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Natal, 08 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 15:14

Recenseadores enfrentam barreiras em N. Parnamirim

Publicação: 08 de Setembro de 2010 às 00:00
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Crachá com números de matrícula e da cédula de identidade, boné e colete azuis, na cor da instituição, e mais o número de telefone, logomarca e site inscritos em letras  brancas, são o cartão de visita dos recenseadores do IBGE que batem às portas das casas e apartamentos em Natal e interior.

Rodrigo SenaAdelmar de Almeida relata algumas das dificuldades de se realizar o trabalho nos condomíniosAdelmar de Almeida relata algumas das dificuldades de se realizar o trabalho nos condomínios
Tudo isso não basta para os recenseadores executarem o seu trabalho, porque uma boa parte deles está encontrando dificuldade para realizar entrevistas, principalmente em áreas de condomínios de casas e apartamentos, como em Nova Parnamirim. "Como essa é uma área em expansão, muitas pessoas  trabalham em Natal e dormem em Parnamirim", diz o coordenador de área do Censo do IBGE naquele município, Sérgio Magno Fernandes.

Além de não encontrar os moradores em casa, segundo Fernandes, os recenseadores estão enfrentando resistência por desconfiança das pessoas, porque muitas delas pensam que é uma pessoa disfarçada, como já ocorreu de assaltantes vestirem fardas de instituições e empresas privadas para cometerem crimes.

Fernandes explica que Parnamirim foi dividida em dois setores censitários, o primeiro setor engloba o centro da cidade e bairros vizinhos, enquanto o segundo setor abrange Nova Parnamirim e as comunidades praianas e o Vale do Pium. "O segundo setor tem suas características peculiares, já no Centro não temos muitas dificuldades".

Por essas e outras razões, explica Fernandes, é que o IBGE está apelando para as pessoas que moram em Nova Parnamirim e adjacências atenderem os recenseadores porque é a partir do resultado do Censo Demográfico de 2010, em que são conhecidas as informações sobre "a situação de vida do cidadão brasileiro". Uma forma de elaborar e planejar as políticas públicas e investimentos oriundos da iniciativa privada.

"Quem precisa realizar um planejamento bem feito, também necessita de informações com a maior fidelidade possível", afirmou ele, com relação à importância do Censo.

Para isso, disse ele, os recenseadores têm de visitar todas as unidades domiciliares do País para obter informações tendo como referência a situação que estavam os moradores da meia noite de 31 de julho para 1º de agosto de 2010.

O recenseador Adelmar de Almeida Pereira Melo atua na área de Nova Parnamirim e disse, à TRIBUNA DO NORTE, que já teve de entrevistar uma pessoa pelo interfone, porque não teve acesso ao interior do  condomínio e nem à residência da entrevistada. "Uma moça pedia para falar alto, porque do outro lado a sua mãe não escutava bem", exemplificou ele.

Além do receio das pessoas com relação à violência e o medo de assaltos, porque pensam que algum bandido possa estar se passando por funcionário do IBGE, Adelmar Melo revela que é comum encontrar casas ou apartamentos fechados, porque as pessoas estão trabalhando.

Para executar o seu trabalho, ele diz que muitas vezes tem de agendar a visita, voltar outra vez ao local que deixou de ser recenseado. Segundo ele, se não houvesse essas dificuldades, certamente estaria fechando o dobro dos 30 cadastros que ele preenche diariamente.

E para não acumular ou atrasar mais questionários, Melo afirma que está realizando visitas pela manhã, tarde e começo da noite, pelo menos até às 20 horas "porque também tem a questão da segurança" para os recenseadores.

Percentual mostra dificuldades

Parnamirim está entre os três municípios mais populosos do Rio Grande do Norte, com uma população estimada em 184.222 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E embora tenha uma área de 120 quilômetros quadrados, inferior aos municípios mais populosos - Natal e Mossoró -, os percentuais apurados mostram as dificuldades dos recenseadores atuarem no município, onde 54%  e 52% da população e dos domicílios foram recenseados.

Com uma área de 2.110 km², em Mossoró os percentuais são muito mais animadores, pois de uma população estimada de 244.287 pessoas, o IBGE já havia recenseado até ontem 70% dos residentes. Já na capital do Estado, com uma área de 179 km² e uma população estimada de 806.203 pessoas,  a instituição recenseou 65% dos seus habitantes.

No interior, o rendimento dos recenseadores é bem melhor, mas até o momento o IBGE só recenseou 100% do cadastro populacional em Vila Flor, onde,  de uma população estimada de 2.745 pessoas, a conclusão é que ali moram 2.784 habitantes, embora faltassem recensear 20% dos imóveis, pois também entram no cadastro domiciliar aqueles imóveis de uso ocasional ou que estão fechados. Portanto, não incluem residentes na contagem populacional.

Já o município do Rio Grande do Norte com desempenho mais baixo é Timbaúba dos Batistas, na região do Seridó, onde de uma população estimada de 2.380 habitantes, só 32% tinham sido recenseados.

Com relação ao Estado, os números são os seguintes - de uma população estimada em 3.137.541 habitantes, foram recenseados 64%, enquanto de 950.765 moradias estimadas, foram recenseadas 60%.

De acordo com o IBGE, os valores são calculados com base em estimativas feitas em 2009. O valor de cem por cento pode não corresponder à totalidade da população e de domicílios na região, devido ao crescimento ou diminuição da população e do número de domicílios.

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comentários

glauberh@...07/09/2010 @ 22h09
esse povo de nova parnamirim so querem ser o que não deve, tudo liso, pagando as prestações da casa e do comdominio, morrendo de fome, o cara ta todo organizado com cracha e tudo ainda é uma frescura pra entrar. eu ia era embora, e deixavam esses lisos pra la..
Bad_Marcel@...08/09/2010 @ 11h26
glauberh@... Você é um PANGARÉ que provavelmente nunca passou por uma situação destas citadas na matéria ("...os recenseadores estão enfrentando resistência por desconfiança das pessoas, porque muitas delas pensam que é uma pessoa disfarçada, como já ocorreu de assaltantes vestirem fardas de instituições e empresas privadas para cometerem crimes.") E lá em casa pessoal do censo também não entrou não, da janela mesmo eu pedi o número e nome que estavam no crachá dele e liguei para saber se esta pessoa estava devidamente cadastrada, após pegar todas as informações, só ai o cara entrou, fernando se eu não me engano.
leonardock@...08/09/2010 @ 12h18
Como tem gente que fala besteira, a tempos que eu vejo esse imbecil usar este espao só pra fala asneiras, não tem o que fazer não panaca!!!
ferreiraseis@...08/09/2010 @ 14h07
Olha aqui, seu pangaré, não tenho nada a ver com Nova Parnamirim, Ponta Negra, Macaíba, seja lá o que for. Se voce for no Alecrim, em Mãe Luiza, Rocas, Quintas..., tem gente morando numa casa caindo aos pedaços e querendo vender por um prêço de arrancar os olhos, e não deixa o recenseador entrar. Vai ver que voce é um deles!!!!
silveiraneto1@...08/09/2010 @ 14h12
Pela matéria, pode-se perceber como anda a segurança no "NEM", porém sugiro aos recenceadores a deixar um recado na caixa do correio, com telefone para contato, solicitando marcação de um horário para a entrevista, pois, acredito, que o povo quer colaborar com os entrevistadores do IBGE, no entanto, as vezes não é possível .
silveiraneto1@...08/09/2010 @ 14h52
Desculpem, pois hoje foi a minha preimeira vez, neste espaço, porém concordo com alguns comentários, esse glauberh@... é um PANGARÉ. Será que pagou a LH?
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