Júnior Santos
O lixo é um dos problemas relatados pelos moradores que moram nas proximidades das feiras livres
A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal reorganizou a destinação de R$ 4,4 milhões em investimentos da pasta, com vistas à ampliação dos recursos a serem aplicados na manutenção de feiras livres e conservação de logradouros públicos da cidade. No entanto, outras ações importantes que serão desenvolvidas pela Semsur, como a construção do horto municipal, campanha de replantio de árvores, implantação do restaurante popular, reconstrução da Ponta do Morcego e a construção, restauração e ampliação dos cemitérios públicos municipais tiveram significativas perdas em investimentos.
Na edição do Diário Oficial do Município desta sexta-feira (30), a Prefeitura abriu crédito suplementar de R$ 4.248.024,00 para a consevação dos logradouros públicos e feiras livres, além de R$ 169 mil para manutenção e funcionamento da própria secretaria e R$ 48 mil para os serviços de iluminação pública. Para compensar esses investimentos, os recursos dentro da secretaria foram remanejados.
As áreas que mais perderam recursos foram a de construção, restauração e paisagismo de praças e logradouros públicos, com baixa de R$ 750 mil no orçamento; a construção, restauração e ampliação dos cemitérios da cidade, que perdeu R$ 639 mil; e a rubrica para a reconstrução da Ponta do Morcego, que terá perda de R$ 500 mil.
Além disso, a Semsur também retirou recursos previstos para a Academia da Terceira Idade (R$ 260 mil), construção do Horto Municipal (R$ 299 mil), projeto Replantar Natal (R$ 170 mil), projeto Adote o Verde (R$ 80 mil), Plano Diretor de Iluminação Pública (R$ 150 mil), Serviços de Iluminação Pública (R$ 48 mil), Implantação do Restaurante Popular (R$ 360 mil), Plano Diretor de Serviços Urbanos (R$ 150 mil), Perfuração, Aparelhamento de Poços e Irrigação (R$ 400 mil), Reestruturação e Reurbanização do Centro Comercialdo Alecrim e Cidade Alta (R$ 250 mil), e Urbanização e Restauração da Feira do Alecrim (R$ 250 mil).
De acordo com a secretária da Semsur, Solange Ferreira, a retirada dos recursos de outras áreas não vai inviabilizar as obras, mas vai deixá-las mais lentas. Mesmo assim, a titular da pasta, que substitui João Bastos, afirma que era necessária a relocação dos recursos.
"Se não fizéssemos esses remanejamentos não conseguiríamos dar continuidade ao trabalho desenvolvido nas feiras e à recuperação dos canteiros da cidade. Estamos com problemas sérios nas feiras e nos canteiros e a cidade requer cada vez uma maior manutenção para conservação. Infelizmente, tivemos que retirar, mas há verba para que as outras obras sigam até o fim do ano", garante a secretária.