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Uma arte passando de pai para filho

Publicação: 10 de Julho de 2011 às 00:00

Quem não entende do esporte, encara o xadrez apenas como mais um jogo de tabuleiro, semelhante ao jogo de damas, onde um jogador tentar impor sua estratégia em busca da vitória sobre o seu oponente. Mas a ciência já mostra que por traz desse pensamento simplista existe muito mais que apenas um jogo, o movimento de peões, bispos, cavalos, torres, reis e rainhas exige muito estudo e arte. Os potiguares admiradores dessa arte terão uma excelente oportunidade para ver alguns dos nossos mais talentosos representantes hoje, lutando pelo título da primeira Taça Tribuna do Norte de Xadrez, que está sendo realizada na Academia Damasceno, na avenida Antônio Basílio 4344,  Morro Branco. A rodada terá início às 9h30.

A família Damasceno, por sinal, possui uma relação íntima com o esporte. O gosto pelo xadrez entrou no sangue dos "Damascenos" através de seu patriarca Alécio de Souza que, ao 70 anos de idade tem pelo menos 55 dedicados ao esporte. A própria esposa Evanf Maria Lima Damasceno, ele conheceu por intermédio da paixão pelo esporte de tabuleiro, e passar esse amor cultivado pelo esporte para os filhos deu um pouco de trabalho, mas os herdeiros também não demoraram muito a se apaixonarem pela arte.

Foi motivado pelo amor ao esporte que a família se reuniu para fundar em 18 de janeiro de 2008, a Academia Damasceno de Xadrez, que hoje além de reunir praticantes e mestres para disputar torneios, costuma ser usada para um propósito bem mais nobre: ensinar a arte de jogar para crianças, não importando se seja como fim terapêutico ou para alunos que - assim como os "Damascenos" - herdaram a paixão  pelo esporte dos pais.

"Nosso propósito é oferecer a oportunidade de estudo para iniciação e desenvolvimento do Xadrez até o nível médio, dando preferência aos estudantes. Aqui os alunos têm condição de aprimorar suas técnicas através da nossa biblioteca que conta com vários títulos sobre o jogo", afirmou seu Damasceno.

O trabalho voltado para crianças e adolescentes justamente pela faceta educativa do esporte, que estimula a atividade intelectual e estabiliza a personalidade de crianças e jovens durante seu crescimento. Estudos nos centros mais desenvolvidos apontam que isso é evidente, sobretudo, na puberdade: crianças que jogam Xadrez apresentam menos crises decorrentes das transformações dessa fase etária do que as que não jogam.

Assim como a natação costuma ser indicada para crianças com problemas respiratórios, o xadrez também passou a ser um aliado da psicologia para combater a hiperatividade nas crianças. "Nós recebemos um aluno que era tão hiperativo que não sentava nem para fazer suas provas na escolas. Depois que ingressou em nossas turmas, além de estar se controlando melhor, vem se revelando um jogador em potencial", destacou Zapata Damasceno.

Bancário aposentado, Alécio Souza não esconde que sempre sonhou em ter a sua própria academia de xadrez.


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Tribuna do Norte