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Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 14:38

Romney é favorito nas prévias de Nevada e Maine

Publicação: 04 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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Washington (AE) - Praticamente sem adversário, o moderado Mitt Romney tem grande chance vencer a primária deste sábado, em Nevada. Prejudicado por falhas na organização de sua campanha, o conservador Newt Gingrich não conseguiu se impor como rival agressivo, a exemplo de sua performance na disputa na Flórida, no dia 31. No outro lado dos EUA, no Maine, a primária marcada para ontem também será animada pela briga entre Romney e o mais independente dos republicanos, o deputado federal Ron Paul. Gingrich não estará entre os protagonistas.

As disputas deste sábado  envolvem um total de 52 cadeiras na Convenção Nacional do Partido Republicano, em agosto, quando será formalizada a escolha do candidato republicano para eleição presidencial de novembro contra Obama. São 28 delegados para Nevada e outros 24 para o Maine.

Pesquisa do Cannon Survey Center da Universidade de Nevada divulgada na quinta-feira apontou Romney, ex-governador de Massachusetts, com 45% das intenções de votos. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Newt Gingrich estava em segundo, com 25%, seguindo pelo ultracatólico Rick Santorum, com 11%, e Ron Paul, com 9%. Outra consulta publicada ontem, do Public Policy Polling, dá a Romney 50% dos votos em Nevada e 25% para Gingrich.

Ao contrário do que ocorreu nas primárias em Iowa e em New Hampshire, em janeiro, Romney mostrou-se favorecido em Nevada por sua religião. Os mórmons representam apenas 7% da população do Estado, mas compõem cerca de 25% do eleitorado republicano registrado para votar nessa prévia. Conhecido dos eleitores, Romney vencera a primária em Nevada em 2008, quando o escolhido pelo partido foi o senador John McCain.

Na quinta-feira, Romney recebeu o apoio do milionário Donald Trump, quando era esperado que ele anunciasse apoio  a Gingrich. "A única pessoa que sabe o que está acontecendo é Trump", afirmou Dan Burdish, coordenador da campanha do ex-presidente da Câmara em Nevada.

Gingrich, na prática, parece ter jogado a toalha nessa etapa. Por um suposto erro de comunicação entre seus assessores, perdeu um encontro com o governador do Estado, Brian Sandoval, na quarta-feira. Sandoval tinha declarado voto para o governador do Texas, Rick Perry, que abandonou a disputa em janeiro e manifestou apoio a Gingrich. A expectativa de anúncio de seu respaldo ao ex-presidente da Câmara acabou por terra. Vários dos encontros de Gingrich com eleitores também foram abortados ou atrasados nos últimos dias. Ontem, ele tinha apenas dois comícios previstos.

No Maine, o cenário está obscurecido pela falta de pesquisas recentes. A média das consultas calculada pela entidade Real Clear Politics, com base em pesquisas de outubro e setembro, aponta Romney com 24%, seguido por Ron Paul, com 18%.

Obama destaca recuperação da economia americana

Washington (AE) - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou que a economia do país está "ganhando velocidade" e pediu que o Congresso não "atrapalhe" a recuperação. Ontem, o Departamento do Trabalho informou que a taxa de desemprego no país caiu para 8,3% em janeiro, o menor nível desde fevereiro de 2009. Obama assumiu a presidência em janeiro daquele ano. "Esta manhã nós recebemos mais boas notícias sobre nossa economia", comentou o presidente. Segundo ele, a taxa de desemprego pode subir ou cair nos próximos meses, mas "o importante é que a economia está ficando mais forte, a recuperação está ganhando velocidade".

A queda no desemprego, embora seja boa para toda a economia, é uma ótima notícia para Obama, que está em plena campanha para se reeleger. Os possíveis candidatos republicanos à presidência têm centrado suas estratégias no ataque às política econômicas de Obama, afirmando que elas prejudicaram a economia.

"Existem notícias boas nesse último relatório sobre o mercado de trabalho, já que mais americanos encontraram um emprego no mês passado. Mas o fato é que nossa taxa de desemprego continua alta demais. Nossa economia ainda não está criando empregos da forma que deveria e é por isso que nós precisamos de uma nova postura", afirmou em comunicado o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner (de Ohio).

Já Obama criticou os republicanos, afirmando que o Congresso precisa aprovar, "sem drama", a prorrogação de um corte no imposto sobre a folha de pagamento, que expira no fim deste mês. "Eu quero mandar uma clara mensagem para o Congresso. Não desacelere a atual recuperação. Não a atrapalhe".

O debate para a extensão do corte no imposto sobre a folha de pagamento dividiu o Congresso no fim do ano passado. Após muita negociação, o Congresso estendeu o corte até fevereiro, e agora discute uma nova prorrogação.


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comentários

sharlesaguiar@...04/02/2012 @ 23h11
Romney é o melhor candidato republicano sem dúvidas para enfrentar Obama. E se Obama for reeleito vai afundar os USA mais ainda por mais 4 anos.
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