Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 29°Natal - 29°

Carnaval - Capital

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 14:38

Samu à meia bomba no carnaval

Publicação: 13 de Fevereiro de 2010 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

A adesão dos médicos do Samu Metropolitano à greve geral da categoria acarreta  um déficit de 50% no atendimento prestado à população durante o período de carnaval. Com uma média de 80 atendimentos pertinentes por dia, a estimativa é de um incremento de 20% para os dias de alegria momesca. Em 2009, a maioria dos chamados ao serviço de atendimento móvel de urgência partiram de acidentes nas  rodovias intermunicipais e federais e nas praias de Parnamirim e Nísia Floresta -   Pirangi, Búzios, Barreta - que concentram grandes eventos, além de Extremoz e São Gonçalo, com tradição em carnaval.

Rodrigo SenaO Samu Metropolitano reduz hoje o número de atendimentosO Samu Metropolitano reduz hoje o número de atendimentos
A partir de hoje, a escala, antes composta por quatro plantonistas que se revezam no socorro nas ambulâncias e a regulação, será mantida com apenas dois. A decisão foi tomada durante assembleia geral dos médicos, realizada na noite da quinta-feira (11), na sede do Sinmed.

O coordenador médico do Samu Metropolitano, Jailson Martins Vale explica que apenas os chamados de maior gravidade terão resposta, como casos de infarto, acidentes de trânsito, vítimas de arma de fogo ou branca ou em situação de risco iminente de morte. O transporte intra-hospitalar será restrito aos chamados casos "severos", que precisam de atendimento pré-hospitalar de pacientes de UTI para outras unidades, casos de traumas e hemorragias. Para os demais, divididos em pequena e moderada gravidade, que representam procedimentos eletivos de exames, a transferência entre hospitais  deverá procurar outros meios de transporte, por meio dos telefones de 193 do Corpo de Bombeiros ou 190 da Polícia Militar. Com a redução para dois plantonistas, apenas uma das duas ambulâncias avançadas, com sistema de unidade de terapia intensiva (UTI) irá circular, devido a necessidade de manter um regulador no tele-atendimento. No entanto, o coordenador médico garante que outros dois profissionais ficarão de "sobreaviso" na base do Samu, em Macaíba. "Se houver situação que justifique, como um desastre com múltiplas vítimas, estes profissionais entram em campo", garante.

Além da reivindicação salarial, no Samu Metropolitano a paralisação se agrava com a suspensão do trabalho de sete - do total de 21 médicos - que foram contratados temporariamente em caráter emergencial, em setembro passado, após a interdição ética decretada pelo Conselho Regional de Medicina (Cremern), com o fim dos contratos temporários em 29 de agosto, conforme publicado na edição de 5 de setembro da TRIBUNA DO NORTE.

À época, a Secretaria Estadual de  Saúde Pública (Sesap) publicou edital  para a seleção simplificada de 21 médicos,  para a prestação de serviços temporária, além do pedido de prorrogação dos contratos vencidos e a vencer, ao Ministério Público Estadual.

Os sete reguladores começaram a trabalhar em outubro e somente em janeiro receberam os salários referente a outubro, novembro e dezembro, sendo os dois últimos meses sem as gratificações. De acordo com a médica reguladora Júlia Ferreira Lopes, os médicos trabalham desde a posse sem matrícula junto a Secretaria Estadual de Saúde, ou seja, "sem vínculo".  "Não há previsão de quando a situação será regularizada, estamos aguardando uma decisão judicial. Enquanto isso, o atendimento será suspenso e a escala de greve será feito pelos outros colegas", disse Júlia Lopes.

O secretário-adjunto João Albérico enfatiza que não será admitida omissão de socorro à população, devido a greve. "Se houver prejuízo a população, os médicos da escala, mesmo de sobreaviso, serão responsáveis pelo que acontecer", frisa.

O Samu Metropolitano é responsável pelo atendimento em Natal, Ceará-Mirim, Parnamirim, Macaíba, Nísia Floresta, Extremoz, São Gonçalo do Amarante e São José de Mipibu.

Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres

comentários

aribertoaraujo@...13/02/2010 @ 01h46
Onde está o juramento dos médicos naformatura? A sociedade não pode pagar... Logo o SAMU? logo no CARNAVAL?
fmcp13@...13/02/2010 @ 01h40
Infelizmente esse acidente que aconteceu vitimou o secretário errado!!!
pauglima@...13/02/2010 @ 11h49
aribertoaraujo@, Sempre que vejo uma notícia que envolvem médicos penso logo nesse bendito juramento. Está documentado (jornais, TV, revistas, etc.) que não existe mais nem um ponto sequer que os médicos já não tenham quebrado, estão fazendo um juramento de hipócritas. Seria melhor que procurassem outro texto por juramento, um que eles pudessem cumprir, porque a única coisa que ainda segura o Juramento de Hipócrates é a tradição. Com relação à SAMU, via-os como anjos, acima da medicina, mas agora percebo que são iguais. Quanto ao carnaval, é só esperar o saldo de mortes. Independentemente de haver médicos ou não nos hospitais, o número dos que morrem só nas estradas é grande, o primeiro já foi. A alegria de Momo é falsa, dura poucos dias e, quando não deixa marcas que duram até o fim, põe fim a qualquer alegria que o infeliz folião estivesse a imaginar. Juízo povo...
carkleber2008@...18/02/2010 @ 07h43
Infelizmente escancara-se a faceta de profissionais que se aproveitam de momentos onde se presume um aumento na demanda de serviços e pressionam de maneira vil para conseguir objetivos, que talvez mesmo justos, são despidos de preocupação com o bem da coletividade. A verdade é que enquanto governo fortalece a exclusividade deste tipo de serviço com objetivo da lucratividade de apadrinhados, enfraquece instituições como o Corpo de Bombeiros, combalidas e arquejantes, implorando por investimentos para servir melhor a população. Saibam todos os senhores que o efetivo da instituição para todo o Estado é equivalente ao da Guarda Municipal de Natal. Vergonho-so desprezar uma Instituição altamente especializada em pronto socorrismo inclusive com respaldo constitucional e só lembrár-se dela quando em momentos como esses, onde se recomenda procurá-la para, em necessidade, tentar ser socorrido por pouca ou nenhuma estrutura. Imprensa onde estás?
Publicidade
› + notícias
Tribuna do Norte