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Economia

Natal, 25 de Maio de 2012 | Atualizado às 16:13

Venda de importados cai 40,6 por cento, informa Abeiva

Publicação: 10 de Fevereiro de 2012 às 00:00
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São Paulo (AE) - A venda de veículos importados em janeiro atingiu 11.367 unidades, queda de 40,6% em relação ao mês de dezembro do ano passado, segundo divulgou ontem a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Na comparação com janeiro de 2011, houve aumento de 16,9%. De acordo com a Abeiva, por conta da queda mais acentuada das vendas dos veículos importados em relação ao mercado interno, a participação das associadas da Abeiva no mercado brasileiro caiu de 5,82% em dezembro para 4,5%.

"Obviamente sentimos o impacto da instabilidade do mercado por conta do exaustivo noticiário sobre a alta da alíquota do IPI, a partir de 16 de dezembro. Mas também porque muitas importadoras não dispuseram vários modelos, devido à impossibilidade momentânea de planejamento de compras no exterior, desde o dia 16 de setembro, quando foi publicado o Decreto 7.567", afirmou, em nota, o presidente da entidade, José Luiz Gandini. Por outro lado, o executivo acredita que o volume de vendas mensais "volte à normalidade" a partir de março, mês em que se esperam vendas entre 16 mil e 18 mil unidades.

NEGOCIAÇÃO

Após três dias de discussões técnicas, os governos do Brasil e do México decidiram estender as conversas sobre o acordo que isenta de imposto de importação os carros fabricados nos dois países. A equipe da presidente Dilma Rousseff exige o aumento das regras de conteúdo local aplicadas pelos mexicanos, para evitar que automóveis dos Estados Unidos e de outros países desembarquem mais baratos no País, depois de receber somente algumas peças no México.

O governo brasileiro chegou a ameaçar os mexicanos com o rompimento do acordo, que completa dez anos em novembro, porque suspeita que montadoras vêm usando o México para enviar carros ao Brasil sem o pagamento dos 30 pontos porcentuais adicionais de IPI sobre veículos que possuem menos de 65% de peças nacionais ou regionais.

Apesar da exigência de menor conteúdo mexicano, os automóveis produzidos naquele país não pagam a sobretaxa justamente pela existência do acordo, recebendo o mesmo tratamento dado aos veículos do Mercosul.

O Brasil argumenta que há desequilíbrio nas relações entre os dois países e ameaçou romper o acordo com o México depois que foi registrado forte ingresso no mercado nacional de modelos oriundos daquele país. O México já divulgou comunicado informando que não aceita rever o acordo. 


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