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Natal, 11 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 16:31

Semob quer manter calçadas livres

Publicação: 19 de Janeiro de 2010 às 00:00
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A infração é grave. Os carros e motocicletas estacionados nas calçadas de Natal que não deixarem espaço superior a 1,20m para a circulação dos pedestres serão rebocados pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob). O programa "Via Livre nas Calçadas", lançado na manhã de ontem, tem o objetivo principal de desobstruir o passeio público. Quem infringir a regra, perderá cinco pontos na Carteira de Habilitação e terá que pagar a taxa do reboque no valor de R$70, a taxa de permanência do veículo no pátio da Semob e a multa de R$127,69.   

Elisa ElsieOs motoristas terão que respeitar um recuo mínimo para garantir a passagem dos pedestresOs motoristas terão que respeitar um recuo mínimo para garantir a passagem dos pedestres
Essa primeira semana será de tolerância para os motoristas "se acostumarem"  com a nova regra, mas a partir da próxima segunda-feira, dia 25, quatro reboques e quatro agentes de trânsito sairão pelas ruas de Natal para dar início a fiscalização.  Segundo o secretário Kelps Lima, os que oferecerem espaço superior a 1,20 metros para os pedestres não serão retirados.  Além dos veículos, serão rebocados também os entulhos. "É importante esclarecer que o reboque só será válido se houver um agente de trânsito presente. O veículo será fotografado e levado para um dos três pátios alugados pela Semob", disse Kelps Lima.

Para retirar o veículo, o motorista não precisa pagar a multa no mesmo instante, visto que há os prazos para os recursos legais, no entanto o veículo só é liberado depois que o reboque e as diárias de permanência no pátio forem quitadas. Quando o carro for rebocado, será colocado um adesivo no chão ou na parede onde estava o veículo informando para o motorista o telefone onde ele pode obter as informações. "Todos os reboques serão informados à Secretaria de Segurança e o número 190 vai saber informar quando o motorista ligar denunciando o roubo", disse Kelps Lima.

O aposentado Lauro Amorim veio do Rio Grande do Sul e disse se assustar com a falta de calçadas disponíveis em Natal, pois sempre tem que desviar para poder caminhar. "É carro, moto, mesa de bar, sempre tem alguma coisa no caminho". Segundo ele, além do incômodo, o problema é o perigo para aqueles que precisam passar pela rua. "Para as pessoas mais idosas que tem dificuldade de se locomover e precisam atravessar pela avenida, é muito mais perigoso", acredita.

E o cenário é comum nas avenidas Princesa Isabel e Rio Branco, no Centro da Cidade, onde as motocicletas e automóveis tomam conta de grande parte da calçada e, por causa do grande fluxo de pedestres, as pessoas precisam se espremer para passar ou cortar caminho passando no meio dos carros e ônibus. Segundo a comerciante Josiane Soares, alguns motociclistas não só estacionam nas calçadas, como também dirigem sobre elas. "É um desrespeito enorme", disse.

A prefeita Micarla de Souza, disse que a medida segue a polêmica do Via Livre, mas é importante para evitar os acidentes. "Até agora tínhamos trabalhado no foco do trânsito, agora estamos vendo o foco do pedestre, que é sempre desrespeitado nas grandes cidades, é uma guerra entre quem dirige e quem anda nas ruas, queremos evitar atropelamentos. Na próxima semana, vamos lança o 'Via Livre nas Escolas'", disse.  Para a dona de casa Eliane Cristina de Oliveira, o problema maior não é o desrespeito dos motoristas, mas falta de estrutura da cidade.

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comentários

danseveriano@...19/01/2010 @ 05h34
Notória a afirmação do secretário: Um verdadeiro ROUBO!
olivrn@...18/01/2010 @ 22h58
ótimo, mas nós contribuintes deveríamos ter o poder de multar a prefeitura por submetermos nossos veículos a ruas tão esburacadas. aí iríamos faturar algo próximo do que a os urubus querem arrecadar.
cristovaofcampos@...19/01/2010 @ 06h07
A MEDIDA JA CHEGA COM BASTANTE ATRASO MAS DE TODA FORMA É BASTANTE VÁLIDA. SÓ RETA SABER COMO SERÁ A FISCALIZAÇÃO A NOITE QUANDO OS CARROS INVADEM AS CALÇADAS PRINCIPALMENTE NO TRECHO DA AV HERMES DA FONSECA COMPREENDENDO A FARMACIA SANTA FÉ ATÉ A PRÇA DAS FLORES. QUERO VER SE VAI UNCIONAR. OUTRA COISA CADÊ OS TELEFONES PARA DENUNCIAS. JA ACONTECEU DE LIGAR PARA UM DESSES NUMEROS QUE A SEMOB DISPONIBILIZA E O AGENTE DIZER QUE NÃO TEM QUEM VA ATE O LOCAL E AÍ A QUEM RECORRER NESTE CASO?
geraldojcjr@...19/01/2010 @ 06h19
Vejo com bastante respeito a decisão em tela,no entanto trata-se de um problema cultural onde casas,comercios foram erguidos de forma irregular sem na maioria das vezes a coordenação de um arquiteto com projeto,devido a isto os limites e espaços para estacionamento foram esquecidos,a cidade em seu todo tem que passar por um processo de educação e de conhecimento sobre o plano diretor e o código de obras.temos que respeitar pedestres e deficientes..
moreiralimag@...19/01/2010 @ 09h27
Parabens, excelente iniciativa. Urbanismo não se faz só com canteiros caros e efêmeros.
waltherfreitas@...20/01/2010 @ 01h38
Educação ambiental, educação no trânsito, educação de casa, educação na rua,educação, educação ....Eis um item tão esquecido na nossa cidade.Dizem que é uma questão cultural. Se isso for verdade, que culturazinha vagabunda essa que temos, então ! Para onde quer que se olhe, veremos desrespeito, falta de educação, abuso de poder econômico e todo tipo de desconsideração para com o outro, para com o público. Só doendo no bolso ( isto é, se os causadores pagarem) é que iremos melhorar a imagem de nossa linda mas mal-tratada cidade.
mauricyterra@...19/01/2010 @ 18h05
Realmente em Natal o pedestre é sempre desrespeitado, seja por veiculos estacionados nas calçadas, seja pela falta de calçadas ou calçadas em mau estado.Por todo lado existem vários terreno sem calçadas e reclamações à SEMURB, a quem cabe a fiscalização nem sempre adiantam.Nos paises de primeiro mundo, os proprietários dos imóveis são responsaveis pelos acidentes que possam ocorrer com os pedestres. E não é raro o caso de processos que obrigam o proprietário até vender o imovel para poder indenizar o acidentado.Mas isso ocorre nos paises em que o judiciario funciona.Um outro problema que a prefeitura deveria atacar também é o caso das caçambas, que impedem a circulação de pedestres obrigando-os a andar no meio da rua.
edcar1811@...19/01/2010 @ 13h49
A falta de educação do nosso povo se reflete nesses comentários ora postados. Como pode alguém se posicionar contra uma medida dessa? Independentemente das vias, das arquiteturas dos prédios, a prioridade máxima é a vida, o ser humano, nunca a máquina. Sinto que teremos que esperar muito tempo até que todos os habitantes locais se dêem conta que somos a maior parte do nosso tempo pedestres e, eventualmente, motoristas.
vandasbmesquita@...20/01/2010 @ 21h30
Dias desses estava eu na calçada a espera de um ônibu ali em frente a DEGEPOL na Capitão-Mor Gouveia sentido Zona Norte quando fui surpreendida por um buzina insistente, era um motorista de carro querendo tomar meu espaço na calçada para estacionar e ainda me olhava de cara feia, como se eu estivesse errada em estarnaquele local. Me senti uma idiota, ele estacionou e ainda ficou m encarando tipo: O que é que você está olhando? Como estava só resolvi não partir para discussão. Tomara de certo essa lei, senão será mais uma para não ser cumprida nesse País.
zecaparaense@...22/01/2010 @ 22h26
Medida oportuna que deveria se estendida a imóveis que avançam seus respectivos limites minimizando o espaço destinado aos pedestres.Na Av Roberto Freire após a feirinha de artesanato em Ponta Negra isso é notório;há trechos que não têm 1 metro de largura.
fmarqueslima@...13/04/2010 @ 08h43
Esta é uma medida, corretissima, deveria ser adotado em todos os municipios.
orlandocs@...11/09/2010 @ 10h30
É preciso verificar também as condições das calçadas da zona norte. Temos casos absurdos de desníveis de calçadas, conseguimos verificar calçadas com até um metro de altura. As calçadas da zona norte são construida para satisfazer o dono da propriedade, não seguem o padrão necessário para locomoção do pedestre. É comum verificarmos, e isto já está virando um padrão, calçadas que nas suas extremidades existem muros com 20, 30cm, delimitando propriedades e impedindo a circulação dos pedestres e cadeirantes. Os que se julgam donos das calçadas alegam que é para impedir o trafego de bicicletas, no entanto isto impede o direito de ir e vir de todo mundo.
Tribuna do Norte