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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:45

Reajustes põem fim à greve de servidores e dos médicos

Publicação: 11 de Maro de 2010 às 00:00
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O aumento concedido pelo governo estadual a médicos e servidores da Saúde resultou no fim da greve das duas categorias, porém não será pago imediatamente. Um dos motivos é que o Estado se encontra além dos limites de gasto com pessoal, previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A primeira parcela do reajuste só será concedida em junho, quando a administração estadual já espera estar abaixo desse limite. No entanto, o secretário de Saúde, George Antunes, confirmou ontem que o acréscimo salarial ocorrerá, independente da LRF.

De acordo com o secretário, o compromisso da governadora Wilma de Faria é de enviar um projeto à Assembleia Legislativa, de forma a assegurar o reajuste, mesmo que o Estado se mantenha acima do limite de gastos da Lei de Responsabilidade Fiscal. George Antunes explicou que as primeiras propostas do governo condicionavam o aumento à saída do Estado desses limites, porém os grevistas não aceitaram e exigiram a confirmação de uma data.

O acordo com os médicos prevê 15% de reajuste no salário base em junho e outros 6% em dezembro deste ano. Além disso, os profissionais da área vão ganhar 100% sobre a gratificação de alta complexidade, que passará a R$ 2.200, valor que será incorporado aos salários em duas parcelas, nos meses de maio e dezembro de 2011. Já para os servidores da saúde o reajuste foi diferenciado. Os de nível elementar receberão 45,7% em junho, os de nível médio e superior 20,75% e 21%, respectivamente, sendo 15% em junho e o restante em dezembro.

O impacto total dos reajustes ainda não foi informado à Sesap pela Secretaria de Administração, que realiza os cálculos. Ainda George Antunes confirmou que a informação até o momento é de que o montante representa um acréscimo de cerca de R$ 100 milhões anuais à folha de pessoal. "Nenhum segmento está podendo hoje conceder um aumento de 45% (pedido pelas duas categorias), mas com esses 21% já estamos repondo as perdas da inflação", destacou.

O secretário afirmou que a governadora Wilma de Faria pretende se reunir com os representantes dos médicos e dos servidores da saúde para cobrar, um maior empenho das duas categorias. "A gente precisa melhorar a qualidade do atendimento e existe também um componente pessoal. Vamos querer um pouco mais de empenho", declarou. Ele disse que o grupo dos que "não se empenham" é pequeno, "uns 10% só", mas acaba prejudicando o atendimento.

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comentários

fco.fabio.med@...11/03/2010 @ 07h44
terá inicio a operação resgate da saude publica? esperamos que muito em breve , os niveis salariais ofertados; permitam prencher as vagas existentes no quadro medico; já que os ultimos concursos realizados não "decolou" devido a baixa remuneração. Cobrar rima com Pagar.
xandebs85@...11/03/2010 @ 11h02
Sugiro também a demissão dos contratados, porque, é contrário a lei e nomear os concursados aprovados no último concurso público e que estão no cadastro de reservas. Já iniciamos um levantamento junto aos órgãos responsáveis e são muitos os funcionários não efetivos que ocupam nossas vagas, em breve entraremos com ação junto ao ministério público.
anamfi@...11/03/2010 @ 10h14
Aproveitar essa vitória dos servidores e médicos a pensar na possibilidade, que o governo como os profissionais da saúde em geral, se mobilizassem para achar um denominador comum em palestras, reuniões, seminários, encontros... Etc. No intuito de melhorar o atendimento ao público, no sentido de conscientizar também a população através de meios de comunicação. Sou a favor da busca por melhorias através do bom senso tanto dos servidores como do governo. É só questão de boa vontade para merecer por fazer. Boas esperanças a todos.
Tribuna do Norte