RN sobe no desenvolvimento social

Publicação: 06 de Janeiro de 2013 às 00:00

Comentários 0

Os programas de transferência de renda do Governo Federal e as ações preventivas de saúde – sim, de saúde – ajudaram o Rio Grande do Norte a subir no ranking do desenvolvimento social na década passada. Pelo menos é o que mostra um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas e divulgado em dezembro do ano passado. O Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM) leva em conta cinco eixos – Habitação, Saúde, Renda, Trabalho e Educação – e 28 variantes, e usa como base dados do IBGE, do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação. O ISDM do Rio Grande do Norte passou de 4,30, em 2000, para 4,43, em 2010, subindo do 15º para 13º no nacional e ocupando o primeiro lugar no Nordeste.

De acordo com a pesquisa, em 2000, a proporção de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza era de 46,16% e caiu para 25,35% dez anos depois. Já a taxa de extrema pobreza (renda domiciliar per capita abaixo de R$ 70) caiu de 23,78% para 12,21%.

Na Saúde, destaque para as políticas de combate à mortalidade infantil, que caiu quase 60% na década passada. Já a taxa de mortalidade de crianças com menos de cinco anos, vítimas de doenças evitáveis, caiu 18,9%.



Indicadores da Educação

Na Educação, não é novidade, o Rio Grande do Norte caminhou para frente, mas a passos de tartaruga. A proporção de crianças até 3 anos de idade, em creche, subiu para 27,2%; a proporção de crianças entre 8 e 9 anos caiu, mas ainda é alta (21,8%), assim como alta é a taxa de analfabetismo (19%) entre as pessoas com 18 anos ou mais. No geral, os indicadores educacionais caíram de 4,11 para 3,90, numa escala que vai de zero a dez.

Gatilho

No ranking do ISDM, o que barrou o avanço do Rio Grande do Norte foi a violência. A taxa de homicídios subiu 175% em dez anos. De 9,25 para 25,54. O estudo da Fundação Getúlio Vargas é um bom guia não só para a governadora Rosalba Ciarlini, mas para os prefeitos, que estão assumindo o mandato, definirem prioridades. 

Volta ao passado

No caso dos municípios, o ISDM mostra que a cidade de João Dias, no Alto Oeste, sempre bem colocada entre os 10 piores, precisa de ajuda externa urgente na Saúde, na Educação, na geração de renda. Pelos indicadores apresentados (2,37) é como se João Dias ainda estivesse na década de 1950.

Perdas...

Duas notícias preocupantes publicadas pela TN: uma, ontem; outra, hoje. As duas sobre a possibilidade de o Rio Grande do Norte perder uma ZPE e um parque eólico.

... e danos

Na entrevista à TN de sábado, o diretor do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cern), Jean Paul Prates, não economizou críticas ao ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Benito Gama. Ele entende que o ex-deputado baiano não trabalhou para consolidar o setor de energia no Estado. Boicote político? “Acho que ele identificava o setor com o governo anterior”.



Comente essa notícia