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Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 09:46

Temporais de 2009 podem se repetir no litoral do RN

Publicação: 20 de Maio de 2011 às 00:00
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As previsões positivas dos meteorologistas para o inverno no semi-árido nordestino se confirmaram. Há 40% de probabilidade de que chova acima da média histórica em toda a faixa leste do nordeste. No Rio Grande do Norte essa faixa inclui Natal. Segundo o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn), Gilmar Bristot, para o Estado significa dizer que os índices pluviométricos, entre junho a agosto, podem se aproximar dos que foram registrados em 2009.

Nesse ano choveu - somente na capital - mais de 2.330 milímetros. A média histórica mensal de todo o estado é superior a 800mm. A avaliação saiu da reunião mensal de Análise Climática para a região semi-árida do Nordeste, que aconteceu em Aracaju e foi encerrada ontem.

Segundo Gilmar Bristot, a previsão é de que em todas as regiões do Estado continue predominando céu nublado e chuvas, devido a presença de Instabilidades da Zona de convergência e do Sistema de Brisa. Nessa região leste do estado, segundo ele, há possibilidade de que as chuvas sejam equivalentes as que caíram  em 2009 ou mesmo acima dos índices registrados naquele ano.

A previsão saiu da reunião mensal de Análise Climática para a região semi-árida do nordeste. Meteorologistas de todo o país passaram dois dias reunidos em Aracaju e concluíram que o inverno vai ser de muita chuva no nordeste. A previsão feita por eles é de chova até 40% acima da média histórica, que é de 800 milímetros, nos meses de junho, julho e agosto.

Segundo boletim diário de chuvas, das 7h, da quarta-feira, 18/05, às 7h de ontem, 19/05, os postos de monitoramento registraram chuvas em 60 municípios do estado. Os maiores índices foram registrados exatamente na região leste, variando de 94mm, em Baia Formosa, e 9mm em Natal.

Dados

Na região central potiguar, a chuva mais intensa foi em São José do Seridó, 20mm. Nos últimos 15 dias, as chuvas provocaram a sangria de 20 reservatórios de grande porte. Segundo dados do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) o volume de água nos reservatórios monitorados pelo órgão aumentou para 98% da capacidade instalada.

Nesse momento, segundo Gilmar Bristot, o mais importante é que a defesa civil dos municípios fiquem monitorando a previsão diária de chuvas, para adotar medidas emergenciais, caso seja necessário. A possibilidade de ter um inverno abaixo da média é inferior a 25%. A próxima reunião de Análise Meteorológica acontecerá em junho, em Salvador (BA).

Ele explicou que, atualmente, os ventos e as condições da zona de convergências favorecem a instabilidade e, consequentemente, as chuvas.

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