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Política

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 14:38

Senadores admitem que há disputa com o Judiciário

Publicação: 05 de Novembro de 2009 às 00:00
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Brasília (AE) - Depois de enfrentar o Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes da Mesa Diretora do Senado não escondem que, por trás da proteção ao senador cassado Expedito Júnior (PSDB-RO) - que ganhou dos colegas mais prazo para ficar no cargo -, está uma queda-de-braço com o Poder Judiciário. "Hoje, há um verdadeiro terceiro turno no Judiciário. É ruim para a democracia. É a judicialização das eleições", reclamou César Borges (PR-BA), suplente da Mesa, e que votou na reunião de terça-feira (3) a favor do tucano cassado. "É uma epidemia de cassações", afirmou Mão Santa (PMDB-PI), terceiro-secretário. Ele foi cassado em 2001 pela Justiça Eleitoral do cargo de governador do Piauí sob a acusação de abuso de poder econômico.

Geraldo Magela/Ag. SenadoExpedito Júnior foi cassado pelo Supremo Tribunal Federal por compra de voto em 2006Expedito Júnior foi cassado pelo Supremo Tribunal Federal por compra de voto em 2006
Os dois fizeram parte do grupo de integrantes da Mesa que optaram por não cumprir a decisão do STF que cassou o mandato do senador Expedito Júnior por compras de votos e abuso de poder econômico. A corte mandou empossar o segundo colocado, Acir Marcos Gurgacz (PDT-RO). Na reunião de terça (3), que deu direito de defesa ao senador na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Mão Santa puxou o coro dos descontentes e defendeu que o Senado precisava dar uma resposta. Provocado por Serys Slhessarenko (PT-MT), favorável ao cumprimento da decisão judicial, Mão Santa levantou-se e disparou: "eu fui cassado pela Justiça porque dei água e luz para a população". Compartilharam da posição do senador outros parlamentares presentes, entre eles César Borges e Cícero Lucena (PSDB-PB). Este último, aliás, chegou a ser preso em 2005 numa operação da Polícia Federal que investigou fraudes em licitações.

Oficialmente, eles negam que a decisão de proteger Expedito seja uma provocação ao Judiciário. Alegam que o parlamentar merece o mesmo tratamento dado a João Capiberibe (AP), que em 2005 também teve seu registro de diploma cassado pela Justiça sob a acusação de compra de votos. Naquela época, porém, o senador obteve uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello determinando ao Senado o direito de defesa. Agora, Expedito Junior não possui esse recurso. O presidente da CCJ, Demostenes Torres (DEM-GO), avisou que deve apresentar na próxima quarta-feira (11) o seu parecer. O parlamentar disse que pretende confirmar a cassação, mas sinalizou que pode dar direito de defesa a Expedido Júnior se entender que seu caso é semelhante ao de Capiberibe.

Reação

São Paulo (AE) - O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro César Asfor Rocha, engrossou ontem o coro contra a decisão da Mesa Diretora do Senado de protelar a cassação do senador Expedito Junior (PSDB-RO), confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 28 de outubro. Rocha destacou que o Senado não pode desobedecer a uma ordem do STF, iniciativa que acarreta em sérias consequências institucionais. "Isso coloca em risco a imagem do Brasil no exterior", criticou o ministro. O STF determinou a cassação de Expedito Junior por compra de votos e abuso de poder  econômico nas eleições de 2006.


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comentários

flucianov@...05/11/2009 @ 11h24
Cadeia seria pouco para a corja do protecionismo, mas como O POVO brasileiro é no mínimo bondoso, dará a estes como punição, um novo mandato, Parabéns senadores, na sua posição eu faria o mesmo, "BANANA pra vocês POVO brasileiro", com os políticos é assim, igual ao cavalo militar nno desfile de 7 de setembro CAGANDO, ANDANDO E SENDO APLAUDIDO.
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