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Economia

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 10:19

Produção no mar é esperança

Publicação: 05 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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A Petrobras aposta na aquisição de novas áreas para alavancar a produção petrolífera do Rio Grande do Norte. A estatal busca novas oportunidades exploratórias no RN, mas deverá adquirir novas áreas apenas na próxima rodada de leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Alex RégisA exploração em águas profundas é uma das apostas da petrobras para reforçar a produção. a estatal também planeja adquirir novas áreas no estado, em leilão que será promovido pela anpA exploração em águas profundas é uma das apostas da petrobras para reforçar a produção. a estatal também planeja adquirir novas áreas no estado, em leilão que será promovido pela anp

Com mais sondas, a Companhia pretende intensificar a exploração e produção este ano. Doze sondas, já contratadas, devem começar a perfurar em 2012. A estatal espera perfurar 66 poços exploratórios no mar. Destes, 18 serão perfurados na Bacia de Santos, 16 na Bacia de Campos, 11 na Bacia do Espírito Santo, nove em Sergipe, cinco na margem leste, sendo três na bacia Potiguar.

A exploração em águas profundas - que poderá ajudar a reforçar a produção e é inédita no estado - deve sair do papel em 2012, de acordo com Luiz Ferradans Mato, gerente geral da unidade de operações de exploração e produção do RN e Ceará. O navio sonda já foi locado, mas a dificuldade em obter licenciamento ambiental atrasou os planos da estatal.

O Plano de Negócios 2011-2015 prevê investimentos de US$ 13,2 bilhões na área de Gás e Energia em todo o país.

Dados divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostram que a produção nacional de petróleo e gás atingiu no ano passado o maior volume da história. Em 2011, foram produzidos no país 768 milhões de barris de petróleo e 24 bilhões de metros cúbicos de gás natural. Os números são recorde, segundo a ANP, e correspondem à produção de 919 milhões de barris de óleo equivalente (boe). O resultado representa um aumento de 2,5% em relação à produção de 2010 de petróleo e de 4,9% sobre a de gás natural.

Tempo reduz "força" da produção

Segundo a Petrobras, vários fatores interferiram na curva de produção do Rio Grande do Norte na última década. "O principal deles é o tempo de produção dos campos de petróleo do estado". A maioria dos poços potiguares tem mais de 30 anos. Canto do Amaro, campo com o maior número de poços no país, por exemplo, completou 20 anos.

"É natural que uma jazida como essa diminua a produção", justifica Doryan Filgueira, especialista em petróleo e gás e coordenador da Redepetro RN, que congrega micro e pequenas empresas da cadeia do petróleo. Para brecar a queda, a estatal começou a investir na recuperação dos poços. Entre os investimentos realizados  estão os voltados a instalação dos projetos de injeção contínua de vapor nos campos de Estreito e Alto do Rodrigues, de injeção de água no Canto do Amaro e Ubarana, e o investimento em perfuração de novos poços no campo de Serra. 

O aporte, segundo a estatal, já produz resultados. A média de produção diária de petróleo no RN atingiu 62.199 barris em 2011. O volume foi 1,08% maior que o produzido em 2010. Para a estatal, os números indicam uma retomada do crescimento na curva de produção.

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