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Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 00:51

UFRN realiza seminário para discutir a reestruturação

Publicação: 05 de Dezembro de 2009 às 00:00
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Por um modelo acadêmico moderno e estruturado. É com esta perspectiva que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está realizando um seminário onde discute as bases  do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), do Governo Federal. Com previsão para ser concluído em 2012, o novo projeto, que definirá o futuro organizacional universidade é a pauta do seminário Reestruturação da Universidade - Os Novos Desafios  da UFRN.

Com o intuito de discutir o modelo, em construção desde 2008, o evento trouxe na manhã de ontem ao auditório do Núcleo de Estudos de Pesquisas em Ciências Sociais (Nepsa) representantes de outras instituições federais do país. A diretora acadêmica do Campus Arapiraca, da Universidade Federal de Alagoas (UFA), professora Simone Nunes Ferreira, o reitor da Fundação Universidade Federal de Pelotas, Antônio César Gonçalves Borges e o reitor da Universidade Federal do Pará (UFP), Carlos Edílson de Almeida Maneschy, promoveram uma troca de experiências sobre os projetos de suas respectivas universidades para o programa Reuni.

No caso da UFRN, mais do que aumentar sua estrutura física, a universidade tem a pretensão de promover uma reestruturação acadêmica e dos atuais modelos pedagógicos adotados. O reitor José Ivonildo do Rêgo explicou que além da criação de novos cursos, que vem acontecendo desde o ano passado, a UFRN busca se adaptar  ao novo cenário, que é a criação de ciclos dentro dos cursos de graduação.

Como exemplo, o reitor utilizou o recém-criado curso de bacharelado em Ciência e Tecnologia, com duração de três anos, tempo inferior àquele que os cursos de graduação costumam ter. Durante três  semestres, o aluno recebe a formação comum a todas as ciências e tecnologias para só então decidir sua área de atuação. De acordo com José Ivonildo do Rêgo, este  modelo de ensino evita que o aluno tenha uma escolha precoce e oferece mais flexibilidade para que o estudante possa definir sua habilitação. "A situação de ter um jovem de 16 anos com o peso de decidir por uma área entre várias com a qual ele vai trabalhar para o resto da vida tende a ser evitada", projetou o reitor.

Além da questão da escolha precoce e do aumento da flexibilidade, outro ponto abordado pelo reitor sobre a adoção de ciclos curtos, é evitar que os modelos fiquem ultrapassados. "Estamos trabalhando para que os alunos tenham acesso aos estudos mais recentes. "Algumas áreas se renovam com frequência  e é preciso acompanhar isso para que o estudante não chegue à sua área específica estudando modelos obsoletos", finalizou.

Quanto aos custos do projeto   do Reuni, José Ivonildo contou que R$ 120 milhões serão investidos até 2012 na construção de prédios e aquisição de equipamentos para a infra-estrutura da universidade. O reitor enalteceu que cada prédio está sendo projetado e planejado para atender às demandas dos cursos, sobretudo para oferecer aos alunos além de uma base científica, um projeto pedagógico que os aproxime da realidade do mercado do trabalho.

 O seminário Reestruturação da Universidade - Os Novos Desafios  da UFRN continua no próximo dia 11, quando o evento será encerrado com o tema "Desenvolvimento histórico, experiências e alternativas institucionais".




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comentários

marcosasbarbosa@...06/12/2009 @ 10h44
Essa reestruturação deveria contemplar também cursos de pós-graduação, incluindo mestrado e doutorado. Sou aluno de mestrado graças à oferta de uma universidade européia, que promove aulas presenciais quatro dias a cada mês, em Natal, o que me dá condições para conciliar estudos e obrigações. Parabéns aos estrangeiros, pela ousadia em investir no Brasil com uma visão moderna e globalizada de educação.
Tribuna do Norte