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Política

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 08:34

Prefeito exonera 289 comissionados

Publicação: 22 de Outubro de 2010 às 00:00
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Após extrapolar o limite prudencial da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e de ser notificado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para readequar os gastos com o pagamento da folha de pessoal, o prefeito de Ceará-Mirim, Antônio Peixoto, resolveu exonerar 289 cargos comissionados e em gratificação. São 13 secretários municipais; 2 diretores (da Fundação Cultural Nilo Pereira e do Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto - SAAE); e 274 cargos de direção e assessoramento (CDA). Os salários dos funcionários demitidos variavam de R$ 500 a R$ 3,5 mil. 109 pessoas receberam uma gratificação complementar. A Prefeitura estima uma economia de aproximadamente R$ 300 mil/mês. A informação é do assessor de imprensa do município de Ceará-Mirim, Jorge Moreira.

Ele ressaltou, porém, que os secretários municipais devem atender ao pedido do prefeito Antônio Peixoto e permanecer nos cargos extra-oficialmente. "O prefeito pediu compreensão de todos os secretários que mesmo exonerados permanecem em suas pastas. Caso venha a ter alguma substituição as Secretarias ficarão organizadas". O assessor explicou ainda que a prefeitura está realizando um estudo e uma avaliação da atual situação, mas ainda não tem informação sobre normalização dos serviços.

Ontem, 49 prefeitos de diversas regiões do Estado discutiram o agravamento da crise financeira enfrentada pelos municípios e prefeituras. A maioria deles enfrenta dificuldades para pagar salários dos servidores e não terá recursos suficientes para pagamento do décimo terceiro salário. É crescente o número de prefeituras que já começaram a atrasar o pagamento dos funcionários e algumas já começam a adotar medidas drásticas, como é o caso da Prefeitura de Ceará-Mirim.

Sob a coordenação da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), os prefeitos voltarão a se reunir na próxima segunda-feira, 25, à tarde, em local a ser definidos. Os prefeitos, por intermédio do presidente da FEMURN, Benes Leocádio, convidarão os senadores e deputados federais do Estado para discutir saída para a grave crise financeira vivida pelos municípios.

"Trata-se do pior momento já vivido pelas prefeituras na história recente do municipalismo brasileiro", diagnosticou o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio. Ele citou como exemplo o município de Lajes, da qual é prefeito pela quarta vez. "É a primeira vez, em 13 anos anos de administração que como prefeito de Lajes me vejo obrigado, por absoluta falta de condições financeiras, a atrasar salários de servidores", revelou o prefeito. Números divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios mostram a gravidade da crise financeira que assola as prefeituras de todo o país.

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comentários

belox@...22/10/2010 @ 18h30
Me pergunto pra que tantos comissionados e assessores num municipio que deve ter umas 70mil pessoas e respondo-me: apadrinhamento, nepotismo, toma-lá-dá-cá, cabide de emprego. Um monte de gente sem fazer nada e um ajudando o outro nessa árdua tarefa. Quem acaba pagando por isso tudo é o contribuinte que fica paga muito imposto pra pagar salario de muita gente que não faz nada, não são todos, mas tem gente que se deixar de frenquentar o trabalho ninguem percebe. Esse negocio de colocar o primo do amigo, o sobrinho da vizinha, o irmão do colega, o tio do amiga da mãe pra fazer papel de bom moço com o dinheiro dos outros tem que acabar. Não é só em Ceara-Mirim que isso deva ocorrer, muitos outros terão esse mesmo fim. Só for pra ter assessor ou comissionado tem que ter limite que o municipio possa pagar e que trabalhe de fato.
portugal66@...05/11/2010 @ 21h51
QUANTO MAIS O TEMPO PASSA MAIS O POVO PÕE GESTORES INCOMPETES NOS CARGOS PÚBLICOS. ESSA ONDA DE DIFICULDADE FINANCEIRA É ANTIGA. NUNCA OUVI NENHUM PREFEITO RENUNCIAR POR DIFICULDADE FINANCEIRA NO SEU MUNICÍPIO. PELO CONTRÁRIO, VEJO MUITA DISPUTA PELO PODER, ÀS VEZES ATÉ MORTE. É TROLOLÓ, FACTÓIDE PARA RECEBER MAIS RECURSO. PODE POR MILHÕES NAS PREFEITURAS QUE OS PREFEITO VÃO DIZER QUE ESTÃO COM DIFICULDADES. DEIXAM DE CUMPRIR OS PROGRAMAS PRINCIPAIS (OS PILARES), PARA INVESTIR NOS PESSOAIS.
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