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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Secretário fala sobre a falta de médicos

Publicação: 16 de Maro de 2010 às 00:00
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O secretário estadual de Saúde Pública, George Antunes de Oliveira, disse ontem que a deficiência de médicos no interior, não é só salarial, "mas também uma questão de mercado". Ele cita o exemplo dos neuropediatras, "que são apenas cinco" atuando no Rio Grande do Norte, sem falar nos neurocirurgiões, que chegam no máximo a dez no Estado.

George de Oliveira falou,  ainda, sobre os casos de especializações que não são mais atraentes profissionalmente, como a pediatria. "A gente abriu uma residência médica para pediatra no Hospital Maria Alice Fernandes e não houve inscritos'', contou ele. Oliveira também explicou que, mesmo na iniciativa privada existem problemas, como foi o caso de um plano de saúde em Natal, que teve de contratar profissionais de São Paulo.

O secretário estadual de Saúde achou pertinente o tratamento que a TN deu, na edição de domingo, dia 14, à problemática da atuação médica no interior, enquanto na Região Metropolitana de Natal (RMN) existe uma concentração de profissionais, "e não são só os especialistas, são os médicos de uma forma geral".

Para o secretário, isso se deve também ao fator tecnológico, pois "em Natal se faz ciência", uma coisa inerente aos profissionais de Medicina, que precisam estar sempre aperfeiçoando e atualizando o currículo. Segundo os números apresentados pelo secretário, vinculados à Sesap estão atuando profissionalmente em Natal 668 médicos, enquanto 159 trabalham em hospitais públicos do Estado em Parnamirim, São José do Mipibu e Macaíba. Nos outros municípios da Grande Natal - Ceará-Mirim, Extremoz, Monte Alegre, Nísia Floresta, São Gonçalo do Amarante e Vera Cruz a rede estadual de saúde não conta com nenhum hospital. Oliveira disse que toda essa questão já vem, de algum tempo, "sendo discutida em nível de Brasil" pelos Conselhos Nacional das Secretarias Municipais de  Saúde (Conasems) e pelas Secretarias Estaduais (Conass). Oliveira disse que os médicos que trabalham no interior têm, como estímulo, uma gratificação por deslocamento, além de uma produtividade.

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comentários

fabianohandrade@...16/03/2010 @ 00h42
É tão simples de entender: tanto o Estado quanto a Prefeitura pagam salários miseráveis, não oferecem condições de trabalho. O resultado é que os médicos mais novos ( que estão se formando, se especializando e entrando no mercado de trabalho)não estão mais querendo trabalhar no serviço público,não vale a pena, é sofrer desnecessariamente. Ou se valoriza o trabalho do médico e oferece melhores condições de trabalho ou a tendência é de nenhum médico se interessar mais em trabalhar no SUS aqui no Rio Grande do Norte. E a tendência é piorar porque muitos estão se aposentando e não tem ninguém para repor. Isso é a consequência da falta de prioridade para saúde, tanto por parte de Wilma como de Micarla.
Tribuna do Norte