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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Três são executados por homens encapuzados na Zona Oeste

Publicação: 20 de Outubro de 2009 às 06:16
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Atualizada às 8h08

O bairro do Bom Pastor, Zona Oeste de Natal, teve a madrugada desta terça-feira (20) marcada pela violência. Daniel Coelho de
Oliveira, 26, Vágner Ferreira de Oliveira, 16, e Ilário Valério,19 foram mortos a tiros na rua dos Paianases, por pelo menos oito homens
encapuzados. A suspeita é de que o triplo homicídio esteja relacionado com a morte do guarda patrimonial Francisco Fernandes Campos, 55, assassinado também a tiro na noite do último domingo (19) em frente ao CEJA (Centro Educacional de Jovens e Adultos). De acordo com informações da Delegacia de Plantão da Zona Sul, pistolas e armas de grosso calibre - espingardas 12 - foram utilizadas nas execuções.

O triplo homicídio foi registrado por volta de 1h. Dois carros, um Pálio e um Gol entraram na rua com pelo menos quatro homens encapuzados em cada veículo. Os alvos eram Daniel, Vágner e Ilário, que estavam em frente a uma casa no momento em que os carros passavam. Eles foram abordados e mortos com vários tiros. Dois dos jovens, Daniel e Vágner, morreram no local. Ilário ainda chegou a ser socorrido, mas segundo informação confirmada pela Plantão Zona Sul, não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital. Existe a informação de que outro jovem, identificado apenas como Paulo, também foi baleado, mas passa bem. Os criminosos fugiram sem deixar pistas.

Com o triplo homicídio da madrugada, agora são quatro o número de execuções possivelmente ligadas à morte do guarda patrimonial. Por volta das 21h de domingo, Frank Dani da Silva Coelho, 27 anos, foi executado com 16 tiros, de acordo com o laudo 011407-1009, na Travessa dos Paianases, no bairro Bom Pastor. Informações dão conta que Frank Dani e Daniel são primos legítimos. Segundo familiares eles eram amigos de Ilário e Vágner. Todos cresceram juntos no bairro.

Daniel foi morto com sete tiros, de acordo com o laudo 011410-1009, e  Vágner com sete tiros, segundo o laudo 0111411-1009. O corpo do outro jovem Ilário Valério está no Hospital Walfredo Gurgel e ainda será levado para o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) para ser necropsiado.

Caso do guarda patrimonial

Existem indícios de que as quatro execuções estejam relacionadas com o assassinato do guarda patrimonial Francisco Fernandes Campos na noite de domingo. O guarda prestava serviço como segurança do CEJA, na avenida Coronel Estevam, quando foi morto com um tiro no pescoço.

Segundo informações de parentes da vítima, o homicídio pode ter sido motivado
por  vingança. Severino Severo, amigo do guarda, disse que os assassinos são
usuários de drogas e que teriam matado Francisco por ele, não permitir o consumo
de entorpecente dentro do Ceja.

O major Alarico Azevedo, chefe de operações da PM, informou ontem que, momentos após o crime, três jovens foram detidos. O trio foi encaminhado na madrugada da segunda para o Itep onde foi realizado o exame residuográfico, mas, posteriormente, foi liberado por falta de provas.

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comentários

marcelosarn@...20/10/2009 @ 08h56
Essa verdadeira matança se deve a indignação por falta de segurança que está nessa cidade, sem segurança,sem saúde,sem educação, sem nada. Daí senhores e senhoras a população não têm mas paciência para esperar as autoridades incompetente e sem nenhum compromisso sério com a sociedade, mas próximo ano tem eleição vamos tomar vergonha e não votar neles. Que são os verdadeiro homícidas.
cimichely@...20/10/2009 @ 08h23
É a barbárie. Num crime como este, nada é investigado pois a polícia civil está cuidando de presos, a polícia militar não consegue chegar a tempo de evitar o delito e como não se acredita mais no judiciário, faz-se justiça com as próprias mãos. As autoridades não admitem, mas, não teem mais controle sobre a criminalidade que só cresce. São, só neste caso, 4 vidas perdidas incluindo a do guarda. É uma pena.
neto1976@...20/10/2009 @ 09h55
Bom, já que nossa segurança pública tá uma m..., as pessoas estão fazendo justiça com as próprias mãos. Não sei se realmente as vítimas têm relação com o crime do vigilante. Mas, se realmente houver, bem feito!
walason@...20/10/2009 @ 12h26
Ssó lamento uma vida perdida, a do guarda patrimonial, que passou 30 anos na polícia militar e ao se aposentar, não tem uma aposentadoria digna que permita um descanso sossegado, tendo que se sujeitar a continuar trabalhando para conseguir sobreviver e acabar desse jeito. Quanto aos três indivíduos aí, sinceramente, vai ser menos custos para a sociedade e menos trabalho para a polícia. Agora, caros leitores, estão aproveitando o fato do assassinato covarde do guarda patrimonial para usar a polícia como bode espiatório, pois o que acontecer nos próximos 365 dias, tem a ver com esse crime. Ficam aí duas lições: quem está nessa vida não tem como sair e termina assim; e se realmente foi polícia (pq tudo sempre sobra pra ela) fica a lição de que não se deve mexer com ela...
Tribuna do Norte