Tocando o violoncelo

Publicação: 07 de Março de 2013 às 00:00

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Hoje tem o lançamento de O Violoncelo, romance de Francisco Antonio Cavalcanti. É a sua estreia na ficção, depois de ter escritos livros técnicos. O autor é engenheiro mecânico, mestre em Administração e doutor em Engenharia de Produção, professor da Universidade Federal da Paraíba com incursões nas áreas de pesquisas da Universidade de Grenoble, França. Natalense, do Barro Vermelho, mora há muito tempo em João Pessoa. Pelo que ouço nas esquinas e lendo nas ditas redes sociais, deve ir muita gente hoje à noite à livraria Saraiva, do Miduei, os autógrafos começando ás 19 horas. As tribos estão atentas.

Li O Violoncelo (Uma trajetória de acasos e mistérios) nas férias de janeiro.  Li e gostei. Tinha “descoberto” um  escritor de mesmo. Fiz também minhas viagens por outras terras na busca da história desse violoncelo encontrado numa loja de João Pessoa. Me misturei com músicos, arquitetos, pintores, luthiers, pesquisadores. Emoções, suspenses. O violinista Rucker Bezerra de Queiroz, professor da Escola de Música da UFRN e solista por este mundo afora, escreveu na apresentação:

- A arte é sempre surpreendente. Seja a música, o teatro, a dança, a literatura, enfim, a arte em qualquer de suas expressões. Este livro arrebata o leitor e o conduz a uma fantástica viagem através dos últimos séculos, deixando-o curioso, emocionado, feliz, e, principalmente, mais culto.

O presidente da Academia Paraibana de Letras, o escritor  Damião Ramos Cavalcanti, leu e aplaude O Violoncelo: “O livro de trajetórias de acasos e mistério é uma soma de circunstâncias num atrativo enredo de fatos encadeados que brilhantemente o autor reuniu e os relacionou um ao ouro. Circunstâncias que acontecem numa estreita e curiosa relação com esse instrumento musical e as pessoas que o idealizaram, usaram-no, compraram-no, exibiram-no nos mais sofisticados concertos, transportam-no  a diferentes países em variados continentes, leiloaram-no, perderam-no, mas reencontraram-no, cada vez mais com maior valor de preço e apreço.”

Maria Lúcia de Amorim Garcia, escritora, professora de Teoria da Literatura do Curso de Letras da UFRN, autora de Jorge Fernandes, o viajante do tempo modernista,  um livro completo sobre o grande poeta natalense, também gostou de  ler O Violoncelo. Escreveu, às folhas tantas:

- O leitor estará diante de um romance espetacular que tomará completamente sua atenção durante horas. Inicialmente, será surpreendido pelo inusitado da mesma forma que as personagens Marcus e Gary quando avistam, através de uma vitrine, um violoncelo pendurado no tempo de uma loja, provocando o desejo por informações. Você viajará buscando o desenvolvimento da origem do antigo instrumento. O caminho da descoberta transportará você ao passado, conhecerá famosos especialistas, colecionadores e professores de arte, estudará em Harvard, percorrerá a Itália, especialmente Veneza, Milão e Cremona”

Viajemos, pois, começando hoje a noite pelo concerto da Livraria Saraiva, tendo como solista de Francisco Antonio Cavalacanti.

Jazz
Esta noite de quinta-feira também tem Jazz e mais livro, agora no Solar Bela Vista, dando  sequência a dobradinha Sesi-Escola de Música da UFRN. A banda “Tem um candango lá em casa”, comanda pelo jazzista Anderson Pessoa, professor da Emufrn, abre a temporada deste ano do Clube do Jazz do Solar Bela Vista. O  livro que vai ser lançado é o do jornalista Paulo Araujo, “Como se fossem letras”. Das 19 horas em diante.

O livro e a  mulher 
Amanhã, na Livraria  Nobel, da rua Potengi quase esquina com a Afonso Pena, Petrópolis, haverá mais um “Encontro de Letras”, desta vez homenageando a mulher no seu Dia Internacional. Nelson Patriota falará sobre a poesia de Carmem Vasconcelos e Ana Maria Cascudo Barreto falará sobre folclore. A partir das 18 horas.

Chuva
Chuvinhas finas, esparsas, de terça-feira para o amanhecer de ontem, que ainda não animam. A melhorzinha foi em Nísia Floresta, 7,4 milímetros, Montanhas, 4, 5 e Baia Formosa, 3,.5. Tabuleiros e beira de praia.
Na véspera choveu melhor. Há notícia de uma chuva de 19 milímetros em Apodi, uma de 8 no Acari, pegando Cruzeta.
No Ceará também poucas chuvas.

Poesia  Deu na coluna de Ancelmo Gois, de O Globo:
- O ministro Carlos Ayres Britto já começou a aproveitar seu tempo para se dedicar à literatura. Vai falar sobre a poesia no encerramento da 8ª Feira do Livro de Poços de Caldas e Flipoços 20132, no dia 4 de maio. Ariano Suassuna, João Ubaldo Ribeiro, Míriam Leitão e João Paulo Rouanet também confirmaram presença.

O escorrego do ministro  Com o título “Vai mal”, a jornalista Dora Kramer registrou a agressão do ministro Joaquim Barbosa a um repórter do jornal O Estado de S. Paulo, assim:
- Não há dor nas costas, excesso de trabalho nem pedido de desculpas por intermédio da assessoria de comunicação que justifique ou amenize a gravidade de atitude do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

- Não quis nem ouvir a pergunta do repórter do Estado que, junto com outros profissionais o abordava em local público, sobre assunto de interesse público inerente à sua função de funcionário público: chamou o jornalista de “palhaço” e o mandou ir  “chafurdar no lixo”. É de se parafrasear Fernando Gabeira e indagar: o que é isso, excelênciia?

- Tão festejado nas ruas, reconhecido pelo trabalho como relator no processo do mensalão, Joaquim Barbosa demonstrou, assim, não estar  à altura da notoriedade. Desqualifica o Supremo.

Henrique 
O vice-presidente Michel Temer confirmou presença no já jantar homenagem que a Federação das Indústrias do Rio Grande do  Norte prestará amanhã ao deputado Henrique Eduardo Alves pela sua eleição para presidente da Câmara. Virão também os ministros do PMDB. São cinco.



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