Quebra de sigilo pode ter sido tucanos
Publicação: 03 de Setembro de 2010 às 00:00
A investigação sobre a violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato José Serra, atribuída a "aloprados" do PT, pode revelar a surpresa de ter sido obra dos próprios tucanos. Na época, setembro de 2009, havia uma guerra interna pela indicação do PSDB para a disputa presidencial. Aliados de Aécio Neves atribuíam à turma de Serra a produção de dossiês contra o então governador de Minas. E vice-versa.
Sem retorno
As seqüelas da "guerra" Serra x Aécio impediram a aliança entre eles. Veio a vingança: o mineiro deixou o paulista pendurado na brocha.
"Eu tinha medo de envergonhar a minha mãe"
Presidente Lula ao lembrar a infância pobre, explicando por que não roubava maçãs
Poço de mágoas
Após abandonar a disputa interna, Aécio não escondia sua mágoa com o estilo Serra de atropelar adversários. Roseana Sarney que o diga.
PE na frente
É lei em Pernambuco o que o Senado quer tornar nacional: a eunatásia de animais de rua será substituída por esterelização ou adoção. A lei é do deputado André Campos (PT), irmão do falecido Carlos Wilson.
Sujou geral
Entre os ficha-suja TRE-SP, além de Paulo Maluf, constam o candidato mais rico do Brasil, o ex-prefeito de Osasco Francisco Rossi, e o ex de Catatanduva, Feliz Sahão (PT), que atua no ministério das Cidades.
Picadeiro Brasil
Palhaço, que nada. Tiririca é um sábio: alguém imaginou que pior não pode ficar depois de mais uma violação de sigilo fiscal na Receita?
Vovô Cristovam
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), de cuja reeleição ninguém duvida, teme perder o voto da filha, que pode dar à luz no dia 3. Por escolha dos pais, a menina vai se chamar Marina. Dilma, nem pensar.
O sem-registro
Em debate na Associação Comercial do DF, o candidato Eduardo Brandão (PV) não respondeu às perguntas de Joaquim Roriz (PSC): "Só debato com candidatos que têm registro". Roriz ficou uma fera.
Casa de ferreiro
O contador enrolado com a quebra do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra já foi dono de uma firma de... extintores de incêndio.
Deputado do mensalão na fila
O deputado Paulo Rocha (PT-PA) fazia festa em um clube de Belém, quarta à noite, quando chegou a notícia da impugnação, no Tribunal Superior Eleitoral, da candidatura de Jader Barbalho (PMDB), que em 2001 renunciara para fugir da cassação. Foi uma ducha fria. Figuraça do mensalão, Rocha será julgado pelo TSE, talvez na próxima semana, pelo mesmo motivo: renunciou para driblar a cassação, em 2005.
Deus castiga
A agenda de Lula ontem registrou mais um "compromisso privado", às 18h. Era comício de Dilma em Foz do Iguaçu (PR), na praça da Bíblia.
Vai dar em CPI...
A saída de Jeanine Pires da presidência da Embratur, uma grande perda para o governo Lula, foi festejada pela turma de Marta Suplicy no comitê de Dilma. Sem Jeanine, o caminho ficou aberto para amigos de um Rui Falcão na milionária licitação para divulgar o Brasil no exterior.
País do suborno
Não surpreende o relatório da Trace International, sediada nos EUA, sobre o "alarmante" índice de subornos - cerca de 80% em órgãos do governo envolvidos com multinacionais. A Trace, segundo a Associated Press, apontou que rola muito dinheiro vivo em obras de infraestrutura.
Auxílio-mendigo
Um coronel da reserva do Exército recebe R$ 0,32 de salário-família, a empregada, R$ 177 do bolsa-família. Nem o flanelinha da rua acredita.
Pedido atendido
Horas antes da impugnação no TSE, Joaquim Roriz reuniu diretores de emissoras de TV e pediu que, ao noticiarem a sentença, informassem que a decisão final seria do Supremo. As pesquisas mostravam que a omissão desse detalhe o fazia perder eleitores. Foi atendido.
Há vagas
Depois da Sealopra, ministério do sumido Mangabeira Unger, vem aí o Serproalopra, para "gerenciar crises de violação de sigilo fiscal".
Rio Mar
O empresário João Carlos Paes Mendonça fez questão de acompanhar ontem a cravação da primeira estaca das obras do Rio Mar Shopping, no Recife. Com 98,7 mil metros quadrados, será o maior do País.