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Internacional

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Potências da Europa apelam ao Irã

Publicação: 22 de Novembro de 2009 às 00:00
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Bruxelas - Representantes de seis potências mundiais apelaram ao Irã para que aceite um plano da Organização das Nações Unidas (ONU) para que abandone o enriquecimento de urânio, enquanto o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou Teerã a não perder a oportunidade de resolver a questão. A AIEA é o braço da ONU que monitora o uso da energia nuclear.

Um funcionário da União Europeia disse que não ocorreu nenhuma menção a respeito de impor novas sanções contra o Irã pela recusa do país em suspender suas atividades de enriquecimento de urânio. Participaram do encontro representantes dos cinco integrantes permanentes do Conselho de Segunda da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Grã-Bretanha) e da Alemanha.

"Essas coisas (as sanções) são algo que deve ser feito no tempo certo e agora não é o tempo certo para isso", disse o funcionário, que falou sob anonimato. Sob o plano da AIEA, o Irã enviaria seu urânio para ser enriquecido na Rússia e na França, onde seria transformado em combustível para as usinas nucleares e depois seria devolvido ao Irã.

Em comunicado conjunto após a reunião, os enviados das seis nações notaram que o Irã não se envolveu em um diálogo mais intenso, nem aceitou um encontro previsto para antes do fim de outubro. O diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse em Berlim que o Irã ainda não entregou sua "resposta final" para a oferta internacional sobre combustível nuclear. "Eu não considero que tenha recebido uma resposta final", afirmou ElBaradei, que está prestes a deixar o cargo. "Mas também espero que eu receba uma resposta muito rápido", continuou.

"Nós não recebemos qualquer resposta por escrito do Irã. O que eu recebi foi uma resposta oral, que basicamente diz que 'nós precisamos manter todo o material no Irã, até que consigamos o combustível'. Isso para mim foi um caso de extrema incompreensão", notou ElBaradei.

Em uma tentativa de levar o Irã a negociações e garantir que suas ambições nucleares são pacíficas, as seis potências mundiais ofereceram que o país reprocesse seu urânio pouco enriquecido no exterior. Com isso, aumentaria o controle internacional sobre o material, reduzindo os temores de um programa secreto para construção de armas.

O Irã, porém, aparentemente rejeitou a proposta levando o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a ameaçar com "consequências", caso a posição de Teerã seja mantida.




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