Júnior Santos
Ambulante teve mercadoria apreendida por não ter permissão para trabalhar no local
Uma ação da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) provocou tumulto na tarde desta quinta-feira (18), na avenida Presidente Bandeira, no Alecrim. Um camelô foi notificado e teve a sua mercadoria apreendida pelos fiscais por não ter permissão para trabalhar no local. O vendedor criticou a postura dos membros da Prefeitura, que tiveram o apoio também da Guarda Municipal.
Ednaldo Pedro dos Santos trabalha como ambulante no Alecrim há dois anos e vendia camisetas no local. De acordo com o vendedor e alguns populares, ele não tinha ponto fixo e costumava circular com sua mercadoria pela área. No entanto, a Semsur afirmou que o motivo para a apreensão das 355 camisetas do camelô é que ele não tinha autorização para trabalhar em um ponto fixo, e era o que ocorria com Ednaldo Pedro dos Santos.
"Ele já foi notificado várias vezes, mas continuou trabalhando de forma irregular. Ele tinha a autorização para ser vendedor ambulante, mas não ficar com ponto fixo na calçada. Por isso apreendemos a mercadoria, mas ele poderá retirá-la indo à Semsur e fazendo a regularização de sua situação", garantiu Rosenildo Cordeiro, coordenador do setor de remoção e Apreensão da Semsur.
O ambulante contestou a versão da Semsur e disse que não mantinha ponto fixo. "Eu só estava parado descansando porque estou com meu joelho machucado", garantiu o camelô. contudo, os fiscais da Semsur rebateram a versão do vendedor. "Ele está errado e queria jogar a população contra nós, fiscais. Mas ele não conseguiu. Ele tinha ponto fixo e deveria ter deixado o local quando foi notificado pela primeira vez", disse Rosenildo Cordeiro.
Além da ação no Alecrim, a Semsur vem percorrendo diversos pontos onde camelôs ocupam de maneira irregular calçadas ou ruas na cidade. A intenção da Prefeitura, de acordo com os fiscais, é orientar os ambulantes, e não recolher mercadorias. "Primeiramente fazemos a notificação e pedimos para que eles regularizem a situação na Semsur. É simples. Basta ir lá e regularizar a situação, que devolvemos a mercadoria", finalizou o fiscal.