Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 24°Natal - 24°

Natal

Natal, 22 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 23:53

Primeiro lugar da UFRN é excluído

Publicação: 19 de Fevereiro de 2011 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

Carla França - Repórter

O primeiro lugar geral no vestibular 2011 da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Antônio Gomes da Silva Filho, foi excluído e não vai cursar Medicina. A Universidade alega que o estudante, de 21 anos, teria fraudado  o histórico escolar  para ser beneficiado pelo argumento de inclusão. O estudante nega que tenha cometido fraude e garante que todos os documentos apresentados são verdadeiros e que vai lutar na justiça pela vaga.

adriano abreuAntônio Filho diz que não usou de má fé nem fraudou documentoAntônio Filho diz que não usou de má fé nem fraudou documento
Um despacho do reitor Ivonildo Rêgo, do dia 17, determina, baseado no relatório da Comissão de Sindicância,  a exclusão do candidato, que segundo ele, 'omitiu gravemente o  fato de que cursara os ensinos fundamental e médio em rede privada, submetendo-se desnecessariamente aos exames supletivos em Instituição Pública para o fim de buscar o chamado argumento de inclusão, desrespeitando até mesmo as regras do edital'.

De acordo com o relatório da Comissão de Sindicância- instalada pela UFRN após  denúncia anônima- Antônio Filho concluiu os ensinos Fundamental e Médio em escola particular e 'parece ter utilizado de má fé' ao apresentar o documento de conclusão em escola de rede pública, na modalidade de  Educação de Jovens e Adultos (EJA) na 'tentativa de tomar para si uma condição de aproveitamento indevido', já que a universidade incluiu o EJA no argumento de inclusão.

Foi verificado ainda, que o estudante já fazia parte do quadro de alunos da UFRN ao ser aprovado no Vestibular 2009 para o curso de Odontologia. "Nessa ocasião o candidato informou à Comperve ter cursado os ensinos Fundamental e Médio em escola particular e que concluiu os estudos em 2006. No último vestibular (2011) ele declarou ter estudado em escola pública e disse  ainda que concluiu os estudos em 2010. Ele infringiu edital do processo, apresentando um histórico escolar que confirmava a conclusão de seus estudos pelo EJA, quando já havia concluído o ensino médio em uma escola particular", disse a vice-reitora da UFRN, Ângela Paiva.

Essa foi a primeira vez que a UFRN permitiu que estudantes do EJA fossem beneficiados com o argumento de inclusão. Antes, apenas os alunos do ensino regular da rede pública tinham direito ao argumento de inclusão. A Comissão de Sindicância constatou ainda que  Pedro Hugo Alves Fontes, também se utilizou desse procedimento e foi aprovado para o curso de Medicina através do argumento de inclusão. Outros quatro casos de irregularidades no uso do argumento de inclusão, também de estudantes do EJA, estão sendo investigados pela Universidade.

A reitoria da UFRN vai encaminhar o relatório da Comissão para os departamentos dos alunos que abrirão processo administrativo. Nesse caso os estudantes que possuem vínculo com a universidade poderão ter suas matrículas excluídas.

 O processo também será encaminhado ao Ministério Público, que investigará o caso. Isso porque de acordo com o relatório da Comissão de Sindicância, a conduta do aluno  é capaz de ser recepcionada pelo Código Penal Brasileiro por falsidade ideológica.

"A Universidade lamenta muito o ocorrido, principalmente no caso de Antônio Filho, que teria sido aprovado no vestibular de medicina sem a utilização do argumento de conclusão", disse a professora Ângela. Já Pedro Hugo, que é nosso aluno no curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, não passaria sem o argumento de inclusão.

Questionada sobre o porquê da Comperve ter fornecido o argumento de inclusão ao aluno, já que ele não tinha direito, a vice-reitora disse que a instituição avalia apenas os documentos entregados no ato da solicitação e não a vida pregressa do candidato.

"A Comperve acredita que há uma fé pública nos documentos apresentados pelos candidatos. Além disso, é impossível analisar documentos anteriores, já que temos um número alto de inscritos -este ano foram 28 mil pessoas. Na hora da inscrição todos os candidatos são iguais, o esperado é que eles usem de boa fé", justificou Ângela.

A vice-reitora disse ainda que esse fato isolado não compromete  a legalidade de todo o processo seletivo e aqueles que se sentirem prejudicados podem comunicar a Comperve, que o caso será investigado.

Argumento de inclusão

Argumento de Inclusão é um sistema de pontuação adicional, diferenciado, que toma como referência critérios sócio-econômicos e de desempenho dos candidatos da rede pública no processo seletivo (vestibular).

Constitui-se em uma ação transitória, objetivando ampliar o acesso dos alunos da rede pública que, mesmo apresentando um desempenho médio e acima deste no processo seletivo, colocam-se sempre em desvantagem em relação aos alunos da rede privada.

Procedimentos

O Cálculo do Argumento de Inclusão está baseado em um estudo que tomou como base dados da demanda e do desempenho dos candidatos da rede pública nos quatro últimos processos seletivos.

A aplicação dessa política no vestibular 2006 será dada pelo acréscimo do Argumento de Inclusão no cálculo do Argumento de Classificação de candidatos da rede pública.

Os Argumentos de Inclusão são definidos para grupos de cursos.

Estudante pode ter afrontado a Constituição

Diante da polêmica causada pela decisão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em excluir do Vestibular 2011 o estudante Antônio Gomes da Silva Filho, a TRIBUNA DO NORTE procurou um advogado para tentar esclarecer a questão.

De acordo com o advogado e mestre em Direito Constitucional, Paulo Renato Bezerra, qualquer pessoa que se utiliza do serviço público governamental com finalidade diferente da idealizada, com objetivo de obter pontuação extra em vestibular, acaba burlando a lei, ocupando uma vaga que poderia ser de quem realmente necessita concluir seus estudos e afronta a Constituição Federal.

"O argumento de inclusão existe claramente para oportunizar o acesso às Universidades Públicas de pessoas que estudaram em escolas públicas e, portanto, não conseguiram se preparar em pé de igualdade com os oriundos de escolas particulares. Aceitar uma dupla realização de ensino médio, sendo a segunda em escola pública apenas para que o benefício fosse concedido, é claramente desrespeitar até mesmo o princípio constitucional da igualdade", disse o professor.

Ainda segundo ele, a Constituição Federal, ao dispor que a lei estabeleceria o plano nacional de educação, claramente, no art. 214, intencionou que esta colaborasse com a erradicação do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar e a formação para o trabalho.

 E é com base nessa orientação (Lei nº 9.394) que as unidades federativas, dentro de suas competências, acabaram criando políticas públicas que visassem a erradicação do analfabetismo.

"Estudar em escola particular e, depois, cursar um supletivo em escola pública para obter o benefício da pontuação extra, é burlar a intenção da própria política de inclusão. É tratar desigualmente. Mas como não houve julgamento ainda, vamos aguardar o posicionamento do Judiciário", analisou Paulo Renato.

bate-papo - Antônio Filho » estudante

A UFRN afirma que você fraudou alguns documentos para ser beneficiado pelo argumento de inclusão. Isso é verdade?

Não! Eu não fraudei nenhum documento. Eu apenas procurei o Ensino para Jovens e Adultos tentando refazer o meu ensino Fundamental e Médio porque em 2006 eu terminei os meus estudos, mas foi um ano muito conturbado. Eu estudava em Natal e tive que ir para Goianinha, nesse período eu perdi quase que completamente o ano. Tive muita dificuldade, inclusive estava totalmente desestimulado, achando que não iria passar. E mesmo estudando apenas dois meses consegue passar no vestibular de Ciências Contábeis.

Você cursou o EJA em qual escola? E na escola eles não verificaram se você já tinha concluído o Ensino Médio?

Fiz o EJA na Escola Reginaldo Teófilo e em nenhum momento foi indagado, eu apenas preenchi o documento com meus dados pessoais e fui fazer normalmente como qualquer aluno.

Quando você entregou o documento na Comperve houve alguma recusa ou questionamento?

Eu  entreguei essa documentação à Comperve antes do vestibular. Ela teve tempo de analisar porque eu entreguei os documentos no dia 28 de setembro e no dia 03 de janeiro de 2011 eles me entregaram o documento informando que eu tinha direito ao argumento de inclusão. Mesmo eles já tendo o meu certificado da escola particular porque eu passei em outros cursos da UFRN, a Comperve aprovou o meu benefício do argumento de inclusão.

Você deixou de fazer algum vestibular depois de ter recebido o resultado da UFRN?

Não fiz a 2ª fase do vestibular da Universidade da Paraíba para Medicina -fui aprovado na 1ª em 53º lugar  - porque já tinha saído o resultado da UFRN. Como passei na Universidade do meu estado, devido ao prestígio e também para não tirar a vaga de ninguém, preferi não fazer a outra etapa. Na UFCG eu passei pela nota do Enem, mas não fiz a matrícula lá porque já estava matriculado na UFRN. Em nenhum momento a Universidade impediu que eu fizesse o cadastramento e a matrícula.

Você está com a consciência tranquila? Você cometeu algum tipo de fraude?

Em nenhum  momento o edital diz que isso é fraude e que eu posso ser eliminado. Entreguei a documentação antes do vestibular. E eu poderia ter passado sem o argumento de inclusão. É por isso que eu quero brigar pela vaga. O que me interessa não é o primeiro lugar até porque passar em Medicina seja no 1º ao 100º já é um mérito. Eu estou há três anos estudando intensamente para passar em Medicina, é muito sacrificante.

Você pretende recorrer da decisão da UFRN? Como sente depois de tudo?

Com certeza. Estou procurando meu advogado para entrar na justiça. Eu me sinto altamente constrangido porque não fui comunicado da decisão da UFRN. Foram direto a imprensa antes de comunicar. Isso me deixou constrangido. Como é que eu vou encarar meus amigos, minha família, a sociedade depois dessas acusações.

Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres

comentários

delongas@...20/02/2011 @ 14h29
Mania que brasileiro tem de querer levar vantagem em tudo. BEM FEITO!!!
tiagodbarros@...19/02/2011 @ 21h08
é isso que dá! ter esse tipo de discriminação com o resto dos candidatos, todo e qualquer tipo de cota chama-se (politicagem), os políticos deveriam se preocupar em oferecer a população um ensino digno e não ficar fazendo esse tipo de política. argumento de inclusão só poderia dar nisso. espero que o ministério público do rn observe essa prática que dá margem a fraudes como essa.
riciellecardoso@...19/02/2011 @ 19h26
Pelo que li e entendi, o rapaz se contradisse na entrevista. E o melhor de tudo é que agora ele se sente "constrangido".
carotaba@...20/02/2011 @ 02h21
OBSERVAMOS QUE NA VIDA EXISTEM OS "INTELIGENTES" E OS "ESPERTOS", TAMBÉM DENOMINADOS DE "SABIDOS". NEM SEMPRE A VIDA RESERVA SUCESSO AOS INTELIGENTES E QUASE SEMPRE OS ESPERTOS SE DÃO BEM. A ESPERTEZA DESTA VEZ MACULOU UMA CONDIÇÃO ALMEJADA POR TODOS QUE ENFRENTAM ESTA EMPREITADA. "INTELIGENTE" OU "ESPERTO/SABIDO"? TIREM SUAS CONCLUSÕES. EU JÁ TENHO A MINHA!!!!!
joserrilucena@...19/02/2011 @ 18h07
Desde cedo que eu achava que a UFRN havia se precipitado na informação e tomada de decisão quando da exclusão de vestibulando de Medicina (2011). Daí, cometeu uma injustiça e criou o dano moral à imagem do cidadão; poderá ter que reintegrá-lo ao curso e ainda pagar uma indenização pela exposição negativa da imagem, com acusação de crime de faldidade ideológica (art 299 Código Penal) e estelionato (art 171 Código Penal - sob minha ótica, crime contra o patrimônio público) - isso sem falar na Escola onde ele estudou, pois a acusação denigre o nome da instituição e de seus profissionais. Depois dessa, eu sendo o estudante, iria cursar Direito ao invés de Medicina... porque este processo vai durar mais que os dois cursos juntos.
alexandre.honorio@...19/02/2011 @ 16h59
Simples. Encare seus amigos, família e sociedade pedindo desculpas por ter tentado ludibriar, burlar e obter vantagens recorrendo a um regime de inclusão criado para ajudar aqueles que, diferentemente de apaniguados e bem servidos como você, não tiveram a oportunidade de ter sua educação conduzida em uma escola particular. Não gostou da decisão da UFRN? Faz tua matrícula em um "vestibular" das faculdades particulares locais e deixa de balela...
cleidiane.mendes@...19/02/2011 @ 17h06
Imagina se essa moda pega? O que vai ter de filhinho de papai que estudou em escola privada fazendo EJA... Constrangido ficamos nós em vermos uma atitude dessas, é melhor passar a régua. E se a justiça conceder ganho de causa vai abrir "brecha" para outros tantos!! Tenta de novo na Paraíba.
melmaravilha1000@...19/02/2011 @ 14h16
Sabidinho esse menino... Em relação ao argumento de inclusão, o governo deveria era melhorar o ensino fundamental e médio.
gilson.medeiros@...19/02/2011 @ 13h45
Muito questionável essa "desculpa" do rapaz... quem já viu ir fazer EJA para "reforçar" o aprendizado que ele julgou prejudicado na escola particular? O mais óbvio não seria procurar um cursinho preparatório?! Acredito que o Judiciário não vai engolir essa.
viviannefreitas@...19/02/2011 @ 19h03
Valeu boyyyyyyyyyyy, muito pawwwwwwwwwwwwww!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...
marialeuca@...19/02/2011 @ 12h20
O que esse jovem fez, é o que vários alunos da classe média vem fazendo. Além de ter estrutura familiar, recursos, alimentos, acesso a livros, ainda se utiliza de artimanha feia, sem postura e sem qualquer ética. Aproveitar-se de programas sociais para tomar a vaga de pessoas que enfrentam inúmeras dificuldades, de fato, para ter acesso até mesmo, ao mínimo, alimentação, saúde e educação. Usar da argumentação de que para "recuperar o ano de estudos supostamente perdido, teria feito o Ensino para Jovens e Adultos para refazer o ensino fundamental e médio". É no mínimo ridículo e mostra mais ainda que tratou-se de ludibriar o processo seletivo da UFRN. Espero que a Universidade realmente indefira sua vaga e que as Unidades Escolares que trabalham com EJA, também sejam mais cuidadosos na hora de conhecer seu aluno, sabemos muito bem o perfil do aluno que freqüenta a EJA estadual. E espero, sinceramente, nunca precisar dos trabalhos médicos de Antônio Alves. Imagine o profissional que não exerce da ética?
nepomuceno.natalia@...19/02/2011 @ 11h58
Uma dica: comecem a apurar os estudantes aprovados na UERN em Medicina tmb. Irão se surpreender.
argemiro.medeiros@...19/02/2011 @ 19h55
Isso só prova que os primeiros lugares da UFRN, entram com ajuda de argumento e deixando os alunos não pelos seus méritos.
thathi_costa@...19/02/2011 @ 11h31
Historinha pra boi dormir, como se diz no interior. Quer dizer que ele faz mal o 3º ano do ensino médio e vai repetir, num supletivo de escola pública, para cobrir esta deficiência, desde o ensino fundamental??? Meu Deus, que afronta à inteligência humana. Por que não fez só cursinho?? Além do que, se estivesse tão despreparado assim não teria passado em mais dois cursos dentro da mesma instituição. É lógico que usou de má fé para se beneficiar do argumento e deve mesmo ser eliminado e responder pelos seus atos, que são no mínimo anti-éticos e imorais. Precisamos dar um basta nesses espertalhões que gostam de se dar bem passando a perna nos outros!!
kidbbbb6@...19/02/2011 @ 12h57
CADEIA NELE !!! É impressionante a capacidade que se tem de tentar burlar a lei. O famoso "jeitinho brasileiro". Parabéns a UFRN por não permitir essa injustiça.
paulorosgt@...19/02/2011 @ 14h33
Rigor aos pequenos e aos grande e o direito de defesa. Tolerância zero aos servidores que fazem greve e prejudica a população. aos políticos que tenham enriquecimento ilícito, as regras de transito, quem joga lixo na rua e etc
pedromeirelles@...19/02/2011 @ 10h12
É o velho jeitinho brasileiro em que todo mundo tenta levar vantagem a qualquer custo. Espero que o Judiciário não premie esse indivíduo, obrigando a Universidade a aceitá-lo nos seus quadros. Um médico sem escrúpulos não é médico. Se o cidadão faz isso antes de entrar na Universidade, imagine o que não fará para ganhar "unzinho a mais" do SUS? LIÇÃO NELE!
eneasdias@...20/02/2011 @ 12h08
Um jovem que se inicia no meio academico atraves de artificios não éticos, que profissional sera? A UFRN, agiu acertadamente e deve dar exemplo a sociedade.
marceloscarf@...19/02/2011 @ 09h35
Pelas palavras do próprio, parece que o calouro se utilizou de manobra supostamente ilegal para ter alguns pontos a mais no seu argumento de inclusão. O Judiciário tem que ser muito prudente, caso contrário criará precedente que vai estimular outras pessoas a utilizar o mesmo expediente. O interessante é que o ex-aprovado parece ser veterano no quesito participação em vestibulares, já que foi noticiado incessantemente pela imprensa que ele prestou provas em quatro ocasiões anteriores e em nenhuma delas obteve aprovação para o curso de Medicina. Isso pressupõe que a cada frustração a vontade de passar pode ter ultrapassado alguns limites morais e legais. As vezes o "jeitinho" pode custar caro.
zalkind_tw@...19/02/2011 @ 09h30
Antes q começem a falar mal aqui do aluno, quero tomar a sua defesa. É claro (quem é q não sabe?) que o garoto deu a famosa "pelezada". Ora, quem é o otário que nunca utilizou a inteligência a seu favor no Brasil? A propósito, quem mais sabe fazer isso são os advogados. Estão querendo comparar o garoto a um político corrúpto do nível de gente graúda cujo nome não vou citar. Pelo que vi nas matérias, é bastante provável q a Comperve tenha permitido a "pelezada" do garoto, mas se o fez, cometeu um erro bem maior, pois criou para o vestibulando a espectativa de um direito garantido. E a Comperve, com a palavra os concurseiros, costuma dar certas "mancadas" em concursos. Portanto, o garoto não é nenhum bandido perigoso, embora a mídia possa acabar trazendo essa imagem q, por sinal, poderá até mesmo comprometer o futuro de um jovem talento. O garoto fez o q o sistema permitiu, somente. E por favor não venham aqui os falsos moralistas quererem detonar o adolescente pq quem mais acusa é quem mais tem do q se defender. Todo homem é safado: trai a mulher, portanto, corruptível. Todo mundo tem seu preço. Deixem de falar besteira pq aki não tem nenhum idiota não.
william_sro@...19/02/2011 @ 09h25
Acho que o rapaz aí errou, até porque nem precisava do argumento de inclusão para entrar. Mas o erro maior é deste sistema de inclusão imperfeito. Estudei em escola pública e pessaei em Medicina em terceiro lugar no primeiro vestibular. Então para quem quer nã há necessidade de inclusão. Principalmente com o absurdo aumento de 10% no argumento, o que fez o estudante subir do 80 para 1. E pior: a Comperve só descubriu o fato porque houve uma denúncia anônima. Quantos outros não "falsificaram" a inclusão? O vestibular com concorrência livre é a forma correta de manter o bom nível dos universitários e dos profissionais do futuro. O nível já está deixando a desejar hoje, imagine com estas mudanças. E lembrar que a concorrência não termina com o vestibular: vão criar inclusão para entrar em residência também, nos concursos?
washingtommelo2011@...19/02/2011 @ 09h27
parece que já está no sangue de nós brasileiros, pôxa antónio se você conhece mais do que niguém o seu "potencial" pra que usar desses artificios? e agora burlou a lei está fora da ufrn tirou a vaga de alguém, decepcionou pais e amigos. será que valeu a pena?
boriscasoy75@...19/02/2011 @ 08h49
O CARA FEZ O ENSINO MÉDIO NA PARTICULAR E FEZ DE NOVO EM UM SUPLETIVO E PASSOU EM 1º LUGAR NA UFRN E EM MEDICINA E A UFRN QUER TIRAR O CARA POR CAUSA DE QUE???? TÁ DE SACANAGEM NÉ? O rapaz já era aluno de odonto e agora é de medicina, alguém tem dúvida da capacidade do rapaz!!?? vamos parar de hipocrisia!!!!!!! isso é uma prática comum pra quem quer cursar uma faculdade particular pelo PROEDUC, todo mundo faz isso; Não adianta condenar o rapaz pq além de competente ele foi esperto por encontrar uma brecha no edital, o problema não é dele, o problema está no edital. Quem se beneficia com esses argumentos de inclusão é tão somente os alunos do IFRN e SÓ.
kripthoni@...19/02/2011 @ 08h39
Isto quer dizer que se não fosse uma denúncia anônima (como menciona na matéria) o referido sujeito teria logrado êxito no seu intento, o que seria uma falha grave da instituição de ensino além de ser injusto para com os demais colegas - concorrentes. Espero que este caso sirva de lição para a universidade e também para aqueles semelhantes que pretendem concorrer ao vestibular pensando em utulizar a famosa "Lei de Gerson" (aquela famosa lei o ex-jogador de futebol).
faafernandes@...19/02/2011 @ 07h45
O nome que se dá a isso é má-fé. Ele tentou enganar as pessoas que tiveram uma formação igual a dele(escola particular) e tentou enganar quem teve uma formação deficitária obtida em escola pública. É uma pena. É capaz. Inteligência ele tem de sobra. A atitude dele com essa farsa demonstra isso. Ele acha que mostrar esses "documentos" prova que cursou em escola pública. Na realidade a formação dele é mais completa e não vai um pedaço de papel que vai desfazer isso.
cyrocesar@...19/02/2011 @ 16h35
Bom sinceramente, concordo que tal aluno seja EXCLUIDO de cursar Medicina, pois existem determinados pre-vestibulandos que cursam o pre vestibular na modalidade de "Ouvintes", existe tbm os que procuram os cursinho isolados, ou professores particular!! Porque tal aluno declarou ter estudado em escola publica, SE ELE ANTERIORMENTE HAVIA TERMINADO O ENSINO MEDIO EM ESCOLA PARTICULAR??? Isso para mim, como tambem estudante, fere o principio da "Igualdade", e a conduta pode ser tipificada como "FALSIDADE IDEOLOGICA"!! Acho q isso e desmerecer o esforço de quem realmente estuda dedicadamente por uma vaga na UFRN! Outra... Creio eu, ter sido PURA MÁ FÉ, a conduta desse estudante!! Oque nao se encontra no no Edital da UFRN, observa-se na LEI. NAO HA JUSTIFICATIVAS Para voce meu amigo: Falsidade ideológica, de acordo com CODIGO PENAL Art. 299. Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, crear, obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, de um a dez contos de réis, se o documento é público, e reclusão, de um a três anos, e multa, de quinhentos mil réis a cinco contos de réis, se o documento é particular. Parágrafo único. Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registo civil, aumenta-se a pena de sexta parte.
novealysson@...19/02/2011 @ 02h58
BOA PELEZÃO!!! essa historia não justifica mano..... no ULTIMO ano do medio ele mudou de ciade e quase perdeu o ano por causa disso, ai precisaria repetir TUDO?? pra compensar o ultimo ano?? inclusive o ensino fundamental?? CONTA OUTRA!! Pelezão!!! se fu.... pra deixar de ser mané!!
maxhist@...19/02/2011 @ 03h11
A intenção do aluno pode ter sido até boa em refazer seu ensino fundamental e médio pela modalidade da EJA, todavia, seu grave erro, foi ter utilizado o certificado deste ensino para o Vestibular. Outrossim, não é permetido por Lei o aluno que já concluiu o ensino fundamental ou médio, matricular-se novamente nestes mesmos niveis de ensino. Acredito que dificilmente, mesmo sem o argumento de inclusão, o referido aluno não consiga sua vaga na UFRN, por prestação de falsas informações, o que invalida sua inscrição. Bom, fica a decisão do Juíz em ponderar sobre o erro da UFRN em divulgar este caso na internet e jornais e o erro do aluno por falsas informações.
phcrust@...19/02/2011 @ 20h06
Bem bestinha esse aí. Com essa carinha de abestado, tomando a vaga dos outros e querendo passar a perna numa instituição federal! Se pro vestibular de medicina esse rapaz foi capaz de fazer isso, imagina quando for médico?! Se concluiu pelo EJA em instituição pública, pq declarou em 2009 que tinha terminado em escola particular? Agora crie vergonha nessa sua cara bestinha, estude e tente entrar como homem, seu moleque!!! E ainda vai brigar na justiça!!! Cara de pau...
cotov@...22/02/2011 @ 16h58
Parabéns ao brilhante sistema de cotas da UFRN!! Desde 2006 causando transtornos e beneficiando apenas os estudantes do IFRN.
ajax-28@...04/03/2011 @ 16h06
Constrangido fico eu por ser de Goianinha, uma cidade que tem um índice de aprovação altíssimo todos os anos no Vestibular da UFRN. Realmente desnecessária essa atitude impensada desse rapaz que só envergonha a todos os estudantes da Goiana Pequena.
trigueiroosvaldo@...23/02/2011 @ 21h27
na verdade, acredito que esse seu diploma do eja, não tem o menor valor, pois o que vale realmente é a sua primeira conclusão. só se faz um segundo curso médio, em casos de quem tem curso técnico e quer o médio tradicional e vice e versa; no caso ele só fez o eja para se beneficiar, da taxa de inclusão. qto a consciência limpa, isso é balela, pois ele sabia o que estava fazendo, e que não era a coisa mais correta, isso ele sabia sim. outra coisa, alegar que esta constrangido, e o cara que passou o ano todo estudando e perdeu a vaga para ele como está? pague pelo erro, se tivesse feito da forma correta, estaria na ufrn; errou pagou.
iraniribeirosilva@...02/03/2011 @ 15h22
Acredito em vc toinho, pois sei da dificuldade e força de vontade e toda ajuda de sua família para que vc conseguisse realizar este sonho. Não desista vá em frente, pois essa será mais uma vitória em sua vida.
Tribuna do Norte