Porta para a música de concerto
Publicação: 04 de Setembro de 2010 às 00:00
Com as malas prontas para a Sétima Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO), 108 artistas e professores da Escola de Música da UFRN se preparam para dois dias de apresentações no evento que é referência em música de concerto e popular, no Brasil. "É a primeira vez que os grupos circulam em festival internacional e isso acaba sendo um parâmetro positivo, na avaliação do trabalho que estamos fazendo", disse Fabio Presgrave, Professor da UFRN um dos diretores artísticos dos grupos.
O MIMO é um festival que mistura estilos em concertos espalhados por igrejas históricas de Olinda, Recife e João Pessoa. Oferecida gratuitamente ao público, seu foco está voltado para o acesso da população à execução e a compreensão da música de concerto em seus variados contextos, levando ao Nordeste atrações nacionais e internacionais de grande prestígio, que dificilmente chegam à região.
Marcados pela diversidade de timbres, desde as formações camerísticas até as orquestrais, do erudito ao popular, e do clássico ao contemporâneo, os concertos da MIMO acumulam a cada ano um número maior de grandes nomes da música mundial. A presença do Grupo de Violoncelos e da Orquestra da UFRN aconteceu a convite da diretora do evento, Lú Araújo.
Prévia em Natal
O público de Natal terá a oportunidade de conhecer o mesmo repertório do MIMO, já que a Orquestra e o Grupo de Violoncelos vão se apresentar durante o II Festival Internacional de Música da UFRN, marcado para acontecer entre os dias 14 e 17 de setembro.
Segundo Fábio, a Orquestra é composta exclusivamente por alunos da universidade e conta com uma programação regular de apresentações. À frente da orquestra estão os professores André Muniz (regente da orquestra), Zilmar Rodrigues (diretor da Escola de Música) e Fábio Presgrave. "A orquestra é um laboratório importante. Com ela, o público tem a noção do que os alunos desenvolvem na escola. É também um laboratório prático de interação coma plateia", disse Fábio.
Tanto em Olinda, quanto em Natal, a orquestra apresenta um repertório com peças de Danilo Guanais e a Suite Miniatura de Alceo Bocchino. Já o Grupo de Violoncelos vai apresentar ao público ao lado da soprano Alzeny Nelo, obras de Villa-Lobos, Lachner, Lindembergue Cardoso e Ernst Widmer. A única diferença é que Alzeni não se apresenta em Natal. A soprano está numa temporada junto ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Segundo Fábio, Natal foi a grande produtora de violoncelistas no século XX. Nasceram aqui Aldo Parisot, professor catedrático da Universidade de Yale, há 50 anos e Ítalo Babini, primeiro violoncelo da orquestra de Detroit. Ítalo é filho do italiano Tomaz Babini, que trouxe a escola para a capital potiguar. "O grupo de violoncelos resgata esta tradição, criando um movimento de instrumentistas tocando e aprendendo", disse.