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Vestibular UFRN

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 08:34

Professor dá dicas sobre o que priorizar em Geografia

Publicação: 12 de Outubro de 2011 às 00:00
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Há pouco mais de um mês para o vestibular da UFRN, o professor de Geografia do CEI Colégio e Curso Diego Riogrande dá dicas de quais assuntos priorizar nessa fase final de preparação. As questões que dão acesso a uma das 6.209 vagas da UFRN, têm-se configurado pela associação de temas. Assim como já acontece no Enem, a interdisciplinaridade tem espaço garantido e estar atualizado e conseguir lincar assuntos na prova de geografia poderá ser o diferencial entre os candidatos.

DivulgaçãoUniversidade federal sempre cobra conhecimentos sobre espaço geográfico potiguar, alerta DiegoUniversidade federal sempre cobra conhecimentos sobre espaço geográfico potiguar, alerta Diego
Nas últimas edições do Vestibular da Federal do Rio Grande do Norte, lembra o professor que é geógrafo e especialista em Educação Ambiental e Geografia do Semiárido, os assuntos de geografia física e geografia humana aparecem articulados. Dessa forma, é preciso estar atento às questões que envolvam estes dois aspectos.

Mas como pode ser cobrado? Associando conhecimentos. Ou seja, temas relacionados  à geologia podem aparecer aliados à economia e à hidrologia, da seguinte forma: a ocorrência de bacias sedimentares está associada às atividades de exploração dos combustíveis fósseis no Brasil e no mundo, assim como à presença de grandes aquíferos: o Guarani e o Alter do Chão.

A temática Climatologia, por sua vez - por meio das chuvas frontais (mPa- massa polar atlântica + mTa- massa tropical atlântica) - surgiria relacionada às tragédias socioespaciais ocorridas em Alagoas e Pernambuco, no Nordeste do Brasil.

Diante dessa abordagem intradisciplinar (Geografia Física e Humana), o Vestibulando precisa também compreender os conhecimentos de Cartografia - como coordenadas geográficas, movimentos da Terra e estações do ano, fusos horários, escalas e sensoriamento remoto - para articulá-los com os acontecimentos socioeconômicos e ambientais do espaço geográfico. De modo mais prático: a agricultura de precisão tem utilizado a combinação GPS/SIG- Sistema de Informações Geográficas-, usando mapas digitais com informações sobre a fertilidade dos solos, o que amplia e aperfeiçoa o agronegócio no país.

"É necessário o olhar especial do candidato em relação às questões que trabalhamos binômio industrialização-urbanização, em escala global e nacional, sempre atentando aos impactos socioambientais causados", ressalta Diego Riogrande.

O professor chama atenção ainda para as questões acerca das dinâmicas demográficas, isto é, os movimentos verticais (crescimento vegetativo) e movimentos horizontais (processos migratórios), assim como para as alterações nas pirâmides etárias.

Questões envolvendo Energia e Meio Ambiente, paralelamente à produção agrícola e suas relações com os conflitos armados no mundo, enfatiza ele, "não podem ficar de fora de seus estudos nessa reta final de preparação".

Tradicionalmente, a prova objetiva e discursiva da UFRN tem cobrado conhecimentos acerca do espaço geográfico potiguar. Sem perder a visão integrada dos aspectos físicos e humanos citados, é fundamental que a compreensão do Rio Grande do Norte no contexto dos investimentos nacionais e internacionais. Nesse sentido, o professor aposta no tema de cenário econômico atual, com questões referentes a Petrobras no estado, frutas tropicais e atividades agrícolas, a pesca da lagosta, do atum e do meca, assim como o turismo religioso, com destaque para o monumento à Santa Rita de Cássia, em Santa Cruz, na mesorregião agreste potiguar. além de novos projetos, como a termoelétrica Termoaçu, a Energia Eólica, o Programa do Leite e a fábrica de barrilha).

Para fazer bonito na hora de responder às questões discursivas de geografia, o aluno precisa se voltar ao "comando de questão", ou seja, à ordem verbal. "O erro mais comum é o aluno que cita, aponta, ao invés de comentar, quando a ordem verbal é esta última", alerta.

Outra desatenção se dá sobre a escala geográfica de análise. A questão diz: Por que se torna inviável expandir os padrões de consumo dos países desenvolvidos a todos os habitantes do planeta? Nesse caso, explica o professor, "a escala geográfica de análise é global (países desenvolvidos - habitantes do planeta). Você não deverá responder a essa questão se referindo a um ou outro país em específico, nem a determinado grupo de pessoas, mas sim, abrangendo a visão do todo.

Usar os termos e expressões técnicas utilizados na Geografia também faz a difrença. Então, nada de escrever "areia dentro do rio que causa entupimento", mas sim, "sedimentos no curso fluvial que provocam assoreamento", tampouco se refira de forma superficial ao Cerrado como sendo "uma área rica em natureza e muito destruída". Prefira se referir ao Cerrado como um "hotspot de biodiversidade, um bioma com elevada riqueza e variedade de vida, mas com alto grau de devastação".

Nesta etapa anterior à realização das provas, o professor lembra da importância em acreditar nos estudos, confiar na equipe de professores que o acompanha e o orienta, e crer que é possível e necessário superar as adversidades e barreiras encontradas pelo caminho. "Lembre-se de que o dia da prova é a hora da verdade, mas não só para você; é para todos. Ansiedade e nervosismo não são características apenas suas. Também não conheço jogador que vença sem ter vontade de jogar! O vestibular é um jogo. Conheça as regras e sucesso!", conclui.


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