Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 26°Natal - 26°

Economia

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Prefeito de cidade do RN dá receita para vencer a crise

Publicação: 14 de Maro de 2010 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

Para marinheiros de primeira viagem a receita é simples: tente fazer alguma coisa no início do mandato, de preferência de impacto. Se fracassar, culpe a herança maldita deixada pelo antecessor, como fez Micarla de Sousa em Natal; a crise econômica, desculpa dada por milhares de prefeitos em todo o Brasil no ano passado, ou até mesmo forças ocultas, como alegado num passado remoto  pelo ex-presidente Jânio Quadros.

No município de senador Elói de Souza, na região Agreste do Rio Grande do Norte, a 61 quilômetros de Natal, o prefeito Kerginaldo Medeiros de Araújo (PMDB) tinha bons motivos para pegar esse atalho, mas preferiu outro caminho. Apesar da crise que derrubou a arrecadação dos municípios no ano passado, e da falta de prestação de contas do antecessor, que dificultou a formalização de parceria com o governo federal, ele considera positivo o saldo do primeiro ano de mandato.

"Na Educação, implantamos o piso nacional do magistério e o plano de cargos dos professores, distribuímos o fardamento escolar para cerca de 1.700 alunos, firmamos convênio com a Facex, instituímos uma bolsa para os alunos da rede pública que entram na Universidade Federal e estamos implantando, agora em março, um cursinho pré-vestibular. Também estamos reformando sete escolas na área rural e reforçando o transporte escolar dos estudantes", disse o prefeito.

Kerginaldo contabiliza ainda a reabertura de um hospital municipal, que estava completamente deteriorado. "Recuperamos, compramos equipamentos e contratamos médicos para atender a população." Além do atendimento básico - adianta o prefeito - o hospital oferece serviços de ortopedia, pediatria, psicologia, fisioterapia e até nutricionista. "Temos três equipes do PSF [ Programa Saúde da Família ] fazendo o atendimento preventivo".

O prefeito diz ter recuperado a frota de veículos oficiais. Por se tratar de um município com vocação para a agricultura de subsistência, dos 15 carros da prefeitura, quatro são tratores. "Estamos aguardando a consolidação do inverno para iniciar o corte de terra" nas pequenas propriedades rurais.

A eleição de 2008 foi uma das mais disputadas do Rio Grande do Norte. Eram três candidatos com chances de vitória. Kerginaldo obteve 39,53% dos votos válidos, Antônio Pereira Lima Júnior 31,87% e o  então prefeito e candidato a reeleição Ozanilton Teodósio 28,67%. Kerginaldo se define como um "autêntico bacurau". Vota em Walter Alves para deputado estadual, Henrique  federal e Garibaldi Filho para o Senado.

"O segredo do sucesso?", pergunta ele. E ele mesmo responde: "O uso racional do dinheiro público." Kerginaldo disse que aboliu a prática do clientelismo e manteve a folha de pagamento do funcionalismo municipal rigorosamente em dia.  Ele cita ainda como conquista do primeiro ano o incentivo à prática de esportes.

Municipalistas defendem redistribuição de royalties

O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, defendeu a distribuição igualitária dos royalties dizendo que as reservas são um patrimônio de todos e não apenas de uns poucos. As declarações do líder municipalista foram dadas na sexta-feira, ao programa "Revista Brasil" da Rádio Nacional. Ziulkoski comentou a importância da aprovação, pela Câmara dos Deputados, da emenda 387/2009 que distribui os Royalties da exploração do pré-sal de forma mais igualitária entre os Municípios. 

"A Constituição Federal é clara: o petróleo, as riquezas do subsolo e do mar são da Nação brasileira. A aprovação da emenda foi importante para diminuir o desequilíbrio federativo entre os Municípios", afirmou o presidente da CNM. 

Para ele, a emenda não perpetua a atual desigualdade, pois existe uma legislação vigente que privilegia poucos Municípios em detrimento de mais de cinco mil. "Estender esse benefício a todos os cidadãos brasileiros é um compromisso constitucional, legal e federativo. As reservas de petróleo são um patrimônio da União", destacou. 

E completou com um questionamento: "Onde está definido que um município a 300 quilômetros da costa, por exemplo, pode ser o único beneficiado pela exploração? Como ele pode ser considerado produtor?". Segundo ele, os recursos que a Petrobras utiliza são públicos e de todos os Municípios, "não são apenas daqueles mais próximos às reservas". 

Ziulkoski também adiantou que o próximo desafio dos prefeitos é lutar pela aprovação da emenda no Senado Federal. "Nós agimos democraticamente e conseguimos essa vitória na Câmara, agora vamos trabalhar pela aprovação na outra Casa", explicou. 


Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres

comentários

rsbarbosa40@...14/03/2010 @ 16h27
Parabéns ao prefeito Kerginaldo ! Quando se tem um espírito verdadeiramente público, não há crise que atrapalhe ou que seja desculpa pelo desempenho do prefeito. Infelizmente é isso que falta aos nossos políticos : a falta de ética, advindo daí todos os males e vícios que rondam as administrações públicas, como a desonestidade, o desinteresse em servir ao povo, dando-lhe o bem estar geral, que por sua vez, causam uma infinidade de malefícios À sociedade. Que todos se espelhem nesse prefeito, cercando-se de bons assessores para juntos, trabalharem em prol de uma sociedade mais justa, fraterna, feliz e livre da violência e criminalidade. Que Deus o abençõe.
jgasd@...14/03/2010 @ 10h27
Acredito que a divisão dos royalties do petróleo deverá ser dividido entre todos os Estados e Municípios mas claro que os municípios e os Estados produtores deverão ter uma participação maior no bolo já eles teram a obrigação de construir toda infraestrutura necessária para dar suporte ao complexo industrial e habitacional do projeto.
samirllago@...22/03/2010 @ 10h18
A diferença desse prefeito para os demais é que o dinheiro que vem destinado para obras, convênios e outros programas que são gastos nestes fins, sendo que a grande maioria ficam superfaturando notas e desviando essas verbas. O engraçado é que eles reclamam, reclamam, mas em todas eleições gastam orrores para continuarem no poder. Engraçado né?
Tribuna do Norte