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Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 15:25

Sua excia. o público pagante

Publicação: 18 de Março de 2010 às 00:00
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Coleguinhas desta paróquia do saudoso Dom Nivaldo Monte voltam a falar, com insistência no velho problema dos públicos diminutos nos nossos estádios. Como este colunista é macaco velho, com muitos quilômetros rodados neste assunto, sei da velha jogada que é adotada na hora do borderô e de anunciar a renda da partida, de minimizar o total de público pagante para evitar os 5% recolhidos à Previdência Social. É uma saída que vem desde o tempo do doutor João Machado ainda no velho "JL". Os tesoureiros que passaram pela federação eram sempre orientados sobre o problema. Nas partidas oficiais, adotava-se a mesma tática. Se era jogo amistoso (hoje quase não há mais amistoso) de casa cheia, a capação da renda era ainda maior, já que não havia a presença de qualquer fiscal do INSS. Os borderôs carregados com muito descontos forçam a capação, sob pena de não sobrar quase nada para os clubes. Por isso, sempre que é anunciado pelo rádio o total de pagantes, ouve-se o tradicional "sóóóóóó?" dos torcedores.

Remelation

As novas terminologias continuam enriquecendo o folclore do futebol brasileiro. No clássico Santos x Palmeiras, os jogadores santistas dançavam o "remelation" (pronuncia-se remeleichon) a cada gol assinalado. De imediato, o coleguinha Torero acaba de criar o futebolation (futeboleichon)

Sai o "escorpião"

O goleiro David "Escorpião", ídolo do Coríntians de Caicó, acaba de ser dispensado pelo clube. Além da atuação desastrada contra o ABC, o que mais pesou contra ele foi o flagra bebendo birita num bar da cidade. Era a branquinha pura, mesmo. Seu substituto é o cearense Alexandre.

Saudosismo

No blog do coleguinha analista de futebol, Luiz Sátiro (Lulinha) aparece a velha foto do Potyguar/CN na formação de 1994, com destaque para o centroavante Robson (depois, ganhou a alcunha de Robgol, com passagem também pelo ABC FC)   aos 22 anos.

Contra o tempo

Não confundir com contratempo. Trata-se do novo problema dos nossos clubes: a corrida contra o tempo para contratar e regularizar jogador até esta sexta-feira, prazo fatal para quem quiser ainda reforçar o elenco visando o restante do Estadual. Nesse particular, o ABC parece ter agido mais rápido. Esperemos, pra conferir.

Exagero

A coluna pode até queimar a língua, mas continua achando que tem coleguinha exagerando, ao anunciar praticamente como certa uma renúncia do presidente José Maria Barreto. Na rua, cruzo com amigos leitores - e até leitores que me identificam por conta da foto na coluna - preocupados, querem saber se é crise mesmo.

Exagero (2)

É preciso considerar a longa experiência do "Super Zé", empresário de longo percurso, americano de muitas batalhas, presidente campeão estadual em 96, maceteado em problemas na sua própria empresa, pra jogar o boné no primeiro momento de insucesso do seu clube. Ele ainda tem a metade do campeonato pela frente e toda uma série "B". Em tempo de guerra, boato é como terra.

Frase"(...)

A categoria de base não pode ser usada para pagar a zagueiro com 32 anos, que ganha um absurdo. O clube fica trabalhando em sentido contrário. O objetivo do Santos é ficar com Neymar até a Copa de 2014 e que ele receba salário padrão da Europa" (desabafo de Fernando Silva, diretor do Santos/SP, numa entrevista dada à TN)

Frase (2)

"Empresário é uma figura que, por uma falha da legislação, entrou no mercado. Existem os bons e os ruins, temos que aprender a lidar com eles. Nós dirigentes precisamos lutar para preservar os direitos dos clubes formadores de jovens talentos. Os empresários estão espalhados pelos estádios buscando descobrir. Quando acham, procuram logo os pais para obter uma procuração" (Fernando Silva)

Saudosismo

Em uns escritos que possui há vários anos relatando o futebol nesta capital, o papa das pesquisas no RN, Luiz G. M. Bezerra relata que, nos anos 30 e 40, havia festa na cidade nos dias de ABC x América, a arquibancada do "Juvenal Lamartine" ficava lotada de jovens da sociedade natalense, a maioria, mulheres da melhor sociedade.

Saudosismo (2)

Segundo Luiz G. M., o mais curioso é que, após a partida, à noite, no amplo salão do Natal Clube (onde hoje está a Lojas Rabelo, no Grande Ponto), em meio a danças ao som de uma orquestra, torcedores dos dois clubes se confraternizavam até a meia- noite. Depois, todos iam pra suas casas, a pé. Na época, nunca houve assalto em Natal.

OPS! 

Procurando estimular o torcedor abecedista a apostar na timemania, o deputado Cláudio Porpino falou à Rádio Globo e, a tantas, chamou o treinador do ABC de Ney Leandro, que é um escritor e publicitário. Queria se referir a Leandro Campos.

Pâmpano 

A velha guarda do Pâmpano EC reuniu-se domingo na orla marítima entre as praias do Meio e a do Forte, comemorando os 54 anos do clube. Foi um recorde de peixes fisgados.

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