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Economia

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 00:51

Receita menor e 13º elevam déficit

Publicação: 22 de Outubro de 2009 às 00:00
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Brasília (AE) - Com receita menor e maior pressão nos gastos por causa do pagamento antecipado de metade do 13º salário aos segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Previdência fechou as contas de setembro com um déficit de R$ 9,17 bilhões. Foi o maior déficit mensal deste ano e significou aumento de 76,4% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2008, a alta foi de 18%. Neste caso, o crescimento é explicado pelo valor mais elevado do salário mínimo deste ano, que passou de R$ 415 para R$ 465 mensais.

Elisa ElsiePagamento antecipado de metade do 13º dos segurados do INSS pressiona contasPagamento antecipado de metade do 13º dos segurados do INSS pressiona contas
De janeiro a setembro, a Previdência já está deficitária em R$ 39,12 bilhões, valor 15,6% superior ao registrado em igual período de 2008 e muito próximo da projeção oficial de déficit para todo o ano, que é de R$ 41,4 bilhões. Isso praticamente obriga o governo a rever para cima sua previsão, o que ainda não foi feito. "Há pressões prováveis de decisões judiciais e recuperação de créditos que poderão levar a um ajuste da projeção", reconheceu o secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer.

Um dos motivos da cautela é que os técnicos ainda avaliam se a repactuação de dívidas previdenciárias dos municípios, em 20 anos, afetará as contas até o final do ano. Esse fator causou uma queda de 2,3% na receita previdenciária de setembro ante agosto. O parcelamento especial foi autorizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como compensação pelas perdas tributárias dos prefeitos em decorrência da crise financeira internacional, que desacelerou a economia.

A redução da receita, de R$ 14,42 bilhões em agosto para R$ 14,09 bilhões em setembro, ocorreu apesar da expressiva geração líquida de 242 mil novos empregos formais no mês passado. O secretário informou que a renegociação das dívidas municipais com o INSS gerou em setembro uma queda de R$ 150 milhões na recuperação de créditos previdenciários. A autorização para o parcelamento, transformada em lei no dia 30 de junho, deu prazo até 31 de agosto deste ano para o registro dos pedidos das prefeituras.

Nos nove meses deste ano, a arrecadação está acumulada em R$ 126,1 bilhões e ainda mantém a taxa de crescimento e 5% que vem sendo registrada ao longo de 2009. Esse ritmo é a metade do que ocorreu ao longo do ano passado, antes do agravamento da crise financeira, em setembro, quando a receita crescia a uma taxa de 10%.

Pelo lado das despesas, em setembro a Previdência pagou R$ 23,26 bilhões em benefícios previdenciários, sendo R$ 6,3 bilhões somente na antecipação de metade do décimo terceiro salário. A segunda metade será paga em dezembro. No último mês do ano, o caixa da Previdência será reforçado pelo pagamento das contribuições patronais sobre o décimo terceiro dos empregados.

Os gastos de setembro subiram 18,5% ante as despesas de agosto e 6,8% frente a igual mês do ano passado. No acumulado do ano, as despesas somam R$ 165,2 bilhões, um número quase 7% mais alto que o registrado no mesmo período de 2008. Em setembro, o INSS atingiu a marca de 23,3 milhões de aposentados, pensionistas e trabalhadores recebendo auxílios.


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comentários

cotrimluciano@...22/10/2009 @ 18h31
Essa História não passa de uma mentira escandalosa! Pois o Senador Paulo Paim do PT -Rio Grande do Sul ( Partido do Presidente Lula ) informa o contrário, O INSS só divulga as arrecadações dos empregados em folha e esconde que o PIS e o COFINS são da Previdência Social, o que a torna Superavitária! O dinheiro do INSS é desviado para outras despesas.
Tribuna do Norte