A Petrobras fechou o ano passado com uma queda de 22,74% na produção de gás, no mar do Rio Grande do Norte. Os dados foram divulgados ontem pela estatal e mostram um recuo no volume diário produzido de 611 mil metros cúbicos para 472 mil metros cúbicos.
Em terra, houve redução de 5,48%, com o volume passando de 748 mil metros cúbicos/dia para 707 mil metros cúbicos/dia. De forma global, a produção de gás recuou 13,30% no estado, ficando na casa dos 1.179 mil metros cúbicos por dia.
Procurada ontem pela reportagem, a Petrobras disse que responderia nesta quarta-feira aos questionamentos enviados por e-mail.
No caso do petróleo, a companhia registrou elevação de 1,10% no Rio Grande do Norte. O aumento foi puxado pela produção em terra, área em que o RN está no topo do ranking como maior produtor brasileiro. A produção em terra cresceu 2,30%, mas no mar houve recuo de 6,49%.
Na última segunda-feira, a Petrobras anunciou quedas históricas tanto na produção quanto no lucro líquido, no Brasil. Os resultados apresentados foram os piores desde 2004 e a tendência para este ano não é favorável, de acordo com a presidente da companhia, Graça Foster.
HISTÓRICO
No caso do Rio Grande do Norte, uma reportagem publicada em janeiro na TRIBUNA DO NORTE já mostrava o declínio não só na produção, mas também no consumo de gás no estado, em razão de fatores como o aumento de preços.
O RN, de acordo com o texto, foi o segundo estado brasileiro que mais produziu gás natural no mar no ano de 2000. Entre 2000 e 2011, no entanto, caiu quatro posições no ranking de produção no mar e amargou a sexta colocação, entre os estados produtores.
No ranking que considera tanto a produção no mar quanto em terra, o RN ficou numa posição ainda mais desconfortável: o 7º lugar, no caso do gás. Foi ultrapassado por Sergipe e Espírito Santo, estados que não produziam nem 70% do que o RN produzia há 12 anos.
Nos últimos anos, a produção de gás natural no estado caiu quase pela metade e o consumo recuou 34,62%. As reservas também encolheram. Em relação ao consumo, um dado que ajuda a mostrar a desaceleração do mercado é a redução do número de empresas que convertem veículos para abastecer com o combustível. O número de convertedoras caiu de 32 para seis, entre 2002 e 2012, no RN.
Sobre a produção e as reservas, a Petrobras afirmou na ocasião que “investe continuamente na prospecção exploratória de novas reservas de gás para manter e ampliar sua produção no RN” e justificou que a Bacia Potiguar é uma bacia madura (que produz menos).
A Potigás, companhia responsável pela distribuição de gás canalizado no RN, por sua vez, vem negociando com a Secretaria Estadual de Tributação a redução de IPVA para os veículos que utilizam gás natural em todo o estado. O objetivo é dar fôlego ao uso do combustível. Um projeto de lei nesse sentido está em tramitação na Assembleia Legislativa. A companhia também pretende dar bônus aos motoristas que comprarem um carro de fábrica com gás natural ou converterem o carro para o GNV.
Em terra, houve redução de 5,48%, com o volume passando de 748 mil metros cúbicos/dia para 707 mil metros cúbicos/dia. De forma global, a produção de gás recuou 13,30% no estado, ficando na casa dos 1.179 mil metros cúbicos por dia.
Procurada ontem pela reportagem, a Petrobras disse que responderia nesta quarta-feira aos questionamentos enviados por e-mail.
No caso do petróleo, a companhia registrou elevação de 1,10% no Rio Grande do Norte. O aumento foi puxado pela produção em terra, área em que o RN está no topo do ranking como maior produtor brasileiro. A produção em terra cresceu 2,30%, mas no mar houve recuo de 6,49%.
Na última segunda-feira, a Petrobras anunciou quedas históricas tanto na produção quanto no lucro líquido, no Brasil. Os resultados apresentados foram os piores desde 2004 e a tendência para este ano não é favorável, de acordo com a presidente da companhia, Graça Foster.
HISTÓRICO
No caso do Rio Grande do Norte, uma reportagem publicada em janeiro na TRIBUNA DO NORTE já mostrava o declínio não só na produção, mas também no consumo de gás no estado, em razão de fatores como o aumento de preços.
O RN, de acordo com o texto, foi o segundo estado brasileiro que mais produziu gás natural no mar no ano de 2000. Entre 2000 e 2011, no entanto, caiu quatro posições no ranking de produção no mar e amargou a sexta colocação, entre os estados produtores.
No ranking que considera tanto a produção no mar quanto em terra, o RN ficou numa posição ainda mais desconfortável: o 7º lugar, no caso do gás. Foi ultrapassado por Sergipe e Espírito Santo, estados que não produziam nem 70% do que o RN produzia há 12 anos.
Nos últimos anos, a produção de gás natural no estado caiu quase pela metade e o consumo recuou 34,62%. As reservas também encolheram. Em relação ao consumo, um dado que ajuda a mostrar a desaceleração do mercado é a redução do número de empresas que convertem veículos para abastecer com o combustível. O número de convertedoras caiu de 32 para seis, entre 2002 e 2012, no RN.
Sobre a produção e as reservas, a Petrobras afirmou na ocasião que “investe continuamente na prospecção exploratória de novas reservas de gás para manter e ampliar sua produção no RN” e justificou que a Bacia Potiguar é uma bacia madura (que produz menos).
A Potigás, companhia responsável pela distribuição de gás canalizado no RN, por sua vez, vem negociando com a Secretaria Estadual de Tributação a redução de IPVA para os veículos que utilizam gás natural em todo o estado. O objetivo é dar fôlego ao uso do combustível. Um projeto de lei nesse sentido está em tramitação na Assembleia Legislativa. A companhia também pretende dar bônus aos motoristas que comprarem um carro de fábrica com gás natural ou converterem o carro para o GNV.