Prefeitura procura parceiros para financiar Carnaval 2010
Publicação: 09 de Janeiro de 2010 às 00:00
Um total de R$ 3 milhões. É esse o valor que a Prefeitura do Natal pretende investir no Carnaval 2010. Mas há um detalhe. Do montante, ainda não está definido quanto virá da administração municipal. De acordo com o presidente da Fundação Capitania das Artes (Funcarte), Rodrigues Neto, a previsão é de que sejam aplicadas verbas equivalentes às de 2009, cerca de R$ 1,5 milhão. O restante seria obtido junto à iniciativa privada.
"Entre as dificuldades que enfrentamos, logicamente a questão financeira é uma delas. Por isso o objetivo é fazermos um carnaval. não diria com 100%, mas pelo menos com 50% de investimentos da iniciativa privada. É isso que buscamos", reforça, afirmando que irá viajar este final de semana a Recife para dar início a conversas com empresas que estariam interessadas em patrocinar parte dos gastos da Prefeitura, durante o "Reinado de Momo", que este ano se inicia no dia 13 de fevereiro.
A programação da festa ainda não foi fechada. Rodrigues Neto garante, no entanto, que a agenda deverá estar pronta na próxima semana e que vão ser mantidos os mesmos polos do Carnaval 2009 (Redinha, Rocas, Centro Histórico, Ponta Negra e Alecrim). Os artistas locais terão prioridade e a vinda de nomes nacionais dependerá dos recursos obtidos junto à Prefeitura e, principalmente, à iniciativa privada.
"Os R$ 3 milhões que queremos contar ainda não são o ideal, mas já representaria uma quantia significativa e seria o dobro do ano passado (quando a Prefeitura teve de fazer cortes no orçamento do carnaval para repassar ao setor de saúde)", lembra. O presidente se mostrou otimista em relação aos patrocinadores e destacou que muitas empresas, como a Cosern e o Banco do Brasil, bancaram parte dos investimentos nos eventos do "Natal em Natal". "Há empresas com total interesse em patrocinar o carnaval, como as cervejarias e as marcas de refrigerante", citou.
Em relação às escolas de samba, Rodrigues Neto afirmou que o regulamento do desfile deste ano (novamente na Ribeira) está sendo discutido junto a quatro entidades que congregam as escolas de samba, tribos de índio e blocos carnavalescos. Um dos pedidos das entidades, rejeitado pela Funcarte, era de que todas as tribos desfilassem em um único dia, as escolas do grupo B em outro e as do grupo A em mais um. "Esse é o único impasse maior para fecharmos o regulamento."
Ele garantiu que as escolas de samba e tribos de índio receberão, pelo menos, os mesmos valores repassados no ano passado: R$ 12 mil para as escolas do Grupo A, R$ 10 mil para as do grupo B; e R$ 8 mil para as principais tribos de índio. "Acho que até o final do mês poderemos distribuir esse dinheiro", aposta. Segundo ele, as agremiações já estão realizando gastos que serão quitados por essa verba, em uma espécie de consignação. "Eles não estão tendo de esperar, pois não daria tempo", reconhece.
Quanto aos polos, também chamados de circuítos, Rodrigues Neto afirma que os detalhes ainda serão definidos, dependendo dos recursos obtidos, mas já há algumas certezas: "Para a Redinha, que é um dos polos mais tradicionais junto com as Rocas, vamos levar dois palcos, um para o Largo do Buiú e outro para a praça do Cruzeiro."