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Economia

Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Recuperação no pós-crise é lenta e desigual

Publicação: 15 de Novembro de 2009 às 00:00
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Rio (AE) - A retomada do nível de atividade da indústria não ocorre de maneira uniforme, como apontam dois levantamentos: a Sondagem da Indústria da Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a pesquisa de indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI). As indústrias de madeira; material elétrico voltado para comunicações; e de máquinas e equipamentos ainda operam com capacidade instalada baixa, na faixa dos 70%, enquanto a média já opera acima de 80%.

A sondagem da FGV mostra que a média geral da indústria da transformação usou 82,9% de sua capacidade instalada em outubro, na série com ajuste sazonal - o maior patamar em 11 meses. Entretanto, três indústrias ainda amargaram Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) abaixo da média em outubro. É o caso de mecânica, com 75,3%; material elétrico de comunicações, com 79,0%; e mobiliário, com 71,8%.

Embora não utilize os mesmos parâmetros da pesquisa da FGV, a pesquisa de indicadores industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI) também detectou que em setembro setores similares a estes estavam com capacidade instalada bem abaixo dos níveis apurados em igual período no ano passado. É o caso de madeira, com 69%; máquinas, aparelhos e material elétrico com 78,2%; e máquinas e equipamentos com 78,3%.

"É importante lembrar que cada setor industrial tem sua própria média histórica de capacidade instalada, que não corresponde necessariamente à media da indústria da transformação", lembrou o economista da CNI, Marcelo de Ávila. Mas, segundo ele, se os dados forem comparados com iguais períodos no ano passado, é possível perceber que estes setores, em pontos porcentuais, "estão mesmo com capacidade mais fraca do que em setembro do ano passado."

O economista comentou que, embora setembro seja considerado o início do período mais agudo da crise global, devido à quebra do banco Lehman Brothers, a indústria brasileira só começou a sentir de forma expressiva os efeitos da crise entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009.

Uma hipótese levantada por Ávila para explicar a lentidão na retomada de atividade desses setores, que atendem principalmente ao mercado externo, é a demanda ainda fraca no mercado internacional. "A demanda internacional ainda não se recuperou da crise", disse, acrescentando que vai levar algum tempo até esses setores que exportam voltarem a mostrar níveis de atividade semelhantes aos patamares observados no cenário pré-crise.

Entre os segmentos mais prejudicados, os levantamentos da CNI e da FGV são unânimes em detectar o setor mais afetado pela crise, em termos de capacidade instalada: a indústria do mobiliário e de atividades ligada à madeira. 


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