas Para Redinha: Desapropriação quase que total dos Imóveis do lado direito da Av. Litorânea(sentido Ponte- Santa Rita), duplicando a avenida. Urbanização completa do Bairro(Drenagem, Esgotamento, pavimentação e construção de calçadas padronizadas). Construção de Calçadão amplo com chuveiros, banheiros, ciclovia, infra estrutura para esporte e algumas \\\"barracas\\\" que seriam licitadas para a iniciativa privada. Barracas tipo as da praia do Futuro em Fortaleza com infra estrutura completa, espaço há para se construir. Construção de Espaço único em Natal para veículos com Som, paredões e afins, longe das residências de Natal. Desfavelização das Praias da Redinha Nova e Velha com retirada total das atuais barracas. As Praias dos Artistas, Meio e Forte estão totalmente abandonadas pela Prefeitura. Quem vem de fora fica difícil visitar essas praias pela total falta de infraestrutura. Até a sinalização Horizontal na Av. Café Filho e Av. 25 de Dezembro(Paralela a Av. Café Filho) é inexistente. Fica dificil quem aluga um carro saber que a Av.Café Filho é Mão dupla, pois não há sinalização Horizontal. Proposta para as praias Urbanas(Meio, Artista e Forte) : Conservação constante do local(sinalização turística, horizontal e vertical(dá um aspecto de organização da cidade e do trânsito), conservação constante do calçadão, fiscalização intensa para retirada de bancas de comidas feitas no calçado, areia. Aumento da faixa de areia com aterro a ser realizado. Dobrar equipes de limpeza(garis) e equipamentos para recolhimento de lixo. Mudança no Plano diretor para que os terrenos e imóveis possam ser utilizados na construção de edifícios residencias e a praia seja também lugar de moradias dos natalenses de classe Média. Desapropriação total dos imóveis de Brasília Teimosa a beira Mar( essa região é a que tem pista duplicada, estacionamento amplo, calçadão, maior faixa de areia, espaço pra shows, quadra esportiva, etc, no entanto a maioria da população de Natal e turistas não frequentam pela \\\"favelização\\\" do local. Esse espaço desapropriado teria construção de Espaço Cultural tipo o \\\"Dragão do Mar\\\" em Fortaleza com bares, restaurantes, boates, espaço para shows e Construção do \\\"Aquario de Natal\\\", aquario tipo os da flórida nos EUA , Espanha e Dubai, Espaço único no Nordeste e que seria investimento para revitalizar de vez as praias urbanas de Natal pois só assim haveria presença de Natalenses e turistas no local. Além da Construçao da Marina de Natal com calçadão alongado até a futura Marina e Rio Potengi.

  • carlossalesnyc

    Bom, nao estou aqui para fazer politica ou defender ninguem, mais gostaria de dar a minha opiniao sobre essa obra. Primeiramente NAO vamos esquecer que tivemos uma grande CRISE internacional que afetou em muito esse desinvolvimento local. Costrutoras, Empresarios, enfim, muitos que tinham projetos tiveram que adiar seus planos devido a essa crise. Quando o governo local de uma regiao faz um calculo como foi feito, e uma visao ampla, e quando essas estatisticas sao feitas, descarta-se a possibilidade de crise, e fenomenas naturais, etc A Ponte NN, trouxe a trara melhorias para a regiao norte de Natal. Precisa-se entender que um passo foi tomado, como se o alicerse da casa estivesse pronto, apartir de agora as paredes devem ser erguidas. Essa mudanca sera um processo lento, mais afirmo que foi um otimo investimento, a maior prova disso foram a reducao de 11k de acessoa Zona norte, nao parece? o meio ambiente e importantissimo. Sou Potiguar, atualmente moro nos Estados Unidos a 12 anos, morando em um pais desenvolvido, aprendi a respeitar a politica interna do Brasil, comecei a estudar, ler mais sobre o que se acontece e posso afirmar que o Brasil esta no caminho certo. Muito mudou e muito, muito mesmo ira mudar. Quando o Presidente Lula foi eleito eu pensei,\"Nossa, pronto, era o que precisavamos, um presidente que nem tem curso primario completo\" Hoje posso confirmar que o Presidente Lula trouxe esperancas e inspiracao. O Brasil e visto hoje como uma potencia global, e essas nao sao minhas palavras, sao de economistas americanos que diariamente se ler em grandes jornais e revistas de economia americana. Bom, resumindo, nos precisamos apoiar, nao criticar, precisamos de inspiracao, se essa ponte veio com a funcao de melhorias locais da regiao, preciso que a populacao invez de criticas, comecar acreditar e entender que isso pode ser um processo lento, mais nao fazer politica. Como Brasileiro eu afirmo que somos receosos e muitas as vezes cobramos muito, e devemos, mais tambem precisamos apoiar e pensar nao so no momento, e sim no futuro. Em quatro anos nao aconteceu as mudancas que foram ESTATISTICAMENTE previstas,nao perdemos as esperancas, mais quatro anos e isso sera diferente. vamos ter paciencia, claro cobrar das autoridades outras solucoes. A Ponte saiu, agoras desse alicerse viram as paredes e por fim o telhado. Vamos ser mais otimistas. Obrigado e tenham todos um bom dia!

  • nerivanj

    A ponte é util é!, agora aquela propaganda toda que Natal ia se transformar e tal, era pura propaganda eleitoral, quando está perto de campanha Natal vira capital de primeiro Mundo, quando passa a campanha, vira cidade de quinto mundo, agora a novidade é um Hospital que vão construir em 180 dias, vão inaugurar a metade de um Hospital em Caicó, isso é princar com o pvo sofrido desse nosso Estado, é uma vergonha!....

  • grasso.paolo

    Senhores, a ponte e´uma obra linda e de grande utilidade para a ZN e o litoral potiguar, quem trabalha ou trabalhou nas praias do litoral norte sabe disso. E´interessante salientar que ate hj a APA de Jenipabu não saiu do papel , então todos os empreendimentos turisticos estrangeiros e brasileiros. planejados desde a Redinha ate Genipabu não podem ser construidos por Ordem Judicial, ou seja ate agora esta tudo embargado causa briga do Idema e Juiza de Extremoz e veja bem estamos falando de dois anos e meio de espera.Então quem comprou areas carissimas para construção de Hoteis ou outros, praticamente perdeu uma montanha de dinheiro.A crise não ten nada a ver, enquanto todos esses empreendedores migrarom para a Paraiba e a Bahia.Pelo fato de ter crise na Europa os Empreendedores vierom a investir aqui , alem do mais o Governo do Estado partecipou varias feiras imobiliarias para atrir investidores estrangeiros. Com certeza criou-se um clima de total desconfiança para os Empreendedores que foram antes chamados para investir, e depois ,uma vez feito o investimento, foram embargados todos.As vezes o pessoal ten memoria curta, de toda forma na minha opinião , o povo nas praias ten que trabalhar ou estudar, diferentemente vamos ter um desenvolvimento ao contrario, com crescimento de violencia, droga , desemprego e marginalidade.O turismo e´o setor limpo da economia , talvez para quem acha que turismo e´sinonimo de destruição ,e´melhor ter fabricas de quimica ou de petrolio ou deixar a população praiana ao proprio destino. Eu vi tambem comentarios justamente falando que era interessante ter empreendedores brasileiros no lugar de estrangeiros, eu acho tambem, so que aqui a galera acha melhor fazer concurso publico para conseguir os gordos e seguros salarios, trabalhar o certo e andar de Pajero com ar condicionado (ninguem e´besta).

  • jane_natal

    E eu aqui esperando mudanças no plano diretor... Quanto ao Riverside, pena que o acesso até lá seja tão...\"macabro\"!!! E cadê o anel viaário para a ponte nova?? Moro próximo a um viaduto inacabado (parado faz tempo) e a uma avenida que deveriam duplicá-la, blá blá blá e também nada se faz. É uma obra eterna!!

  • aoempreendedor

    Parabéns ao Governo do RN pela ponte Forte -Redinha!!! porém é preocupante a entrega de uma obra deste porte à população simplesmente porque \"como a população estava nos pressionando decidimos entregar as obras \" segundo a Governadora, É no mínimo entregar também ao povo, a responsabilidade por futuros problemas.sugiro ao invés de farto volume de verbas para a inauguração ( deveria ser feito uma pesquisa entre a população, ou sera que foi feita ?) canalizem verbas para Saúde Emprego Segurança Desenvolvimento Sustentável e água potável nas escolas ( A ponte Forte Redinha, parece a ponte Rio Niteroi )só na altura gente!!! não nos problemas...EM SUMA... ESTE FOI MEU COMENTÁRIO, POR 0CASIÃO DA INAUGURAÇÃO DA PONTE NEWTON NAVARRO...O QUE EU MUDO AGORA, ENTENDEMOS Á URGÊNCIA DAS OBRAS, MAS ENTENDEMOS TAMBÉM \"SEGUNDO O ESCLESIASTES\" ...\"PAU QUE NASCE TORTO, MORRE TORTO...\"PORÉM O GOVERNO AINDA É O MESMO DA ÉPOCA, E O ECLESIASTE POR SUA ANTIGUIDADE NÃO PODERIA ESTAR TÃO ERRADO ASSIM...

  • thiagofbo

    O povo conversa muita é besteira... Pior era antes!

  • rick31natalrn

    acho eu que no pè que vai, o desenvolvimento da grande natal e areas litoranieas precisam de um esfoso multuo tanto do municipal quanto do estadual, Ê preciso que se de espaço pora os grandes empresarios nacionais quanto os internacionais pois nâo ê so um grande feito como a ponte que vai fazer com que o desenvolvimento da cidade va para o topo das cidades de grade porte, ê preciso que de se tenha um olhar voltado para o brasil de um pais de primeiro um mundo e porque não dizer e sonhar com uma natal de primeiro mundo, porque definitivamente precisamos sair do rolulo de pais de terceira categoria, temos descruzar os braços e mete a mão na massa, penssa grande so assim iremos levar la pra fora nome de cidade de beleza internacional e pois fazendo isso estaremos contribuindo o denvolvimento turistico de nossa cidade pois ê como somos conhecidos la fora.

  • buenofisioterapeuta

    bom tava antes! ...e se preocupam mais com os turistas do que com o povo da zona norte.

  • fabio1906

    Permitam-me que em tempo possa fazer um breve comentário a respeito desse assunto. A construção da ponte melhorou muito o acessso a ZN e principalmente às praias. Todos que possuem imóveis regularizados pela Prefeitura localizados próximo a Av. Litorânea, vislumbraram uma grande valorização em função da inauguração da referida ponte; mas, devido o impasse causado por questões ambientais, vem travando o desenvolvimento daquela área. Assim sendo, o que está faltando para o licenciamento acontecer? Quando o Idema estará apta a conceder o licenciamento ambiental nas áreas passíveis de uso indicadas pelo Plano de Manejo e Zoneamento Ecológico Econômico da APA? Havendo regras e fiscalização tanto da Prefeitura, como do Idema não haverá invasão de áreas não permitidas a construção, como também a consequente favelização e distruição do meio-ambiente.