Reitor da UEG pode perder o cargo
Publicação: 04 de Fevereiro de 2012 às 00:00
São Paulo (AE) - Irregularidades que teriam causado um prejuízo de ao menos R$ 13,4 milhões aos cofres públicos podem resultar no afastamento e até na perda do cargo do reitor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Luiz Antônio Arantes. A principal denúncia se refere a ilegalidades em um convênio de R$ 10 milhões firmado com uma fundação ligada à ONG Pró-Cerrado, que tem contratos suspeitos com o Ministério do Trabalho. A intervenção foi proposta pelo Ministério Público ao governador Marconi Perillo (PSDB). A expectativa é de que ele se pronuncie até a semana que vem.
Formalizado para a realização de um projeto sobre software livre, o convênio com a Fundação Universitária do Cerrado (Funcer) foi realizado sem licitação. O valor milionário foi transferido no apagar das luzes de 2010, às 21 horas do dia 30 de dezembro. "Há indícios fortes de má-fé nesse convênio, enriquecimento ilícito, fraude e outros tipos de dolo", afirma a promotora Simone Disconsi de Sá Campos, que integra o Centro de Apoio Operacional da Educação do MP. "O afastamento do reitor permitiria uma investigação mais profunda."
Segundo Simone, uma das promotoras que assina a representação, optou-se primeiro por recomendar a intervenção antes de partir para uma ação judicial.